<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335</id><updated>2011-10-08T09:55:16.593-07:00</updated><title type='text'>Teognose</title><subtitle type='html'>- Questionar antes, durante e sempre. -</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-4896986583953882365</id><published>2009-09-06T11:32:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T11:37:19.318-07:00</updated><title type='text'>Crença que mata</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crendices e tradições arraigadas ajudam a disseminar HIV em Moçambique e outros países africanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roberta Jansen Enviada especial • MAPUTO, Moçambique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte : O Globo -Ciência - Página 37 - 06/08/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loredana, de 17 anos, tem um caderno de capa cor-de-rosa, onde anota letras de músicas. Foi uma das poucas coisas que levou consigo quando fugiu de casa, há três meses, junto com duas irmãs mais novas. As três eram frequentemente estupradas pelo pai, a mando da própria mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Minha mãe é curandeira e mandava meu pai dormir conosco para ser rica e ter saúde — explica numa voz quase inaudível e os olhos fixos em um ponto qualquer da parede por sobre o ombro do interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela e as irmãs vivem atualmente no Centro Nhamai (mulher, no dialeto bitonga), na periferia da capital Maputo, que acolhe mulheres vítimas de violência e abuso sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seus pertences, inclusive o caderno, cabem numa mochila, guardada atrás da cama de ferro que delimita seu único espaço individual no centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Estou muito melhor aqui — conta, as palavras ganhando entonação e, o olhar, um foco específico. — E posso estudar todos os dias. Eu quero ser médica. Ou cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de uma história isolada. Os casos de abuso sexual por orientação de curandeiros não são raros em Moçambique e são apontados por especialistas como um dos fatores da acelerada disseminação da Aids na África Subsaariana, que concentra 70% dos casos mundiais da doença. Estatísticas atribuídas ao governo indicam que existem 72 mil curandeiros em todo o país e a epidemia se tornou uma fonte de lucro para os oportunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, o tema é debatido em horário nobre, na novela “Vidas em Jogo”, uma co-produção entre Brasil e Moçambique, estrelada por atores moçambicanos, que aborda a Aids e os aspectos culturais e sociais da epidemia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mostramos os curandeiros charlatães que dizem que podem curar a doença usando lâminas sem assepsia, por exemplo, mas também mostramos que existe o curandeiro mais consciente, que encaminha os pacientes para o posto de saúde — conta Caroline Menezes, sócia da Cinevideo e produtoraexecutiva da novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moçambique é o oitavo país mais afetado do mundo pela infecção, com uma prevalência que chega a 14% entre a população adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expectativa de vida hoje pouco ultrapassa os 40 anos. Crendices e tradições culturais muito arraigadas forjaram uma epidemia de parâmetros únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Existe o mito disseminado de que a relação com uma virgem vai livrar o homem do HIV — conta Cecília Tembe, a coordenadora do centro. — E há curandeiros que dizem que, se um homem dormir com sua filha, o tratamento vai correr bem. E ele ainda vai ficar rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro e saúde são os bens mais preciosos num país em que 70% da população vivem abaixo da linha da pobreza e uma em cada seis pessoas é portadora do HIV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Alguns curandeiros dizem que o sangue de um animal pode livrar o homem do vírus, mesmo que ele tenha feito sexo sem camisinha. Mas outros recomendam a relação com a filha virgem — confirma Nacima Figia, coordenadora de Direito da Mulher e da Criança da ONG Actionaid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Alguns deles garantem que quanto mais nova for a menina, mais fácil o vírus sai do corpo dele e ele fica curado — conta Paula Vera Cruz, coordenadora nacional do Comitê da Mulher e do Jovem. — Há casos de abuso de meninas de dois anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência sexual contra a mulher, de forma geral, não é rara na África Subsaariana e também pauta a disseminação da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O abuso da rapariga é comum a vários países da região — atesta Nacima. — E, muitas vezes, começa no seio da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso de Palmira, de 17 anos, também abrigada no centro Nhamai, depois de denunciar o próprio pai na delegacia local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu pai queria dormir comigo porque eu estraguei uma coisa lá em casa — conta. — Ele queria fazer isso sempre quando minha mãe não estava. Eu não quero voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além dos atos criminosos, as relações sexuais em Moçambique seguem padrões próprios, ditados pela forte cultura local, que desafiam as políticas tradicionais de prevenção da Aids. Entender as regras do sexo heterossexual é chave para deter a doença, dizem os especialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior fator de propagação da epidemia hoje é o que os documentos oficiais chamam de “parcerias múltiplas e concorrentes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o regime seja de monogamia, a prática é polígama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Um brasileiro, em média, tem mais parceiros sexuais ao longo da vida, mas elas não são concomitantes — explica Lucas Bonanno, coordenador da Agência de Notícias de Resposta à Sida de Moçambique, especializada em divulgar informações sobre a epidemia. — Os moçambicanos têm menos parceiras, mas são relacionamentos longos, estáveis e que acontecem ao mesmo tempo. É comum o sujeito ter várias casas. E não é raro que a mulher tenha vários “amigos” também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários parceiros ao mesmo tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na análise de Mauricio Cysne, coordenador do Programa de Aids das Nações Unidas (Unaids) em Moçambique, a norma cultural e de aceitação tácita é o que define a epidemia em parte da África austral e em Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amina Abacar Mussawe, de 39 anos, fala abertamente sobre o seu companheiro, a mulher (oficial) dele, e como o HIV se alastrou neste relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele levou dois anos para fazer o teste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou muito assustado, os olhos vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei o maior apoio, fiquei ao lado dele todo o tempo. Acho que quando as coisas acontecem, temos que nos adaptar — conta ela. — Agora estou tentando convencê-lo a falar com a mulher para fazer o teste também. Parece que ela está se negando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Potencialmente, este padrão dissemina mais o vírus do que o brasileiro, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que um homem é infectado, há um período de poucas semanas, quando o HIV se espalha por seu corpo, em que ele transmite muito mais facilmente o vírus. É a chamada janela infecciosa. Depois disso, a carga viral será muito baixa durante, em média, oito anos, e só voltará a aumentar quando os primeiros sintomas da doença surgirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele tem várias parceiras fixas, a chance de ter relações com todas elas durante a janela é alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você não consegue inserir o preservativo nestas relações porque essas pessoas se conhecem há anos, têm relacionamentos estáveis — explica Cysne. — O que sabemos sobre Aids não funciona para esses casos. Precisamos fechar essa janela infecciosa. Mas como? A pobreza disseminada potencializa a questão cultural. É uma prática disseminada o sexo em troca de pequenos presentes, como telefones celulares e roupas de grifes caras. As moças que usam os cobiçados jeans de cintura baixa são chamadas, na gíria de Maputo, de “tchunga baby”, ou seja, elas têm um parceiro mais velho e mais endinheirado, que lhes dá presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Do ponto de vista da disseminação da doença, tudo isso poderia estar acontecendo sem problemas, se eles usassem o preservativo — constata Lucas. — Mas é uma cultura que acabou unindo o sexo à infecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles perderam o controle&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-4896986583953882365?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/4896986583953882365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=4896986583953882365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/4896986583953882365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/4896986583953882365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2009/09/crenca-que-mata_06.html' title='Crença que mata'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-9168023066370593650</id><published>2008-04-20T13:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T14:35:23.919-07:00</updated><title type='text'>O mito do guerreiro</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;" id="titulosMateria"&gt;                                                                    &lt;div style="font-style: italic;" id="subTituloAreaMateria"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tese diz que devoção a São Jorge aumenta em tempo de violência&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;                                                    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;!-- titulosMateria --&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;div style="height: 386px; text-align: justify; font-family: arial;" id="textoAreaMateria"&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;strong&gt;Por Ana Lucia Azevedo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte :  O Globo, &lt;/strong&gt;Ciência - Página 35 -  19/04/08&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tempo de violência, época de oração.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E oração para São Jorge. A ligação entre a devoção ao santo guerreiro e períodos de especial violência tem atravessado a História e o planeta. E foi o elo entre o aumento da violência no Rio a partir do final dos anos 90 e o que parece ser um momento de sucesso estrondoso do santo na cidade que levou a historiadora Georgina Silva dos Santos, do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), a investigar a origem e a permanência de tamanha fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Os santos têm seus momentos e nos últimos dez anos, a popularidade de São Jorge aumentou muito. Acho que existe uma relação com o crescimento da violência urbana. É uma fé que atravessa classes sociais e gênero. Da vítima ao bandido, todos rezam a São Jorge — diz Georgina, cuja tese de doutorado, defendida na Universidade de São Paulo, em 2002, foi sobre o santo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tese deu origem ao livro “Ofício e sangue — a irmandade de São Jorge e a Inquisição na Lisboa Moderna”, lançado em Portugal, em 2005. Com Santos até no nome, Georgina é estudiosa de história religiosa e ficava intrigada com uma veneração tão imensa acompanhada por uma falta de informação tão grande quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu queria entender o fenômeno religioso.Tinha curiosidade sobre como um santo popular era tão pouco conhecido. Observei que as pessoas não sabiam quase nada — diz a historiadora.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E fenômeno é adequado para qualificar São Jorge, que não possui raízes históricas. Não há qualquer prova de que tenha existido.Não existe rastro ou registro de nascimento, corpo ou morte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dia 23 de abril, feriado por aqui, é só uma convenção. Os dias dos santos marcam a data da morte, quando estes rumariam para o céu, ao encontro de Deus. Como São Jorge não nasceu, não pode ter morrido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A versão sacra do Rei Artur&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas São Jorge vive na fé e na imaginação porque é guerreiro. É a imagem do guerreiro perfeito que percorreu incólume quase dois mil anos de História da cristandade. Tão forte que cruzou barreiras culturais e foi abraçado pelo sincretismo afro-brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— De certa forma, ele é como o Rei Artur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito do guerreiro viril, corajoso, invencível, sem defeitos. E, como este, pode ter sido inspirado por uma pessoa real, que viveu de fato, cujos feitos, com o passar dos séculos, ganharam um vulto maior do que a realidade. Pode mesmo ter havido um soldado romano convertido ao cristianismo, na época em que Roma era pagã, que tenha ficado famoso pela defesa da fé e de gente em dificuldades — explica a historiadora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela observa que o mito do guerreiro ideal, sempre ao lado dos que precisam, é forte ao ponto de seduzir mesmo os não religiosos — visto a profusão de camisetas, colares, quadros e outros badulaques com São Jorge de tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Há uma conjuntura carioca que favorece santos guerreiros. O sentimento de impotência, o medo do cotidiano. São Jorge sempre foi querido no Rio, desde o tempo da Colônia. Ganhou força no Império. Continuou pela República e agora parece mais popular ainda — frisa Georgina.&lt;br /&gt;Com lança, escudo e elmo, São Jorge é extraordinário para a historiadora porque sintetiza vários mitos. Gregos, cristãos, celtas, germânicos, africanos — estão todos lá, numa única figura poderosa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A imagem que o brasileiro cultua tem inspiração lusitana. Aliás, São Jorge é o santo padroeiro de Portugal. E também da Inglaterra, da Grécia, da Sérvia, do Canadá e até dos cristãos da China. Isso sem falar em numerosas cidades e regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É um santo de canonização literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos bastante sobre a vida outros santos. Porém, no caso de São Jorge, a história foi construída pela Igreja Católica, ao longo dos séculos. O mito precede o rito. E no caso de São Jorge, a devoção precede o mito — diz Georgina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nenhuma data associada ao santo tem comprovação. Sabe-se que o mito se originou nas atuais Síria ou Turquia, em algum momento entre os séculos II e III. De lá, a devoção ao santo se espalhou pela Itália. Mas só chegou ao restante da Europa por volta do século V, acompanhando as rotas de peregrinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O primeiro surto de grande devoção aconteceu na época das Cruzadas. Não espanta. A imagem do santo era perfeita para os cavaleiros que rumavam para o Oriente — explica a historiadora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pasicrato assina, em grego, os primeiros relatos sobre o santo. Ele se diz discípulo de Jorge e testemunha de milagres. O Jorge de Pasicrato salvou o boi de um lavrador, ajudou uma viúva a encontrar o filho. Foi preso e torturado. Essa é a história dos século II e III. A versão da Igreja é do fim do século X. Personagens históricos reais foram incluídos na biografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele ganhou vida na história através de personagens conhecidos — observa Georgina .Nessa versão, conta-se que São Jorge foi um centurião romano que se converteu ao cristianismo sob o governo do inclemente Diocleciano, imperador romano famoso pela implacável e atroz perseguição aos cristão. Por sete vezes, São Jorge foi preso e torturado — coisas como ser cozido num forno de cal — e por setes vezes, ressuscitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Essa versão tem influência grega. São Jorge é acorrentado, como Prometeu — acrescenta a pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dragão só entrou na história de São Jorge por volta dos séculos XI e XII. Não pelas mãos da Igreja, mas devido à influência das culturas celta e saxônica, onde o dragão era um símbolo de poder e fertilidade. A devoção se espalhou porque a figura do guerreiro era muito valorizada pela sociedade medieval. Era um símbolo masculino, cavalheiresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A imagem da lança espetando o dragão é quase um ato sexual. Ele é pagão.&lt;br /&gt;Observe que nas igrejas não há dragão. A Igreja, na verdade, demonizou o dragão, o transformou na personificação do mal — diz Georgina.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um machão, uma princesa e um dragão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A lenda da princesa salva do dragão pelo santo que troca a vida do monstro pela conversão da comunidade da moça ganhou força durante toda a Idade Média. E virou texto pelas mãos de Jacopo de Varazze, o primeiro a falar dela, no século XIII. A imagem com o dragão é a mais popular do santo, imortalizada pela cultura popular de numerosos países e em obras de grandes mestres como Rubens, Rafael e Ucello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Essa imagem é muito poderosa. É bem masculina. Um paradigma de virilidade.Daí, ser comum ver machões com São Jorge tatuado no corpo. É um santo de macho — conta a pesquisadora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Das cruzadas aos tempos do dragão, São Jorge ganhou o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E não há qualquer sinal de que vá ficar menos popular — completa Georgina.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;!-- titulosMateria --&gt;                      &lt;div style="height: 386px;" id="textoAreaMateria"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Só por aqui o santo é observado na Lua&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Moscou, provavelmente, tem mais estátuas de São Jorge matando o dragão do que qualquer outra cidade. Os ingleses costumam por o santo em bandeiras durante jogos de futebol. O Líbano construiu muitas igrejas para ele. Mas só os brasileiros vêem na Lua a imagem de São Jorge, devidamente acompanhado pelo cavalo e o dragão. São Jorge foi parar na Lua porque na Bahia é associado a Oxossi, orixá, por vezes, também ligado ao satélite, explica Georgina Silva dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ver São Jorge na Lua é uma coisa bem brasileira, com forte influência da cultura africana. Essa tradição começou na Bahia e se espalhou — diz a pesquisadora .&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Rio de Janeiro e em Recife, para o candomblé e a umbanda, São Jorge é Ogum. No entanto, na Bahia Ogum já era associado a outro guerreiro, Santo Antônio.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-9168023066370593650?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/9168023066370593650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=9168023066370593650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/9168023066370593650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/9168023066370593650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2008/04/o-mito-do-guerreiro.html' title='O mito do guerreiro'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-8963509782111267205</id><published>2008-04-06T14:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T14:13:07.554-07:00</updated><title type='text'>Explicação  para destruição de Sodoma</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Placa de 700 a.C. traz relato de 'destruição de Sodoma'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteróide - que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conhecido como "Planisfério", o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os acadêmicos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (calendário juliano).       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="marcador"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Impacto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;                  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteróide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico. Segundo os pesquisadores, o rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Velho Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos. O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fonte : G1 - acessado no dia 06/04/08&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL381677-9982,00-PLACA+DE+AC+TRAZ+RELATO+DE+DESTRUICAO+DE+SODOMA.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-8963509782111267205?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/8963509782111267205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=8963509782111267205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8963509782111267205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8963509782111267205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2008/04/explicao-para-destruio-de-sodoma.html' title='Explicação  para destruição de Sodoma'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-2911057014986498147</id><published>2007-10-27T15:24:00.000-07:00</published><updated>2007-10-27T15:36:26.441-07:00</updated><title type='text'>Sentença de 700 anos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sentença de 700 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vaticano libera documentos secretos que afastam dos templários maldição da heresia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Flávio Henrique Lino&lt;br /&gt;Fonte :  Ciência - Página 45 - O Globo  em 27 de Outubro de 2007  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser o enredo de um filme. Um rei poderoso e maquiavélico, afundado até o pescoço em dívidas, aproveita-se da fraqueza de um Papa vacilante para arquitetar um plano e acabar com um rico e influente grupo de membros da Igreja a quem deve dinheiro, apossando-se de seus bens. O golpe, quando vem, é arrasador. Acusados de heresia e outros crimes contra a religião, cerca de 500 homens são martirizados na fogueira, protestando inutilmente inocência. Do episódio nascem lendas sobre tesouros escondidos, sobreviventes clandestinos e organizações secretas que perduram pelos 700 anos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama, no entanto, é bem real. E anteontem começou, finalmente, a ser esclarecida de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a descoberta de papéis erradamente classificados em seus Arquivos Secretos, o Vaticano divulgou as minúcias do processo contra os templários, no início do século XIV. Com isso, a ordem de cavaleiros cristãos mais famosa, influente e poderosa da Idade Média terá seu nome limpo em definitivo sem qualquer sombra de dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não chegasse a ser um segredo — e a História já tivesse se encarregado de pôr por terra as acusações de heresia que fundamentaram a investida de Felipe o Belo, da França, contra os templários — ainda faltava o reconhecimento do ator principal no processo: a Igreja Católica. Faltava. Graças ao trabalho de detetive da medievalista italiana Barbara Frale, o Vaticano corrigiu oficialmente a versão falsa de um episódio histórico que começou a ser manipulado em 13 de outubro de 1307.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O pergaminho estava catalogado incorretamente em algum ponto da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, não consegui acreditar nos meus olhos — disse a professora Barbara Frale, pesquisadora responsável pela descoberta do Pergaminho de Chinon em 2001. — Este era o documento que muitos historiadores estavam procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Riqueza da ordem despertou cobiça &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criada no ano de 1119 em pleno fervor religioso das Cruzadas, que sacudiu a Europa de uma letargia de séculos, a Ordem do Templo tinha por objetivo proteger os peregrinos à Terra Santa, recém-reconquistada aos árabes muçulmanos. Reunindo tanto plebeus como a fina flor da nobreza européia numa ordem militar com hábitos monásticos, os templários logo se transformaram numa das mais eficientes organizações da cristandade. Dona de uma vasta quantidade de terras e riquezas, a ordem financiou guerras de vários soberanos europeus e criou uma espécie de sistema bancário primitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmicos, ricos e independentes, os templários acabaram por despertar a cobiça de reis que procuravam reforçar sua posição numa Europa onde a autoridade espiritual de Roma se sobrepunha ao poder dos monarcas. Com a queda dos últimos baluartes cristãos na Palestina em 1291, a ordem começou a enfraquecerse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que Felipe o Belo viu uma oportunidade de agir. Querendo obter uma condenação póstuma do Papa Bonifácio VIII, que morrera após uma ação militar ordenada por ele, o rei usou os templários para pressionar o novo Pontífice, Clemente V. Alvo de boatos que lhes imputavam práticas blasfemas e heréticas (como renegar Cristo, cultuar um ídolo, cuspir na cruz e homossexualismo), os templários foram escolhidos como bodes expiatórios e sofreram um demorado processo que opôs Paris ao Papado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embate terminou com Clemente V se curvando ao poder de Felipe o Belo e declarando extinta a Ordem do Templo em 1312. Em março de 1314, o último grão-mestre templário, Jacques de Molay, pereceu na fogueira, voltado com as mãos em reza para Notre Dame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É nesse contexto que é necessário reposicionar o caso dos templários. É um conflito ideológico entre a Igreja e a vontade do rei de ser o mestre absoluto em seu reino. Felipe o Belo aproveitou a ocasião para acentuar a pressão sobre o Papa — disse ao GLOBO, de Paris, o historiador Alain Demurger, professor da Universidade Sorbonne e autor do livro “Os templários” (Editora Difel). — O processo do Templo foi fabricado pela monarquia francesa. A motivação financeira foi secundária, embora o rei soubesse tirar proveito financeiro do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecidas por séculos entre os milhões de documentos guardados em dezenas de quilômetros de estantes no Vaticano, as atas do “Processus contra templarios” ganharam edição de luxo de 800 cópias, das quais 799 serão vendidas por 5.900 euros cada (R$ 15 mil) — uma foi presenteada ao Papa Bento XVI. No pacote de encher os olhos de qualquer historiador, a peça principal é o Pergaminho de Chinon, cujo nome remete ao castelo francês onde os templários foram julgados em 1308. O documento mostra que o Papa Clemente V na verdade absolveu os templários da acusação de heresia, a espinha dorsal do processo contra a ordem, embora reconhecesse que os cavaleiros fossem culpados de delitos menores aos olhos da Igreja, como violência, abusos e atos pecaminosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas isso não é o mesmo que heresia — destaca a historiadora Barbara Frale, para quem o Papa determinou a extinção da ordem “para o bem da Igreja”, a fim de evitar um choque frontal com Felipe o Belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo relatos, em suas cerimônias de iniciação os templários entregavam-se a práticas heréticas. No pergaminho, os cardeais que interrogaram o grão-mestre da ordem, Jacques de Molay, deixam claro que ele cuspiu no chão e “renegou Deus somente com palavras e sem intenção”. Para muitos historiadores, o ritual era apenas uma forma de o cavaleiro iniciado provar sua fidelidade total à ordem e se preparar para a caso de ser feito prisioneiro dos muçulmanos, quando teria de renegar a religião cristã para preservar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É preciso enfatizar um ponto: em 1312, a ordem foi suprimida administrativamente, mas não foi julgada nem condenada — diz o historiador Alain Demurgé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser, mas o que ficou registrado na memória da posteridade foram as centenas de execuções de templários condenados por heresia na fogueira, além da culpa implícita que o fechamento da ordem deixava no ar. Uma trama fértil para o surgimento de teorias e mitos, a extinção dos templários tem sido explorada amplamente pela ficção — um dos maiores sucessor literários dos últimos tempos, “O código Da Vinci”, de Dan Brown, usa e abusa do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a absolvição oficial da Igreja atrasada 700 anos, o imaginário popular dificilmente será alterado, e o mais provável é que a “lenda negra” dos templários — apesar dos novos documentos — perdure por outros sete séculos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Riqueza da ordem despertou cobiça &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criada no ano de 1119 em pleno fervor religioso das Cruzadas, que sacudiu a Europa de uma letargia de séculos, a Ordem do Templo tinha por objetivo proteger os peregrinos à Terra Santa, recém-reconquistada aos árabes muçulmanos. Reunindo tanto plebeus como a fina flor da nobreza européia numa ordem militar com hábitos monásticos, os templários logo se transformaram numa das mais eficientes organizações da cristandade. Dona de uma vasta quantidade de terras e riquezas, a ordem financiou guerras de vários soberanos europeus e criou uma espécie de sistema bancário primitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmicos, ricos e independentes, os templários acabaram por despertar a cobiça de reis que procuravam reforçar sua posição numa Europa onde a autoridade espiritual de Roma se sobrepunha ao poder dos monarcas. Com a queda dos últimos baluartes cristãos na Palestina em 1291, a ordem começou a enfraquecerse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que Felipe o Belo viu uma oportunidade de agir. Querendo obter uma condenação póstuma do Papa Bonifácio VIII, que morrera após uma ação militar ordenada por ele, o rei usou os templários para pressionar o novo Pontífice, Clemente V. Alvo de boatos que lhes imputavam práticas blasfemas e heréticas (como renegar Cristo, cultuar um ídolo, cuspir na cruz e homossexualismo), os templários foram escolhidos como bodes expiatórios e sofreram um demorado processo que opôs Paris ao Papado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embate terminou com Clemente V se curvando ao poder de Felipe o Belo e declarando extinta a Ordem do Templo em 1312. Em março de 1314, o último grão-mestre templário, Jacques de Molay, pereceu na fogueira, voltado com as mãos em reza para Notre Dame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É nesse contexto que é necessário reposicionar o caso dos templários. É um conflito ideológico entre a Igreja e a vontade do rei de ser o mestre absoluto em seu reino. Felipe o Belo aproveitou a ocasião para acentuar a pressão sobre o Papa — disse ao GLOBO, de Paris, o historiador Alain Demurger, professor da Universidade Sorbonne e autor do livro “Os templários” (Editora Difel). — O processo do Templo foi fabricado pela monarquia francesa. A motivação financeira foi secundária, embora o rei soubesse tirar proveito financeiro do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecidas por séculos entre os milhões de documentos guardados em dezenas de quilômetros de estantes no Vaticano, as atas do “Processus contra templarios” ganharam edição de luxo de 800 cópias, das quais 799 serão vendidas por 5.900 euros cada (R$ 15 mil) — uma foi presenteada ao Papa Bento XVI. No pacote de encher os olhos de qualquer historiador, a peça principal é o Pergaminho de Chinon, cujo nome remete ao castelo francês onde os templários foram julgados em 1308. O documento mostra que o Papa Clemente V na verdade absolveu os templários da acusação de heresia, a espinha dorsal do processo contra a ordem, embora reconhecesse que os cavaleiros fossem culpados de delitos menores aos olhos da Igreja, como violência, abusos e atos pecaminosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas isso não é o mesmo que heresia — destaca a historiadora Barbara Frale, para quem o Papa determinou a extinção da ordem “para o bem da Igreja”, a fim de evitar um choque frontal com Felipe o Belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo relatos, em suas cerimônias de iniciação os templários entregavam-se a práticas heréticas. No pergaminho, os cardeais que interrogaram o grão-mestre da ordem, Jacques de Molay, deixam claro que ele cuspiu no chão e “renegou Deus somente com palavras e sem intenção”. Para muitos historiadores, o ritual era apenas uma forma de o cavaleiro iniciado provar sua fidelidade total à ordem e se preparar para a caso de ser feito prisioneiro dos muçulmanos, quando teria de renegar a religião cristã para preservar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É preciso enfatizar um ponto: em 1312, a ordem foi suprimida administrativamente, mas não foi julgada nem condenada — diz o historiador Alain Demurgé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser, mas o que ficou registrado na memória da posteridade foram as centenas de execuções de templários condenados por heresia na fogueira, além da culpa implícita que o fechamento da ordem deixava no ar. Uma trama fértil para o surgimento de teorias e mitos, a extinção dos templários tem sido explorada amplamente pela ficção — um dos maiores sucessor literários dos últimos tempos, “O código Da Vinci”, de Dan Brown, usa e abusa do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a absolvição oficial da Igreja atrasada 700 anos, o imaginário popular dificilmente será alterado, e o mais provável é que a “lenda negra” dos templários — apesar dos novos documentos — perdure por outros sete séculos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Ordem do Templo e a Descoberta do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma linha histórica direta liga a Ordem do Templo ao Brasil, embora 188 anos separem a morte de uma e o nascimento de outro. Extinta em 1312, a organização foi recriada em Portugal sob outra roupagem em 1319, patrocinada pelo rei D. Dinis e autorizada pelo Papa João XXII, sucessor de Clemente V. O jeitinho português deu o nome de Ordem de Cristo aos novos templários, que mantiveram o ideal das Cruzadas de combate aos muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De posse das propriedades e riquezas do Templo em Portugal, a Ordem de Cristo se transformou numa importante organização dentro do reino nos séculos seguintes, tornando-se parte integrante na aventura das Grandes Navegações, na qual investiu pesadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Infante D. Henrique, principal figura da conquista portuguesa do Oceano Atlântico no século XV, era administrador da ordem, cujo símbolo, a Cruz de Cristo, ornava as velas das embarcações que partiam em busca do desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pertenceram também aos quadros da organização tanto Vasco da Gama como Pedro Álvares Cabral, que, ao desembarcar na Bahia em abril de 1500, cravou em solo brasileiro uma bandeira — a primeira em solo nacional — da Ordem de Cristo, reclamando a terra descoberta não apenas para o rei de Portugal, mas também para a cristandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem de Cristo foi reformada pela rainha Maria I em 1789, continuando como uma organização de caráter monásticomilitar até que as ordens religiosas fossem extintas em Portugal, em 1834. A partir desse ano, ela tornou-se uma ordem honorífica. Com a proclamação da república em Portugal, em 1910, a Ordem de Cristo foi oficialmente extinta, sendo recriada em 1917.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-2911057014986498147?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/2911057014986498147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=2911057014986498147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2911057014986498147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2911057014986498147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/10/sentena-de-700-anos.html' title='Sentença de 700 anos'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-6683204301329130706</id><published>2007-10-13T21:14:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T21:50:26.444-07:00</updated><title type='text'>A Verdade Nazarena</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;´´( Os governos )... fingem proteger a sociedade de repressões , enquanto, em sua maioria, vivem apenas graças à embrigaguez dos povos; como fingem garantir a liberdade e a constituição, enquanto seu poder mantém-se graças à ausência de liberdade; como fingem cuidar da melhoria dos trabalhadores, enquanto sua existência repousa sobre a opressão do operário; como fingem sustentar o cristianismo, enquanto o cristianismo destrói qualquer governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nossa sociedade incumbe-se da repressão, mas de modo que este cuidado não possa diminuir a embriaguez; da instrução, nas de modo que , longe de destruir a ignorância, não faz senão aumentá-la;da liberdade e da constituição , mas de modo que não se impeça o despotismo; da sorte dos operários, mas de modo que não sejam alforriados da escravidão; do cristianismo, mas do cristianismo oficial que sustenta os governos, em vez de destrui-los.´´&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho é retirado do livro ´´ O Reino de Deus está em Vós´´ de Leon Tolstoi em seu Capítulo VI de título ´ Os homens de nossa sociedade e a guerra ´  e levanta considerações interessante a respeito do cristianismo, a saber que ele teria praticamente um papel de vanguarda revolucionária na libertação do Povo e destituição de todo e qualquer governo. - Praticamente soa como anarquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente eu vejo um grande potencial libertário nas estruturas mais essenciais da doutrina cristã ou como prefiro dizer ´doutrina nazarena´na medida em que mesmo cristianismo nasce como nomeclatura de um movimento religioso que tem pouco haver com a figura histórica de Ieshua Nazareth e mais com o mito ´´ Jesus Cristo´´ , já que  se acultura de suas raizes judaicas fundamentais e bebe direto na fonte  do sincretismo com outras religiões pagãs da época de Saulo de Tarso ( o Apóstolo Paulo )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo mesmo que com mais propriedade talvez fosse melhor chamar o movimento religioso de ´paulinismo´do que cristianismo, pois foi a figura de Saulo /Paulo o dinamizador desta nova religião do que mais propriamente Jesus Cristo / Ieshua Nazareth. Sim, por que a religião de Ieshua / Jesus não era uma abdicação completa do judaísmo e sim talvez uma revisão de seus paradigmas e tendo essencialmente um caráter anti-clerical e até anti-governamental (Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Lucas 20:25 ) bem como também o culto é de base familiar ou em extremo comunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alusão de  Leon Tolstoi no título do seu livro - ´´ O Reino de Deus está em Vós´´-  é neste sentido perfeita e remente direto ao que  Jesus / Ieshua fala de que  ´´ o reino de Deus está dentro de vós ( Lucas 17:20-21 ) ´´ porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas  justiça ,  paz e  alegria no Espírito Santo  ´´ (  Romanos 14:17  )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que isto representa uma possibilidade de redenção espiritual que não implica a necessidade de intermediários( leia-se sacerdotes de todos os tipos ) que não se degenera num estéril individualismo na medida em que um senso de comunidade é transmitido como necessário e mesmo até como mais imperativo que a satisfação das necessidades básicas! Querem algo mais revolucionário que isto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por menos em Lucas 11:52 é dito textualmente : ´´ Ai de vocês que estudam religião e escondem do Povo a verdade´´  A questão é que a ´´verdade nazarena´´ diz respeito a um enfoque que acerta em cheio as estruturas de poder e as subverte de um modo tão revolucionário que levado até as últimas consequencias resulta na plena concretização de um ideal libertário de uma sociedade anarquista !!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-6683204301329130706?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/6683204301329130706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=6683204301329130706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6683204301329130706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6683204301329130706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/10/verdade-nazarena.html' title='A Verdade Nazarena'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-2296060414699274343</id><published>2007-09-30T12:59:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T18:36:50.795-07:00</updated><title type='text'>A mulher no budismo</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ananda um grande discípulo de &lt;/span&gt;Sidarta Gautama ( o &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Buda ) certa vez interrogou-o como deveria comportar-se em relação às mulheres.  O dialogo entre Sidarta e Ananda, constante no  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.acessoaoinsight.net/sutta/DN16.php"&gt;Mahaparinibbana Sutta&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-size:100%;"&gt; teria sido o seguinte :&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Venerável senhor, como devemos nos comportar em relação às mulheres?” “Não olhem para elas, Ananda.” “Mas se olharmos, como devemos nos comportar, venerável senhor?” “Não falem com elas, Ananda.” “Mas se elas falarem conosco, como devemos nos comportar?” “Pratiquem a atenção plena, Ananda.”  (  Mahaparinibbana Sutta, quinta recitação em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;5.9. )&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No caso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sidarta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; em sintese dizia que se uma mulher desejasse realmente o caminho da redenção isto só seria possível se viesse a renascer homem já que tanto a experiência da maternidade seria limitadora para haver um verdadeiro desprendimento espiritual necessário para atingir o Nirvana quanto também a mulher que abdicasse de seu papel de mãe renegaria aquilo que é seu karma e por via de efeito trilharia um caminho que a levaria para longe da Iluminação .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todavia, não pense que qualquer homem está pronto para atingir a Iluminação já que o entendimento de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sidarta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; era que seus ensinamentos estavam foram do alcance da compreensão da grande maioria : ´´&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A minha doutrina é profunda , difícil , árdua , para ser compreendida : sublime e digna de somente ser conhecida pelo sábio&lt;/span&gt; ´´&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;Deste modo muito embora &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sidarta&lt;/span&gt; fosse  totalmente acessível a toda  e qualquer pessoa aos quais dirigia seus ensinamentos de maneira indistinta o fato é que ele considerava(com grande razão) quem nem todos estavam preparados para assimilar o que tinha a dizer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;Em verdade não só no budismo mas sim em qualquer religião  a doutrina é vivenciada em sua plenitude por bem poucos e menos ainda entre os fiéis são os que entendem na integralidade digamos ´teológica´ o teor real dos ensinamentos em cada credo religioso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nesta perspectiva, digo sem receio que ao meu ver a maioria esmagadora cultiva em relação a sua própria religião uma visão tanto equivocada quanto oportunista na interpretação, isto é,  pegam no corpo da doutrina e ritos de sua religião aquilo que lhes é mais ´conveniente´ para seguir e deixam de lado tudo mais que figure como ´obstáculo ´.  É uma realidade mais que óbvia só que &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sidarta&lt;/span&gt; foi um dos poucos fundadores de uma religião que teve a intuição em perceber isto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De toda maneira em relação as mulheres dá para sentir que &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sidarta&lt;/span&gt; teve sim uma certa atitude discriminatória, muito embora aleguem que ele apenas reconhecia ( ou refletia ? ) os preconceitos da sociedade em que vivia onde as mulheres não só não podiam participar de qualquer comunidade espiritual como tinham que ficarem submetidas  a uma autoridade masculina ( estamos falando no caso da Índia do século  VI / V a.C  )  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fato é que este tema foi objeto de muitos debates entre Ananda e Buda, onde situou como essencial  a figura &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Mahaprajapati Guatama&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; ( tia e mãe de criação de Buda ) que terminou sendo históricamente a primeira monja budista. ( outros  alegam o inverso que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Mahaprajapati&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; convenceu Ananda  para interceder em favor da entrada de mulheres em monastérios ) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sidarta ao final concordou só que os monastérios budistas de base feminina eram orientados por 08 regras especiais de conduta que perfaziam num total de 311 regras gerais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; ( os monges, por exemplo, seguiam 227 regras ) onde fazia-se presente entre tantas coisas a necessidade  maior que as monjas estivessem subordinadas à  uma comunidade  de clero masculino ao qual  ficariam submetidas e dependentes. ( o que vigora até hoje ) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-2296060414699274343?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/2296060414699274343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=2296060414699274343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2296060414699274343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2296060414699274343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/09/mulher-no-budismo.html' title='A mulher no budismo'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-6001014631613776008</id><published>2007-09-23T11:00:00.000-07:00</published><updated>2007-09-23T11:15:26.936-07:00</updated><title type='text'>Religião e Gastos com Educação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fé no trabalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A relação entre as diferentes crenças religiosas e a atividade profissional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Flávia Rodrigues &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Fonte : Boa Chance - O Globo - 23/10/2007 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cada religião encara a atividade profissional? Que vantagens ou resguardos existem nas várias expressões da fé? A Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (POF/IBGE), divulgada no mês passado, revelou as diferenças de ganhos e despesas entre religiões como espírita, evangélica pentecostal e católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como profissionais e empresários que são fiéis à sua crença relacionamse, por exemplo, com o lucro? Ou com as estratégias politicamente incorretas, comuns ao mercado? E no caso de quem precisa respeitar os dias santos? A preocupação com a verdade, por exemplo, norteia o trabalho do advogado Marco Ferrari Sotto Mayor, que não só é seguidor de Krishna como responsável por um templo, no Itanhangá. Ele optou pela área cível federal — impetrando ações contra a União — porque, nesses casos, não tem de montar estratégias ou omitir fatos, como, diz ele, fazem alguns de seus colegas de profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Na minha área, as causas são sempre lícitas. Considero essa escolha um arranjo da providência — diz Sotto Mayor, cujo nome de iniciação é Mahaprabhu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma fé comunga Leelaraja, registrado em cartório como Luciano Janson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vive num templo, em Teresópolis, na Região Serrana. Já teve um restaurante de comida vegetariana na Barra: — Oramos antes de produzir qualquer alimento, ainda que seja produzido em escala industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PMs pediriam para atuar internamente  Ao comentar a relação entre os trabalhadores e suas crenças, a antropóloga Cristina Vital, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), fala de uma particularidade dos evangélicos, principalmente dos que trabalham como policiais. O foco de Cristina, que leciona “História das favelas” na Polícia Militar do Estado do Rio, é a violência: — Há muitos evangélicos entre os PMs. Parte desse grupo vive o dilema de ter que portar armas. Por isso, alguns pedem para trabalhar em gabinetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvida, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informa que desconhece o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dízimo é outra questão, principalmente entre os pentecostais. Segundo a socióloga Lilibeth Cardozo, uma das gerentes da POF, a doação poderia ser uma das responsáveis pela diferença desfavorável entre receita e despesa mensais desses envangélicos. Enquanto os lares do grupo religioso são sustentados com R$ 1.271 por mês, a despesa é de R$ 1.301,32. Os números podem ser entendidos como endividamento: — O valor desse gasto específico, entre os que seguem essa religião, é cinco vezes maior do que a média nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entre as clientes, há fiéis. E vice-versa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da empresária evangélica Fátima Pazos, a mistura de religião e atividade profissional é grande. Mas ela não vê qualquer problema nessa relação. Pastora da comunidade pentecostal Sara Nossa Terra e dona de uma clínica de estética na Barra, Fátima é responsável pelo aconselhamento de 60 pessoas na igreja. Entre os fiéis, há os que decidiram fazer tratamento de beleza com ela: — O contrário também acontece: outros clientes passaram a freqüentar cultos coordenados por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lucro, por sua vez, não é um problema para o católico Arnaldo Lages, presidente da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas do Rio de Janeiro (ADCE/RJ) e de uma cooperativa. A entidade, que tem 98 associados no estado, incentiva a partilha do desempenho empresarial com os funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Somos a favor da distribuição de renda, pois ela promove o bem comum. E a igualdade é um princípio da doutrina cristã — afirma Lages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O representante gaúcho da entidade, Sérgio Kaminski, acrescenta que o lucro decorrente da atividade produtiva é indicador de competência. E acentua que toda empresa deve fazer um balanço social periódico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crenças são responsáveis por restrições&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pesquisa mostra que adeptos da religião espírita investem mais em educação, o que pode explicar a renda maior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A crença religiosa de judeus e muçulmanos também é responsável por restrições no trabalho, como lembra a antropóloga Cristina Vital, do Iser. Os primeiros, por exemplo, não realizam esforço físico em público entre sexta-feira e sábado. Os mais ligados à religião, portanto, suspendem as atividades profissionais. Já os muçulmanos, acrescenta ela, têm na quinta-feira seu dia santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Isso já acarretou alguns problemas. Na França, alguns judeus foram criticados por privatizar o espaço público, já que reservavam áreas para ficarem em repouso. No caso dos muçulmanos, o conflito é com os fusos horários de um mundo globalizado — diz ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos espíritas, uma das características mais marcante é a preocupação adicional com a educação, que se reflete nos resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE). O grupo religioso gasta 4,6% de seu rendimento mensal familiar com estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em valores absolutos, o índice corresponde a R$ 166,69. A gerente da pesquisa Lilibeth Cardozo diz que é possível que a preferência por esse tipo de gasto possa estar relacionada à renda média mensal das famílias espíritas. É a mais alta entre todas as pesquisadas, somando R$ 3.796: — Pode ser uma indicação de que o investimento em estudo eleve a renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gastos dos espíritas, aliás, também são os mais altos: chegam a R$ 3.617,28. É mais que o dobro do rendimento dos católicos, calculado em R$ 1.790, em média. Por sinal, as despesas do grupo ligado ao Vaticano têm um valor parecido aos ganhos, de R$ 1.769,32, empatando as contas no fim do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Empresário espírita concede bolsas no curso que promove &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espíritas foram o grupo religioso com o maior percentual de aumento de patrimônio (6%) e a maior redução de dívidas (2,7%). Esses itens podem ser entendidos, respectivamente, como compra de casa própria, títulos de clubes ou de capitalização, e também pelo pagamento de prestações relativas à habitação ou dividas judiciais. O aumento do patrimônio dos evangélicos de missão ficou em 3,2%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empresário Daniel Carvalho, dono de uma distribuidora de produtos e equipamentos para pet shops em Madureira, é adepto da religião espírita. Ele confirma que a crença enfatiza a importância dos estudos não só para o crescimento individual, mas também para o desenvolvimento das pessoas ao redor. Foi assim que ele formou uma parceria com a ONG Projeto Social: a cada turma do curso de tosa que promove, oferece uma bolsa para um aluno da rede pública de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Na religião espírita, não basta ter. É preciso ser. A gente aprende que é preciso educar o espírito e ajudar o próximo a evoluir. Estamos na Terra de passagem. Levaremos conhecimento para a próxima encarnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, continua Carvalho, tratar mal um funcionário pode originar um carma pesado. Você tem que trabalhar num ambiente saudável para si e para os colegas: — Todas as atitudes do ser humano estão relacionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Instituto ajudou IBGE a agrupar as religiões &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras religiões, declaradas por porcentagens menores de entrevistados, foram agrupadas num só item, segundo Lilibeth Cardozo. Porém, com muita parcimônia. Para fazer esse agrupamento, o IBGE teve assessoria do Iser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— As pessoas declararam pertencer às mais diferentes variedades de religiões. Seria impossível catalogar os dados de tantas alternativas. Por isso, optamos por uni-las. Mas era preciso saber a que tabelas elas poderiam ser agregadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A renda mensal das famílias desse grupo, que recebeu o nome de “Outras religiosidades”, fica próxima de R$ 3 mil e só não é maior que a dos espíritas. Da mesma forma, os gastos são altos: R$ 2.523,86.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-6001014631613776008?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/6001014631613776008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=6001014631613776008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6001014631613776008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6001014631613776008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/09/religio-e-gastos-com-educao.html' title='Religião e Gastos com Educação'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-7385941978803465946</id><published>2007-08-19T09:52:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T14:27:16.635-07:00</updated><title type='text'>O Reino de Judá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Reino davídico de Judá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os mais de 300 anos de existência o Reino de Judá, sob a regência desde sempre da linhagem real dos descendentes de Davi que fundou o reino lá por volta do século X a.C , o passado conturbado tribal havia sido deixado para trás, o país se mostrava praticamente incólume a invasão estrangeira bem como também desfrutava de certo grau de estabilidade institucional e modesta prosperidade material enquanto ao mesmo tempo seus vizinhos enfrentavam sucessivos golpes de estado, rebeliões e tudo mais de pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado disto foi aos poucos consolidando e difundindo a crença entre a população local de que havia um deus uno pairando sobre suas cabeças que tal como um juiz zelosamente atribuía nesta vida recompensas e punições a todos de acordo com seus méritos e respectivas falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que isto contemplando seus vizinhos de fronteira e o caos em que vivia em contraste a paz que o reino davídico de Judá ofertava figurou fácil concluir no apego de uma visão mais supersticiosa que muito disto seria por responsabilidade deles não só cultuarem um sem-número de divindades tal como os estrangeiros faziam como também pelo estarem depositando sua fé em uma certa divindade a que chamavam de ´´YHWH.´´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;YHWH&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso´´YHWH´´ remontava na origem ao tempo dos mais antigos ancestrais do Reino de Judá quando ainda eram tribos nômades e vagueavam pela Mesopotâmia ( atual Iraque ), valendo observar que nasce o culto como uma referência religiosa de uma divindade tribal e só apenas sendo ´´elevada´´ ao status de ´´ deus uno ´´ ou em outras palavras ´´ YHWH´´ surge tão-somente como uma espécie de deus patrono de uma tribo e mantenedor sobrenatural de sua linhagem de descendentes .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta convicção do Reino de Judá ser sobrenaturalmente protegido pela Providencia ganhou um reforço principalmente quando em 722 a.C por ocasião da invasão assíria, então comandados pelo Rei Senaqueribe, o país quase sucumbiu sob o domínio de mãos estrangeiras depois de um longo periodo de cerco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória de toda maneira do Reino de Judá como de praxe foi conferida a ´YHWH´´ muito embora ela não tenha sido um triunfo dos mais retumbantes já que ao final acataram serem uma espécie de vassalos dos assírios , situação que ficaram por um bom tempo até conseguirem sua independência por volta do ano 640 a.C .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo a credulidade ganhava terreno no lugar do uso da reta razão na análise dos fatos, porém, não demorou para esta tosca fantasia se desmanchar no ar com fumaça como a sucessão fria e lógica dos eventos não tardou por demonstrar quando em 587 a.C o país foi praticamente destruído pelos caldeus sob Nabucodonosor II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o relevante não foi a destruição levada a cabo pelos babilônios, mas sim a conseqüência mais direta da invasão do Reino de Judá foi que boa parte da população acabou sendo levada ao exílio para a Babilônia ( calcula-se algo ao redor de 40 mil pessoas ) e mais outra leva sendo conduzida ao mesmo fim uns 11 anos depois por conta de debelar uma rebelião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, cumpre cumpre observar que o período assírio de ocupação apesar de menos violento em comparação ao realizado pelos babilônicos também gerou a deportação de insatisfeitos do Reino de Judá para o Império Assírio ao lado da construção de colônias de assírias em território do Reino de Judá , muito embora não se saiba até hoje com exatidão qual foi o impacto demográfico deste processo e em geral a idéia defendida que ela foi bem menos intensa que no caso babilônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A persistencia de uma crença&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia se pensar que a crença nos poderes de ´YHWH´ sofreria um forte abalo depois desta verdadeira catástrofe, só que pelo contrário a queda do Reino de Judá foi atribuída ao Rei Manassés como um ´castigo divino´ por ele como monarca regente do país, o décimo - quarto na dinastia davídica , ter falhado em seus deveres para com ´YHWH´ . -No caso quem supostamente teria ´´herdado´´ esta maldição, quase um século a morte de Manassés, foi o coitado do Rei Sedecias que figurou como o último monarca da dinastia davídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos entre os exilados na Babilônia surgiu ao lado do anseio pelo retorno a terra-natal também o restabelecimento do Reino de Judá sob o comando de um monarca da velha dinastia davídica para que fosse resgatado todo esplendor da Era de Ouro perdida daquele reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Ungido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que um exilado expressar tais desejos em público representava o mesmo que conspirar contra o bem estar dos babilônios e fomentar toda sorte de atividade tida como subversiva contra aquele governo agora sob o controle das terras do antigo Reino de Judá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disto surgiu entre os exilados o costume de apenas fazer veladas alusões à volta do rei e seu reino, assim eles falavam do retorno do ´´ Mashiach´´ que quer dizer literalmente ´´ o consagrado´´ e do estabelecimento do ´´Reino de Deus´´ numa sorrateira analogia tanto ao fato que o rei era ungido / consagrado como parte do ritual de sua coroação quanto que o Reino de Judá era ´´providencialmente´´ protegido por ´´ Deus´´ / ´YHWH´ .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um retorno não como o esperado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas em 537 a.C finalmente os exilados conseguiram lograr autorização então pelo Imperador Círio II dos persas , sucessor dos babilônicos como liderança da potência imperialista da região, para retornarem as terras de seus ancestrais .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este tempo fato é que muitos já estavam totalmente considerando o que seria seu´´cativeiro´´ na Babilônia como sendo seu novo lar e por conta disto estavam pouco dispostos a aventurar-se em buscar realizar o que seria um sonho utópico dos seus antepassados de reconstruir o Reino de Judá no lugar de conduzir sua vida .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado aos que ficaram nas terras originárias do Reino de Judá encaravam os descendentes dos exilados como tão ´´estrangeiros´´ quanto qualquer outro vindo de ´´ fora´´ ao ponto de afirmar que os nascidos durante o ´´cativeiro ´´da Babilônia não respeitasse mais os costumes e tradições ancestrais com o mesmo tipo de acusação sendo feita pelos exilados em relação aos que permaneceram .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-7385941978803465946?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/7385941978803465946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=7385941978803465946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7385941978803465946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7385941978803465946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/08/o-reino-de-jud.html' title='O Reino de Judá'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-654010158562828365</id><published>2007-08-11T20:30:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T20:34:18.098-07:00</updated><title type='text'>EPÍSTOLA A DIOGNETO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="e" id="q_1137e1ec01d1d94c_0"&gt;&lt;div bgcolor="#ffffff"&gt; &lt;div&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;EPÍSTOLA A DIOGNETO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="e" id="q_1137e1ec01d1d94c_0"&gt;&lt;div bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span&gt;Autor: &lt;b&gt;Desconhecido&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="e" id="q_1137e1ec01d1d94c_0"&gt;&lt;div bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span&gt;Transmissão: &lt;b&gt;Luiz Fernando Karps Pasquotto&lt;/b&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;(Fonte: Agnus Dei)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Um pagão culto, desejoso de conhecer melhor a nova religião que se espalhava pelas províncias do império romano, impressionado pela maneira como os cristãos desprezavam o mundo, a morte e os deuses pagãos, pelo amor com que se amavam, queria saber: que Deus era aquele em quem confiavam e que gênero de culto lhe prestavam; de onde vinha aquela raça nova e por que razões aparecera na história tão tarde. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Foi para responder a estas e outras questões de igual importância que nasceu esta jóia da literatura cristã primitiva, o escrito que conhecemos como Epístola a Diogneto. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;O texto se revela, simultaneamente, como crítica do paganismo e do judaísmo e defesa da superioridade do cristianismo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Sobre este documento, infelizmente, não se sabe muita coisa. Elementos importantes que ajudam a determinar e caracterizar uma obra, tais como autor, data e local de composição, bem como o destinatário, ficam na sombra. De qualquer maneira trata-se de um documento de primeira grandeza sobre a vida cristã primitiva que merece ser colocado entre as obras mais brilhantes da literatura cristã. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;De acordo com os últimos estudos o destinatário mais provável seria o imperador Adriano, que exercia a função de arconte em Atenas desde 112 d.C. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Exórdio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;Excelentíssimo Diogneto, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;1. Vejo que te interessas em aprender a religião dos cristãos e que, muito sábia e cuidadosamente te informaste sobre eles: Qual é esse Deus no qual confiam e como o veneram, para que todos eles desdenhem o mundo, desprezem a morte, e não considerem os deuses que os gregos reconhecem, nem observem a crença dos judeus; que tipo de amor é esse que eles têm uns para com os outros; e, finalmente, por que esta nova estirpe ou gênero de vida apareceu agora e não antes. Aprovo este teu desejo e peço a Deus, o qual preside tanto o nosso falar como o nosso ouvir, que me conceda dizer de tal modo que, ao escutar, te tornes melhor; e assim, ao escutares, não se arrependa aquele que falou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;2. Comecemos. Purificado de todos os preconceitos que se amontoam em sua mente; despojado do teu hábito enganador, e tornado, pela raiz, homem novo; e estando para escutar, como confessas, uma doutrina nova, vê não somente com os olhos, mas também com a inteligência, que substância e que forma possuem os que dizeis que são deuses e assim os considerais; não é verdade que um é pedra, como a que pisamos; outro é bronze, não melhor que aquele que serve para fazer os utensílios que usamos; outro é madeira que já está podre; outro ainda é prata, que necessita de alguém que o guarde, para que não seja roubado; outro é ferro, consumido pela ferrugem; outro de barro, não menos escolhido que aquele usado para os serviços mais vis? Tudo isso não é de material corruptível? Não são lavrados com o ferro e o fogo? Não foi o ferreiro que modelou um, o ourives outro e o oleiro outro? Não é verdade que antes de serem moldados pelos artesãos na forma que agora têm, cada um deles poderia ser, como agora transformado em outro? E se os mesmos artesãos trabalhassem os mesmos utensílios do mesmo material que agora vemos, não poderiam transformar-se em deuses como esses? E, ao contrário, esses que adorais, não poderiam transformar-se, por mãos de homens, em utensílios semelhantes aos demais? Essas coisas todas não são surdas, cegas, inanimadas, insensíveis, imóveis? Não apodrecem todas elas? Não são destrutíveis? A essas coisas chamais de deuses, as servis, as adorais, e terminais sendo semelhante a elas. Depois, odiais os cristãos, porque estes não os consideram deuses. Contudo, vós que os julgais e imaginais deuses, não os desprezais mais do que eles? Por acaso não zombais deles e os cobris ainda mais de injúrias, vós que venerais deuses de pedra e de barro, sem ninguém que os guarde, enquanto fechais à chave, durante a noite, aqueles feitos de prata e de ouro, e de dia colocais guardas para que não sejam roubados? Com as honras que acreditais tributar-lhes, se é que eles têm sensibilidade, na verdade os castigais com elas; por outro lado, se são insensíveis, vós os envergonhais com sacrifícios de sangue e gordura. Caso contrário, que alguém de vós prove essas coisas e permita que elas lhe sejam feitas. Mas o homem, espontaneamente, não suportaria tal suplício, porque tem sensibilidade e inteligência; a pedra, porém, suporta tudo, porque é insensível. Concluindo, eu poderia dizer-te outras coisas sobre o motivo que os cristãos têm para não se submeterem a esses deuses. Se o que eu disse parece insuficiente para alguém, creio que seja inútil dizer mais alguma coisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;3. Por outro lado, creio que desejais particularmente saber por que eles não adoram Deus à maneira dos judeus. Os judeus têm razão quando rejeitam a idolatria, de que falamos antes, e prestam culto a um só Deus, considerando-o Senhor do universo.Contudo, erram quando lhe prestam um culto semelhante ao dos pagãos. Assim como os gregos demonstram idiotice, sacrificando a coisas insensíveis e surdas, eles também, pensando em oferecer coisas a Deus, como se ele tivesse necessidade delas, realizam algo que é parecido a loucura, e não um ato de culto. "Quem fez o céu e a terra, e tudo o que neles existe", e que provê todo aquilo de que necessitamos, não tem necessidade nenhuma desses bens.Ele próprio fornece as coisas àqueles que acreditam oferece-las a ele. Aqueles que crêem oferecer-lhe sacrifícios com sangue, gordura e holocaustos, e que o enaltecem com esses atos, não me parecem diferentes daqueles que tributam reverência a ídolos surdos, que não podem participar do culto. Os outros imaginam estar dando algo a quem de nada precisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;4. Não creio que tenhas necessidade de que eu te informe sobre o escrúpulo deles a respeito de certos alimentos, a sua superstição sobre os sábados, seu orgulho da circuncisão, seu fingimento com jejuns e novilúnios, coisas todas ridículas, que não merecem nenhuma consideração. Não será injusto aceitar algumas das coisas criadas por Deus para uso dos homens como bem criadas e rejeitar outras como inúteis e supérfluas? Não é sacrílego caluniar a Deus, imaginando que nos proíbe fazer algum bem em dia de sábado? Não é digno de zombaria orgulhar-se da mutilação do corpo como sinal de eleição, acreditando, com isso ser particularmente amados por Deus? E o fato de estar em perpétua vigilância diante dos astros e da lua, para calcular os meses e os dias, e distribuir as disposições de Deus, e dividir as mudanças das estações conforme seus próprios impulsos, umas para festa e outras para luto? Quem consideraria isto prova de insensatez e não de religião? Penso que agora tenhas entendido suficientemente por que os cristãos estão certos em se abster da vaidade e do engano, assim como das complicadas observâncias e das vanglórias dos judeus. Não creias poder aprender do homem o mistério de sua própria religião. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;5. Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por sua língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, graças ao talento e a especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, algum ensinamento humano. Pelo contrário, vivendo em casa gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros.Toda pátria estrangeira é pátria deles, a cada pátria é estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põe a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem as leis estabelecidas, as com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, deste modo, lhes é dada a vida; são pobres e enriquecem a muitos; carecem de tudo e tem abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida. Pelos judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos são perseguidos, a aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;6. Em poucas palavras, assim como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo, e os cristãos estão em todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo.A alma invisível está contida num corpo visível; os cristãos são vistos no mundo, mas sua religião é invisível. A carne odeia e combate a alma, embora não tenha recebido nenhuma ofensa dela, porque esta a impede de gozar dos prazeres; embora não tenha recebido injustiça dos cristãos, o mundo os odeia, porque estes se opõem aos prazeres. A alma ama a carne e os membros que a odeiam; também os cristãos amam aqueles que os odeiam. A alma está contida no corpo, mas é ela que sustenta o corpo; também os cristãos estão no mundo como numa prisão, mas são eles que sustentam o mundo.A alma imortal habita em uma tenda mortal; também os cristãos habitam como estrangeiros em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus. Maltratada em comidas e bebidas, a alma torna-se melhor; também os cristãos, maltratados, a cada dia mais se multiplicam. Tal é o posto que Deus lhes determinou, e não lhes é lícito dele desertar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;7. De fato, como já disse, não é uma invenção humana que lhes foi transmitida, nem julgam digno observar com tanto cuidado um pensamento mortal, nem se lhes confiou a administração de mistérios humanos. Ao contrario, aquele que é verdadeiramente senhor e criador de tudo, o Deus invisível, ele próprio fez descer do céu, para o meio dos homens, a verdade, a palavra santa e incompreensível, e a colocou em seus corações. Fez isso, não m,andando para os homens, como alguém poderia imaginar, algum dos seus servos, ou um anjo, ou algum príncipe daqueles que governam as coisas terrestres, ou algum dos que são encarregados das administrações dos céus, mas o próprio artífice e criador do universo; aquele por meio do qual ele criou os céus e através do qual encerrou o mar em seus limites; aquele cujo mistério todos os elementos guardam fielmente; aquele de cuja mão o sol recebeu as medidas que deve observar em seu curso cotidiano; aquele a quem a lua obedece, quando lhe manda luzir durante a noite; aquele a quem obedecem as estrelas que formam o séqüito da lua em seu percurso; aquele que, finalmente, por meio do qual todo foi ordenado, delimitado e disposto: os céus e as coisas que existem nos céus, a terra e as coisas que existem na terra, o mar e as coisas que existem no mar, o fogo, o ar, o abismo, aquilo que está no alto, o que está no profundo e o que está no meio. Foi esse que Deus enviou. Talvez, como alguém poderia pensar, será que o enviou para que existisse uma tirania ou para infundir-nos medo e prostração? De modo algum. Ao contrário, enviou-o com clemência e mansidão, como um rei que envia seu filho. Deus o enviou, e o enviou como homem para os homens; enviou-o para nos salvar, para persuadir, e não para violentar, pois em Deus não há violência. Enviou-o para chamar, e não para castigar; enviou-o, finalmente, para amar, e não para julgar. Ele o enviará para julgar, e quem poderá suportar sua presença? Não vês como os cristãos são jogados às feras, para que reneguem o Senhor, e não se deixam vencer? Não vês como quanto mais são castigados com a morte, tanto mais outros se multiplicam? Isso não parece obra humana. Isso pertence ao poder de Deus e prova a sua presença. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;8. Quem de todos os homens sabia o que é Deus, antes que ele próprio viesse? Quererás aceitar os discursos vazios e estúpidos dos filósofos, que por certo são dignos de toda fé? Alguns afirmam que Deus é o fogo - para onde irão estes, chamando-o de deus? - Outros diziam que é água. Outros ainda que é dos elementos criados por Deus. Não há dúvida de que se alguma dessas afirmações é aceitável, poderíamos também afirmar que cada uma de todas as criaturas igualmente manifesta Deus. Mas todas essas coisas são charlatanices e invenções de charlatões. Nenhum homem viu, nem conheceu a Deus, mas ele próprio se revelou a nós. Revelou-se mediante a fé, unicamente pala qual é concedido ver a Deus. Deus, Senhor e criador do universo, que fez todas as coisas e as estabeleceu em ordem, não só se mostrou amigo dos homens, mas também paciente. Ele sempre foi assim, continua sendo, e o será: clemente, bom, manso e verdadeiro. Somente ele é bom. Tendo concebido grande e inefável projeto, ele o comunicou somente ao Filho. Enquanto o mantinha no mistério e guardava sua sábia vontade, parecia que não cuidava de nós, não pensava em nós. Todavia, quando, por meio de seu Filho amado, revelou e manifesto o que tinha estabelecido desde o princípio, concedeu-nos junto todas as coisas: não só participar de seu benefícios, mas ver e compreender coisas que nenhum de nós teria jamais esperado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;9. Quando Deus dispôs todo em si mesmo juntamente com seu Filho, no tempo passado, ele permitiu que nós, conforme a nossa vontade, nos deixássemos arrastar por nossos impulsos desordenados, levados por prazeres e concupiscências. Ele não se comprázia com os nossos pecados, mas também os suportava. Também não aprovava aquele tempo de injustiça, mas preparava o tempo atual de justiça, para que nos convencêssemos de que naquele tempo, por causa de nossas obras, éramos indignos da vida, e agora, só pela bondade de Deus, somos dignos dela. Também para que ficasse claro que por nossas forças era impossível entrar no Reino de Deus, e que somente pelo seu poder nos tornamos capazes disso. Quando a nossa injustiça chegou ao máximo e ficou claro que a única retribuição que poderiam esperar era castigo e morte, chegou o tempo que Deus estabelecera para manifestar a sua bondade e o seu poder. Oh imensa bondade e amor de Deus! Ele não nos odiou, não nos rejeitou, nem guardou ressentimento contra nós. Pelo contrário, mostrou-se paciente e nos suportou. Com, misericórdia tomou para si os nossos pecados e enviou o seu Filho para nos resgatar: o santo pelos ímpios, o inocente pelos maus, o justo pelos injustos, o incorruptível pelos corruptíveis, o imortal pelos mortais. De fato, que outra coisa poderia cobrir nossos pecados, senão a sua justiça? Por meio de quem poderíamos ter sido justificados nós, injustos e ímpios, a não ser unicamente pelo Filho de Deus? Oh doce troca, oh obra insondável, oh inesperados benefícios! A injustiça de muito é reparada por um só justo, e a justiça de um só torna justos muitos outros. Ele antes nos convenceu da impotência da nossa natureza para ter a vida; agora mostra-nos o salvador capaz de salvar até mesmo o impossível Com essas duas coisas, ele quis que confiássemos na sua bondade e considerássemos nosso sustentador, pai, mestre, conselheiro, médico, inteligência, luz, homem, glória, força, vida, sem preocupações com a roupa e o alimento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;10. Se também desejas alcançar esta fé, primeiro deves obter o conhecimento do Pai. Deus, com efeito, amou os homens. Para eles criou o mundo e a eles submeteu todas as coisas que estão sobre a terra. Deu-lhes a palavra e a razão, e só a eles permitiu contemplá-lo. Formou-os à sua imagem, enviou-lhes o seu Filho unigênito, anunciou-lhes o reino do céu, e o dará àqueles que o tiverem amado. Depois de conhece-lo, tens idéia da alegria com que será preenchido? Como não amarás aquele que tanto te amou? Amando-o, tu te tornarás imitador da sua bondade. Não te maravilhes de que um homem possa se tornar imitador de Deus. Se Deus quiser, o homem poderá. A felicidade não está em oprimir o próximo, ou em querer estar pro cima dos mais fracos, ou enriquecer-se e praticar violência contra os inferiores. Deste modo, ninguém pode imitar a Deus, pois tudo isto está longe de sua grandeza. Todavia, quem toma para si o peso do próximo, e naquilo que é superior procura beneficiar o inferior; aquele que dá aos necessitados o que recebeu de Deus, é como Deus para os que receberam de sua mão, é imitador de Deus. Então, ainda estando na terra, contemplarás porque Deus reina nos céus. Aí começarás a falar dos mistérios de Deus, amarás e admirarás os que são castigados por não querer negar a Deus. Condenarás o erro e o engano do mundo, quando realmente conheceres a vida no céu, quando desprezares esta vida que aqui parece morte, e temeres a morte verdadeira, reservada àqueles que estão condenados ao fogo eterno, que atormentarás até o fim aqueles que lhe forem entregues. Se conheceres este fogo, ficarás admirado, e chamarás de felizes aqueles que, com justiça, suportaram o fogo passageiro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;11. Não falo de coisas estranhas, nem busco coisas absurdas. Discípulo dos apóstolos, torno-me agora mestre das nações e transmito o que me foi entregue para aqueles que se tornaram discípulos dignos da verdade. De fato quem foi retamente instruído e gerado pelo Verbo amável, não procura aprender com clareza o que o mesmo Verbo claramente mostrou aos seus discípulos? O Verbo apareceu para eles, manifestando-se e falando livremente. Os incrédulos não o compreenderam, mas ele guiou os discípulos que julgou fiéis, e estes conheceram os mistérios do Pai. Deu enviou o Verbo como graça, para que se manifestasse ao mundo. Desprezado pelo povo, foi anunciado pelos apóstolos a acreditado pelos pagãos. Desde o princípio e apareceu como novo e era antigo, a agora sempre se torna novo nos corações dos fiéis. Ele é desde sempre, e hoje é reconhecido como Filho. Por meio dele, a Igreja se enriquece e a graça se multiplica, difundindo-se nos fiéis. Essa graça inspira a sabedoria, desvela os mistérios e anuncia os tempos, alegra-se nos fiéis, entrega-se aos que a buscam, sem infringir as regras da fé nem ultrapassar os limites dos Padres. Celebra-se então o temor da lei, reconhecesse a graça dos profetas, conserva-se a fé dos evangelhos, guarda-se a tradição dos apóstolos e a graça da Igreja exulta. Não contristando essa graça, saberás o que o Verbo diz por meio dos que ele quer e quando quer. Com efeito, quantas coisas fomos levados a vos explicar com zelo pala vontade do Verbo que no-las inspira! Nós vos comunicamos por amor essas mesmas coisas que nos foram reveladas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;12. Atendendo e ouvindo com cuidado, conhecereis que coisas Deus prepara para os que o amam com lealdade. Transformam-se em paraíso de delícias, produzindo em si mesmos uma arvora fértil e frondosa, ornados com toda a variedade de frutos. Com efeito, neste lugar foi plantada a árvore da ciência e a arvora da vida; não é a arvora da ciência que mata, e sim a desobediência. Não é sem sentido que está escrito: No princípio Deus plantou a arvora da ciência da vida no meio do paraíso, indicando assim a vida por meio da ciência. Contudo, por não tê-la usado de maneira pura, os primeiros homens ficaram nus por causa da sedução da serpente. De fato, não há vida sem ciência, nem ciência segura sem verdadeira vida, e por isso as duas árvores foram plantadas uma perto da outra. Compreendendo essa força e lastimando a ciência que se exercita sobre a vida sem a norma da verdade, o Apóstolo diz: "A ciência incha; o amor, porém, edifica." De fato, quem pensa que sabe alguma coisa sem a verdadeira ciência, testemunhada pela vida, não sabe nada: é enganado pala serpente, não tendo amado a vida. Aquele, porém, que sabe com temor e procura a vida, planta na esperança, esperando o fruto. Que a ciência seja coração para ti; a vida seja o Verbo verdadeiramente compreendido. Levando a arvora dele e produzindo fruto, sempre colherás o que é agradável diante de Deus, o que a serpente não toca, nem se mistura em engano; nem Eva é corrompida, mas reconhecida como virgem. A salvação é mostrada, os apóstolos são compreendidos, a Páscoa do Senhor se adianta, os círios se reúnem, harmoniza-se com o mundo e, instruindo os santos, o Verbo se alegra, pelo qual o Pai é glorificado. A ele, a glória pelos séculos. Amém. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-654010158562828365?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/654010158562828365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=654010158562828365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/654010158562828365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/654010158562828365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/08/epstola-diogneto.html' title='EPÍSTOLA A DIOGNETO'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-8416472746118552042</id><published>2007-06-23T14:24:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T17:07:57.469-07:00</updated><title type='text'>Muito além dos 10 Mandamentos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mitzvah literalmente quer dizer  ´´mandamento´´,  figurando a forma plural desta palavra na forma de mitzvot ( ou ´´mandamentos´´), a ser obedecido por todo judeu por ele representar  ordem direta de Deus ( ou D-us ) .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pela tradição rabínica no Pentateuco ou Torá ( o que corresponde na Bíblia cristã aos seus cinco primeiros livros a saber Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio ) há 613 mitsvot/mandamentos , sendo  248   representam  preceito positivos revestidos em forma de obrigações a serem  cumpridas e 365 constituindo proibições expressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando que em meio destes mitzvot / mandamentos temos os afamados ´´10  Mandamentos´´ ou  ´´ Décalogo ( ´´Assèret Hadibrot´´ em hebraico )&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;que podem  ser resumidos em  : &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amar a Deus sobre todas as coisas;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não tomar Seu Santo Nome em vão;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Guardar os domingos e festas;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Honrar pai e mãe;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não matar;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não pecar contra a castidade;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não furtar;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não levantar falso testemunho;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não desejar a mulher do próximo;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não cobiçar as coisas alheias.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Existem também  sete mitzvot que são aplicáveis aos chamados ´´ Filhos de Noé´´ , isto é, os os ´´goi´´ ou  gentios. Aqui temos seis proibições expressas (não matar, não blasfemar e etc) contra apenas uma obrigação bem definida ( obedecer  estes mandamentos)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não praticar idolatria;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não blasfemar;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não matar;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não praticar imoralidade sexual;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não furtar;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer membro de animal vivo;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Obedecer estas leis. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Seguem as 613 mitzvot / mandamentos que são o cerne do judaísmo e imanente no espírito ´´legalista´´ desta religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="left"&gt;&lt;!--StartFragment --&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;OBRIGAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul style="font-family: arial;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Crer em D-us&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A unidade de D-us&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amar a D-us&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Temer a  D-us&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Servir a D-us através da oração&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aproximar-se de D-us: unindo-se ao  sábio e imitando sua conduta&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jurar em nome de D-us somente quando necessário &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Trilhar os caminhos de D-us&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Santificar o nome de D-us, e sacrificar-se  por Ele&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ler o Shemá Yisrael&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Estudo da Torá&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Colocar o tefilin da  cabeça&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Colocar o tefilin do braço&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vestir o tsitsit&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fixar mezuzá nos  umbrais das portas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A reunião do povo no Templo Sagrado durante a festa de  Sucot para a leitura da Torá&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O rei deve transcrever o rolo da Torá, que deve  permanecer sempre com ele&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ter uma Torá para si&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agradecer a D-us após as  refeições&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Construir o Templo Sagrado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Respeitar o local do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A guarda do Templo Sagrado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O serviço dos Levitas no Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As abluções dos Cohanim&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A obrigação dos Cohanim de manter as lamparinas  da Menorá acesas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A obrigação dos Cohanim de abençoar o povo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O pão da  proposição&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A queima do incenso&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O fogo perpétuo do altar&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Remover as  cinzas do altar&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Retirar os impuros do Templo Sagrado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Honrar o Cohen &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As vestes do Cohanim&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os Cohanim devem carregar a Arca Sagrada&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O óleo  da unção&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os Cohanim devem oficiar em grupos, revezando-se no serviço&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os  Cohanim devem fazer-se impuros pelos parentes mortos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Cohen Gadol deve  casar-se com mulher virgem&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício diário&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda diária do  Cohen Gadol&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda adicional do Shabat&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda adicional da lua  nova&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda adicional da festa de Pêssach&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oblação da nova cevada &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda adicional de Shavuot&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda de dois pães na festa de  Shavuot&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda adicional do ano novo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda adicional de Yom  Kipur&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O ofîcio de Yom Kipur&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda adicional da festa de Sucot&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A  oferenda adicional de Shemini Atsêret&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Subir ao Templo trazendo o sacrifício  nas três peregrinações anuais&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comparecer diante do Eterno nas três  peregrinações anuais&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Participar das três peregrinações anuais com alegria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abater a Oferta de Pêssach&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comer a Oferta de Pêssach&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abater a  segunda Oferta de Pêssach&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comer a segunda Oferta de Pêssach&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tocar as  cornetas no Templo Sagrado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Oferecer gado com idade mínima determinada &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Oferecer apenas sacrifícios perfeitos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Colocar sal em cada sacrifício &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício de Olá&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício de Chatat&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício de Asham &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício de Shelamim&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Oblação&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício de um tribunal que  cometeu um erro&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Sacrifício de Pecado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Asham Talui&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Asham Vadai &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício de Olê e Yored&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Confessar&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda levada por um Zav &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferenda levada por uma Zava&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sacrifício depois do parto&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  sacrifício levado por um leproso&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O dízimo do gado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Santificar o  primogênito&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resgatar o primogênito&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resgatar o primogênito do jumento &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abater o primogênito do jumento&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Levar os sacrifícios devidos durante o  primeiro festival&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Oferecer sacrifícios somente no Templo Sagrado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Levar  para o Templo Sagrado todos os sacrifícios oferecidos por pessoas que moram fora  de Israel&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Redimir oferendas defeituosas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A santidade de uma oferenda  substituída&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O cohen deve comer os resíduos das oblações&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O cohen deve  comer as carnes dos sacrifícios consagrados&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Queimar sacrifícios consagrados  que se tornaram impuros&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Queimar as sobras dos sacrifícios consagrados&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  nazir deve deixar seus cabelos crescer&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A obrigação do nazir de consumar seu  voto&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cumprir todos os compromissos orais&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A revogação de promessas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tornar-se impuro com cadáveres de animais&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tornar-se impuro através do  contato com 8 tipos de repteis&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tornar-se impuro através de comida e bebida &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O estado de impureza que advém para a mulher em período de menstruação&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  estado de impureza depois do nascimento de uma criança&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O leproso&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As  roupas contaminadas pela lepra&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A casa de um leproso&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O zav&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Seguir as  leis relativas ao estado de impureza que advém da ejaculação do sêmen&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A zavá &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A impureza de um cadáver&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A lei da água de aspersão&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mergulhar no  banho ritual, o micvê&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Purificar-se da lepra&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O leproso deve raspar a  cabeça&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O leproso deve ser reconhecível&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As cinzas da vaca vermelha&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A  avaliação de uma pessoa&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A avaliação de animais&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A avaliação das casas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A avaliação dos campos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A restituição por sacrilégio&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A colheita do  quarto ano&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Peá para os pobres&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A respinga para os pobres(leket) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deixar a gavela esquecida para os pobres&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deixar as sobras dos cachos de  uva para os pobres&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deixar as uvas caídas para os pobres&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Levar as  primícias ao Templo Sagrado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A grande oferta da elevação&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O primeiro  dízimo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O segundo dízimo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O dízimo dos levitas para os Cohanim ou a oferta  da elevação&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O dízimo do homem pobre&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A declaração do dízimo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A  narração ao levar as primícias&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oferta da massa&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Recusar à produção de  sua propriedade no ano sabático&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O pousio da terra durante o ano sabático &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Santificar o ano do jubileu(quinquagésimo)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fazer soar o shofar no décimo  dia deTishrei no ano do jubileu&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A devolução da terra no ano do jubileu&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  resgate das propriedades dentro das muralhas da cidade&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contar os anos até o  jubileu&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cancelar as dívidas no ano sabático&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cobrar dividas dos idólatras &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A parte do Cohen de cada animal puro que se abate&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A primeira tosquia  deve ser dada ao Cohen&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As coisas consagradas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Shechitá&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cobrir o  sangue de ave e animal abatidos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Liberar a mãe quando se pegar seus filhotes &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Procurar os sinais de pureza determinados no galo e nos animais&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Procurar  os sinais de pureza determinados nos pássaros&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Procurar os sinais de pureza  determinados nos gafanhotos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Procurar os sinais de pureza determinados nos  peixes&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Determinar a lua nova&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no Shabat&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Proclamar a  santidade do Shabat&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Retirar o fermento&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Narrar o Êxodo do Egito&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comer  matsá na noite de 15 de Nissan&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no primeiro dia de Pêssach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no sétimo dia de Pêssach&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contar o ômer&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no dia de  Shavuot&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no dia de Rosh Hashaná&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jejuar no dia de Yom Kipur &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no dia de Yom Kipur&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no primeiro dia de Sucot &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descansar no dia de Shemini Atsêret&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Morar na Sucá durante os dias de  Sucot&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pegar um lulav no Sucot&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Shofar no dia de Rosh Hashaná&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O meio  shekel&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acatar o que dizem os profetas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nomear um rei&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Obedecer ao  San'hedrin&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aceitar a decisão da maioria&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nomear juizes e oficiais do  Tribunal&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tratar as partes com igualdade perante a lei&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Testemunhar no  tribunal&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Investigar o depoimento das testemunhas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Condenar as testemunhas  que prestarem falso testemunho&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eglá Arufá&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Designar seis cidades de  refúgio&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Designar cidades para os Leviim&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eliminar o perigo de nossas  moradias&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Destruir todo o tipo de idolatria na Terra de Israel&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A lei da  cidade apóstata&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A guerra contra as sete nações hereges&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A extinção de  Amalec&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Recordar os atos nefastos de Amalec&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando se desencadear uma  guerra para ampliar a terra de Israel, propor ao inimigo que ele se submeta;  caso se recuse, ataca-lo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nomear um cohen para discursar para o povo, antes  de uma guerra, incentivando-o a ter fé em D-us, pois será vitorioso, e  permitindo voltarem os homens que não estiverem aptos para a batalha&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao sair  em guerra, preparar um local especifico para as necessidades fisiológicas, fora  do acampamento&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Preparar, se estiver em um acampamento de guerra, uma pá para  cavar um local para as necessidades fisiológicas e, depois, cobri-las &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Devolver o roubo com acréscimo de 20%, se o objeto estiver intacto; caso  contrario, pagar 120% do seu valor, e ficar com o objeto&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fazer caridade e  ajudar o necessitado (para ele ter o que tinha antes, caso tenha se empobrecido) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao libertar um escravo judeu, dar-lhe bens materiais (não sair sem nada) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Emprestar dinheiro ao pobre (vale mais que caridade, pois o pobre pode se  envergonhar de pedir)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cobrar juros de um gentio&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Devolver o penhor para o  seu dono, quando ele precisar, retomando-o depois&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pagar no mesmo dia o  salário do empregado diarista&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deixar o empregado que trabalha na terra comer  do seu fruto&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Retirar a carga de cima do animal quando este estiver caído por  excesso de peso&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ajudar a montar a carga sobre um animal ou uma pessoa &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Devolver o objeto perdido ao seu dono&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Advertir a quem desejar  transgredir uma proibição&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amar o próximo como a si mesmo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amar os  convertidos ao judaísmo pelas normas prescritas, e não humilha-los&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Calibrar  pesos e medidas de modo honesto&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Honrar os sábios e levantar-se em sua honra &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Honrar pai e mãe&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Temer pai e mãe&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Multiplicar a espécie&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Casar-se  através do kidushim&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O marido deve se dedicar durante o primeiro ano do  casamento a esposa (não viajar, não sair em guerra, etc.)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fazer a  circuncisão no filho aos oito dias de idade&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Casar-se com a esposa do irmão  falecido que não deixou filhos (levirato)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se não quiser se casar com a  esposa do irmão falecido que não deixou filhos (levirato), proceder-se a  chalitsá&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O estuprador deve casar-se com a moça virgem estuprada (a menos que  ela não queira)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Punir o difamador de sua esposa (dizer que não era virgem  quando de fato o era), não podendo manda-la embora pelo resto da vida (só se ela  o quiser)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Punir o sedutor de uma virgem com multa&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cumprir conforme o  prescrito para casar-se com uma mulher gentia durante uma guerra&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao se  divorciar, escrever um documento&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cumprir os preceitos relativos a mulher  que, apesar de advertida, é suspeita de praticar adultério com outro homem &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar até 39 chicotadas nos indivíduos que transgredirem determinadas leis &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mandar aquele que matou alguém sem querer, para uma cidade de refugio &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Condenar a pena de morte, através de espada, os indivíduos que transgredirem  determinadas leis&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Condenar a pena de morte, através da forca, os indivíduos  que transgredirem determinadas leis&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Condenar a pena de morte, através de  queima, os indivíduos que transgredirem determinadas leis&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Condenar a pena de  morte, através de apedrejamento, os indivíduos que transgredirem determinadas  leis&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pendurar numa árvore, para execração pública, o indivíduo executado que  foi condenado pelo tribunal a pena de morte por praticar idolatria ou blasfêmia &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enterrar os condenados a pena de morte até o anoitecer do mesmo dia da  execução&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cumprir os preceitos relativos ao trato de um escravo judeu&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  patrão ou o seu filho devem casar-se com sua escrava judia&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O patrão deve por  em liberdade sua escrava judia, se ela não se casar com ele ou seu filho &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cumprir os preceitos relativos ao tratamento do escravo cananeu&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Julgar a  agressão de uma pessoa a outra&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas a uma agressão  por um animal&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas ao prejuízo provocado por  obstáculos colocados em lugar público&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas ao  ressarcimento do roubo por parte do ladrão&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas ao  prejuízo causado por um animal no campo alheio&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas  ao prejuízo provocado pelo fogo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas a quem guarda  um objeto de graça&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas a quem guarda um objeto  mediante pagamento&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas a quem pede um objeto  emprestado&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas a maneira como se toma posse de um  objeto (compra e venda)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar as leis relacionadas a argumentações e  contra-argumentações (concordâncias e discordâncias) entre dois indivíduos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Salvar o perseguido do perseguidor que quiser mata-lo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aplicar leis  relacionadas a heranças  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="left"&gt;&lt;!--StartFragment --&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: arial;" class="texto12"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;PROIBIÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="font-family: arial;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não acreditar em divindade que não seja D-us  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer estatua de idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer objetos de idolatria para os  gentios &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer estatuas de seres humanos para qualquer finalidade &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  fazer qualquer um dos quatro tipos de trabalhos de idolatria tradicionais: se  ajoelhar, jogar vinho, oferecer sacrifícios ou acender incensos para uma estatua  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer qualquer tipo de serviço pertinente a um determinado tipo de  idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não carregar os filhos entre duas fogueiras em ritual da idolatria  de molech &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não praticar idolatrias do tipo perguntar a espíritos conforme  rituais de ov (respostas através de vozes provenientes das axilas) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  praticar idolatrias do tipo previsão do futuro, conforme os rituais do yidoni  (colocar osso de um pássaro na boca, queimar incenso, e entrar em transe)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se aprofundar em estudos a respeito de cultos de idolatrias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  construir altares onde se aglomerem pessoas para praticar idolatrias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  esculpir pedras para se ajoelhar, mesmo que for para D-us &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não plantar  árvores perto do altar de sacrifícios ou no pátio do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  jurar ou fazer jurar alguém em nome de idolatria, mesmo um gentio &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ser um  incitador de massas para a idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ser um incitador de uma pessoa para  idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não amar um incitador de idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ajudar um incitador de  idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não salvar a vida de um incitador de idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não defender um  incitador de idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não esconder a culpa de um incitador de idolatria  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não aproveitar enfeites que foram utilizados em idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  reconstruir uma cidade destruída por praticar idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não aproveitar  objetos de uma cidade destruída por praticar idolatrias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ajudar  materialmente a manutenção ou construção de idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer profecias em  nome de idolatrias, incitando a pratica-las &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer profecias falsas  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não escutar profecias baseadas em idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter piedade de quem faz  profecias sobre idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não seguir os costumes dos que praticam idolatrias  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer previsões do futuro alegando forças espirituais &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não seguir  astrologia nem magia &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não seguir superstição &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não seguir bruxaria ou  praticar feitiçaria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não praticar encantamento tipo: pronunciar palavras para  uma picada de cobra não doer ou não provocar a morte (curandeirismo) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  consultar feiticeiro que prevê o futuro consultando espíritos de mortos através  da axila &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não consultar feiticeiro que prevê o futuro através da boca &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  provocar aparecimento de espíritos de mortos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve uma mulher vestir-se  com roupas ou adornos de homem &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um homem vestir-se com roupas ou  adornos de mulher &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer tatuagem no corpo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vestir roupa com linho  e lá trançados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cortar o cabelo com navalha de modo a deixar somente uma  faixa central &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cortar a barba com navalha &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer cortes no próprio  corpo por causa de um morto &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fixar moradia no Egito &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não abrir a mente  para ideias estranhas a Torá &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer pactos de aliança com os sete povos  que moravam na terra de Israel &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não poupar a vida de pessoas oriundas dos  sete povos que moravam na terra de Israel &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter piedade ou louvar quem  pratica idolatrias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar morar em Israel quem pratica idolatrias  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um judeu casar-se com gentio &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve uma judia casar-se com  homem dos povos de Amon e Moav, mesmo que convertidos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se afastar de um  descendente de Essav (exceto Amalec), após sua conversão &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se afastar de  um descendente do Egito, após sua conversão &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não propor paz para Amon ou Moav  antes de guerrear com eles &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não exterminar as árvores frutíferas na hora do  cerco a uma cidade &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não temer enfrentar os gentios numa guerra &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  esquecer o que Amalec fez com nosso povo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não amaldiçoar o nome de D-us  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não transgredir um juramento feito em nome de D-us &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fazer juramentos  de coisas impossíveis ou proibidas em nome de D-us &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não profanar o nome de  D-us em público &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não testar as promessas e advertências de D-us &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  destruir objetos dedicados a D-us &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar o enforcado na forca durante  toda a noite &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar sem segurança o Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o sumo  sacerdote entrar no Santo dos Santos fora do Yom Kipur no horário especifico e  não deve o cohen simples entrar nos lugares sagrados a não ser para executar um  serviço &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen com defeito físico entrar no santuário do Templo  Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen com defeito físico trabalhar no serviço sagrado  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen com defeito físico passageiro trabalhar no serviço sagrado  até se curar &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o levi realizar serviços do cohen e vice-versa &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  entrar no Templo Sagrado, nem pronunciar uma sentença sobre a Torá, enquanto  bêbado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um não cohen realizar o serviço sagrado no Templo Sagrado  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen trabalhar no Templo Sagrado enquanto estiver em estado de  impureza &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen que saiu do estado de impureza através do banho  ritual trabalhar no Templo Sagrado até o pôr-do-sol &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve qualquer pessoa  em estado de impureza entrar no Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve qualquer pessoa em  estado de impureza entrar em um acampamento da tribo de levi &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não construir  um altar com pedras talhadas com metal &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não subir em um altar com degraus  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não apagar o fogo do altar do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oferecer sacrifício de  animal no altar de ouro do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fabricar um óleo idêntico ao  azeite da unção &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ungir, com o azeite da unção, pessoas a não ser o sumo  sacerdote e o rei &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não fabricar incenso idêntico ao usado no Templo Sagrado  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não retirar as hastes das argolas da arca sagrada &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não separar o choshen  do efod (vestimentas do sumo sacerdote) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não rasgar o me'il (vestimenta do  sumo sacerdote) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oferecer sacrifícios fora do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  matar animais consagrados para sacrifício fora do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  consagrar, para sacrifício, animal com defeito físico &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não matar, para  sacrifício, animal com defeito físico &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não aspergir sangue de animal com  defeito físico no altar de sacrifícios do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não queimar órgãos  de animal com defeito físico no altar de sacrifícios do Templo Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  oferecer como sacrifício um animal que tenha defeito físico passageiro, até se  curar &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oferecer como sacrifício um animal com defeito físico dedicado por  um gentio &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não provocar defeito físico em animal consagrado para sacrifício  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oferecer mel ou levedura no altar de sacrifícios do Templo Sagrado  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oferecer sacrifício de um animal sem sal &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oferecer sacrifício de  animal originado de uma troca por cachorro ou que serviu de pagamento para  prostitutas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oferecer sacrifício de um animal no mesmo dia que a sua cria  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colocar azeite na oblação (sacrifício) de um pecador &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colocar  incenso na oblação (sacrifício) de um pecador &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não misturar azeite na oblação  (sacrifício) de uma mulher suspeita de adultério &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colocar incenso na  oblação (sacrifício) de uma mulher suspeita de adultério &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trocar um  animal consagrado para sacrifício por um outro &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trocar um tipo de  sacrifício por outro, desde que já consagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não resgatar o primogênito de  um animal puro e sem defeito &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vender o dizimo de animal proveniente do  gado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vender um pertence já consagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não resgatar terreno  consagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não separar a cabeça do corpo de uma pomba ou rolinha  consagradas, ao abate-las para sacrifício &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não efetuar qualquer tipo de  trabalho com animal consagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não tosquiar animal consagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  oferecer o sacrifício do cordeiro pascal quando se tem chamets em casa &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  deixar amanhecer sem queimar as entranhas do sacrifício do cordeiro pascal  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar a carne do sacrifício do cordeiro pascal sobrar até o dia  seguinte &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar sobrar carne do sacrifício chaguigá até o terceiro dia  após o seu abate &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar sobrar até o dia seguinte a carne do sacrifício  do cordeiro pascal do Pêssach do segundo mês &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar sobrar até o dia  seguinte a carne do sacrifício de todá (agradecimento) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não quebrar nenhum  osso do sacrifício do cordeiro pascal &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não quebrar nenhum osso do sacrifício  do cordeiro pascal do Pêssach do segundo mês &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não levar a carne do sacrifício  do cordeiro pascal para fora da casa onde se reuniram para come-lo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cozer  com fermento o resto da oblação (sacrifício) de minchá (reservado para o cohen)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cozer o sacrifício do cordeiro pascal, nem consumi-lo cru &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não dar de  comer do sacrifício do cordeiro pascal a um gentio que observa as sete leis de  Nôach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não dar de comer do sacrifício do cordeiro pascal a quem não fez  circuncisão &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não dar de comer do sacrifício do cordeiro pascal a um judeu que  pratica idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar uma pessoa em estado de impureza comer alimento  consagrado para sacrifício &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer carne de sacrifício consagrado que  esteja em estado de impureza &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer carne de sacrifícios após o período  máximo de consumo estipulado em cada caso &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer carne de sacrifício em  que o cohen desviou seus pensamentos do objetivo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um não cohen comer  a oferenda de terumá e das primícias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um escravo de cohen comer a  oferenda de terumá e das primícias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen que não fez circuncisão  comer a oferenda de terumá e demais sacrifícios &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen em estado  de impureza comer a oferenda de terumá e das primícias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve uma mulher  proibida de se casar com um cohen comer dos sacrifícios &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen  comer das oblações (sacrifícios) que devem ser totalmente queimadas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve  um cohen comer a carne do sacrifício de pecado cujo sangue for trazido ao Templo  Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer carne do sacrifício de um animal portador de defeito  físico &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer nenhum dos 5 tipos de cereais do segundo dizimo fora de  Jerusalém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer a vinha do segundo dizimo fora de Jerusalém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  comer (consumir) o azeite do segundo dizimo fora de Jerusalém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um  cohen comer carne de um animal primogênito fora de Jerusalém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer fora  do pátio central (azará) do Templo Sagrado, a carne dos sacrifícios mais  sagrados (chatat e asham) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer a carne do sacrifício de olá &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  comer a carne dos sacrifícios mais simples (todá, shelamim, etc.) antes de  aspergir o sangue &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o cohen comer das primícias fora do Templo  Sagrado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um não cohen comer dos sacrifícios mais sagrados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  comer o segundo dizimo que estiver em estado de impureza &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer o segundo  dizimo durante o primeiro dia de luto &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trocar o segundo dizimo por algo  diferente de comida ou bebida &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer da colheita antes de separar a  oferenda de terumá &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não separar as oferendas fora da seguinte ordem: terumá  guedolá para o cohen, maasser rishon para o levi e maasser sheni para os  ofertantes consumirem em Jerusalém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não atrasar a oferta de sacrifícios  prometidos por mais de 3 festas de peregrinação: Pêssach, Shavuot e Sucot  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comparecer as 3 festas de peregrinação: Pêssach, Shavuot e Sucot sem  oferendas e sacrifícios &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar de cumprir promessas condicionais (se  acontecer... então prometo...) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen se casar com uma prostituta  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen se casar com uma mulher profana &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen se  casar com uma mulher desquitada ou divorciada &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um sumo sacerdote se  casar com uma viúva &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um sumo sacerdote ter relação sexual com uma  viúva, até mesmo sem o propósito de se casar com ela &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen  entrar no Templo Sagrado com cabelos desarrumados (descabelado) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um  cohen entrar no Templo Sagrado com algum rasgo nas roupas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen  sair do Templo Sagrado na hora do serviço &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um cohen simples se  colocar em estado de impureza decorrente de contatos com um morto, a menos que  seja seu parente &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o sumo sacerdote ficar sob o mesmo teto de um  morto, mesmo que seja seu parente &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o sumo sacerdote se colocar em  estado de impureza decorrente de contatos com morto, mesmo que seja seu parente  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve a tribo de levi possuir terras em Israel &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o levi se  apoderar de despojos obtidos em guerras de conquistas por Israel &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  arrancar cabelos pelos mortos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer animal domestico ou selvagem impuro  (não casher) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer peixes impuros (não casher) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer aves  impuras (não casher) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer insetos alados (moscas, abelhas, etc.)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer insetos e vermes rastejantes &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer insetos e vermes  provenientes de matéria pútrida &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer animal que nasce em semente ou  fruta &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer qualquer tipo de animal rastejante &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer um animal  morto naturalmente &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer um animal dilacerado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer um órgão de  animal vivo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer o tendão encolhido &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer sangue de animal que  não seja peixe &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer sebo de qualquer animal &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cozinhar carne com  leite &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer carne com leite &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer carne de boi que foi  apedrejado por matar alguém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer, antes de Pêssach, um pão feito de  farinha de trigo da nova safra, antes de trazer a oferenda do ômer &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer  farinha assada antes do dia 16 de Nissan &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer espiga nova antes do dia  16 de Nissan &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer frutos de uma árvore de menos de 3 anos de idade  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer enxerto de vegetais com cereais (exemplo: Vinhedo com trigo)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não beber vinho consagrado para idolatria &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um jovem comer carne  nem beber vinho em excesso &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer no dia de Yom Kipur &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer  leveduras na festa de Pêssach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer algo em que foi misturado levedura,  na festa de Pêssach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não comer levedura no dia 14 de Nissan a partir do  meio-dia &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não avistar a levedura dentro de casa na festa de Pêssach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  possuir levedura na festa de Pêssach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um nazir (aquele que se  consagrou a D-us) tomar vinho ou seus derivados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um nazir comer uva  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um nazir comer uvas passas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um nazir comer caroço ou  bagaço de uvas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um nazir comer casca de uva &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um nazir se  colocar em estado de impureza através de contato com um morto &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um  nazir se colocar em estado de impureza entrando numa tenda em que ha um morto  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um nazir cortar seu cabelo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colher toda a plantação de um  terreno: deve-se deixar um canto para os necessitados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não pegar as espigas  que caírem juntas no chão durante a colheita, se forem em numero menor do que 3,  deixando-as para os necessitados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colher um cacho de uvas deformado,  deixando-o para os necessitados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não recolher um cacho de uva que cai  isoladamente, deixando-o para os necessitados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não recolher um feixe de trigo  esquecido no campo durante a colheita, deixando-o para os necessitados &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  plantar juntas duas espécies de vegetais diferentes &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não plantar espigas de  trigo em um vinhedo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cruzar animal de uma espécie com um de outra espécie  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não efetuar trabalho com animal de uma espécie junto com um de outra espécie  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não impedir o animal de comer durante o seu trabalho &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não semear a terra  durante o ano sabático &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não podar, embelezar, cultivar as árvores durante o  ano sabático &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colher frutos da terra que crescerem espontaneamente no ano  sabático &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colher as frutas que crescerem no ano sabático &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  trabalhar a terra no ano do jubileu &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ceifar plantas que crescerem no ano  do jubileu &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colher frutas que nascerem no ano do jubileu &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vender  terrenos da terra de Israel para sempre: voltam para o dono original no ano do  jubileu &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vender terrenos dos territórios da tribo de levi que cercam as  cidades &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ignorar a presença do levi para doar presentes &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cobrar  dividas no ano sabático &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se recusar a emprestar dinheiro por causa do ano  sabático &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se recusar a fazer caridade e recursos para os necessitados  quando se sabe de sua situação econômica &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não libertar um escravo judeu de  mãos vazias &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cobrar do devedor sabendo que não tem condição de pagar no  momento &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não emprestar dinheiro a juros &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não tomar dinheiro emprestado com  juros &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não intermediar empréstimos a juros &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não atrasar o pagamento do  empregado diarista &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não tomar penhores de um devedor forçadamente (somente  com ordem judicial) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ficar com penhores que são de uso imprescindível  para o dono no período (travesseiro de noite, arado de dia, etc.) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não tomar  penhores de viúvas, independente da classe social &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não tomar como penhores  objetos de uso em alimentação (panelas, etc.) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não seqüestrar pessoas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  roubar &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não assaltar &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não alterar os limites de um terreno alheio de modo  prejudicial &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar de pagar dívidas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não negar dívidas e penhores  contraídos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não jurar em falso a existência de uma dívida &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não enganar nos  negócios de compra e venda &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não envergonhar o próximo com palavras, não  humilhar, não fazer referências desairosas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não enganar com palavras um  convertido &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não enganar nos negócios um convertido &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não devolver ao dono  um escravo judeu que fugiu para Israel &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não enganar um escravo judeu que  fugiu para Israel &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não oprimir órfãos e viúvas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não submeter um escravo  judeu a serviços humilhantes &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vender escravo judeu de maneira humilhante  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não submeter escravo judeu a trabalhos desnecessários &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não permitir que  um gentio utilize um escravo judeu para trabalhos pesados (maltratar o escravo)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vender ou doar escrava judia &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não diminuir os benefícios de uma  escrava judia após casar-se com ela &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não vender mulher formosa não judia  conquistada na guerra, após seduzi-la &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não tornar escrava mulher formosa não  judia conquistada na guerra, após seduzi-la &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não planejar maneiras de  subtrair propriedades do próximo (não cobiçar) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não desejar propriedades do  próximo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o trabalhador que trabalha na terra, não colhendo, comer da  plantação &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um trabalhador que trabalha na terra, colhendo, comer em  demasia, ou guardar para mais tarde, das plantações &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se omitir de  devolver objetos perdidos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se omitir de ajudar alguém que esteja  demasiadamente carregado &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não enganar nos pesos de mercadorias nem em áreas  de terrenos (trapacear) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não possuir pesos adulterados para medição, mesmo  sem usar &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz ser corrupto em julgamentos (cometer injustiças)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz aceitar suborno, mesmo para julgar corretamente &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  deve um juiz simpatizar mais com um dos lados, apesar da importância do mesmo  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz ter medo de pronunciar sentença contra réu de má índole  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz ter piedade do réu pobre &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz pré-julgar  uma pessoa de ma índole &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz diminuir o valor da indemnização  devida por um pobre decorrente de ter cegado ou aleijado alguém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um  juiz distorcer a sentença de um órfão ou convertido &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz ouvir  somente um lado, sem a presença do outro &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um tribunal condenar a  morte alguém com menos de dois votos de diferença &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um juiz se deixar  influenciar pela opinião de um outro juiz &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o supremo tribunal  rabínico ou líder da diáspora nomear um juiz que tenha poucos conhecimentos da  Torá &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não testemunhar em falso &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um tribunal basear-se em  testemunho de um perverso &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um tribunal aceitar testemunho de  parentes do envolvido no processo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se basear no testemunho de somente um  indivíduo para punir alguém &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não matar um ser humano &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um tribunal  basear-se somente em pressupostos, sem testemunhas, para castigar na hora o  suspeito &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve uma testemunha sobre homicídio emitir pareceres alheios ao  fato julgado, se não for perguntada &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não matar uma pessoa acusada de  assassinato sem prévio julgamento pelo tribunal &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não poupar a vida de um  perseguidor que quer matar alguém, matando-o, se necessário &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não punir quem  cometeu uma falha sob coação &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trocar pena de morte por dinheiro &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  trocar por dinheiro a obrigação de quem matou sem querer, de se refugiar nas  cidades especiais &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se omitir de salvar o próximo quando este estiver em  perigo de vida &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não colocar obstáculos que possam causar a morte de alguém  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não enganar o próximo com ideias falsas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não dar mais chibatadas do que a  pessoa aguenta (mínimo 3, máximo 39) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não difamar o próximo, não fazer  fofocas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não odiar o próximo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não envergonhar o próximo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ser  vingativo com o próximo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não dizer: sou melhor que você, pois estou lhe  fazendo algo que você não quis me fazer (guardar rancor) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não levar a mãe de  passarinhos junto com os eles do ninho. Deve-se afugenta-la antes &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não cortar  o cabelo em volta da área com lepra &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não adulterar os sinais da lepra &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  plantar ou trabalhar na terra próxima de onde foi abatido o bezerro através do  ritual de eglá arufá &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deixar viver uma feiticeira &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não convocar um  homem, no primeiro ano após se casar, para o exercito ou outro serviço público  que o afaste da esposa &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não contestar nossos Sábios &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não acrescentar algo  a Torá escrita e oral &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não diminuir algo da Torá escrita e oral &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  amaldiçoar um juiz &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não amaldiçoar um grande líder &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não amaldiçoar  qualquer judeu &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não amaldiçoar os pais &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não bater nos pais &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  trabalhar no Shabat &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não viajar (mesmo a pé) no Shabat alem dos limites da  cidade &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um tribunal punir alguém durante o Shabat &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trabalhar  no primeiro dia de Pêssach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trabalhar no sétimo dia de Pêssach &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  trabalhar em Shavuot &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trabalhar em Rosh Hashaná &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trabalhar no  primeiro dia de Sucot &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trabalhar em Shemini Atsêret &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não trabalhar em  Yom Kipur &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a mãe &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a  esposa do pai &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a irmã &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual  com a filha da esposa do pai &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a filha do filho  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a filha da filha &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a  filha &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com uma mulher e sua filha &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação  sexual com uma mulher e a filha do filho dela &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com uma  mulher e a filha da filha dela &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a irmã do pai  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a irmã da mãe &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a  esposa do irmão do pai &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a esposa do filho &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  ter relação sexual com a esposa do irmão &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a irmã  da esposa enquanto a esposa viver &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a mulher no  período de sua menstruação &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com a mulher do próximo  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o homem ter relação sexual com animal &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve a mulher ter  relação sexual com animal &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve o homem ter relação sexual com outro  homem &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com o pai &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter relação sexual com o  irmão do pai &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não ter prazer corporal não sexual (intimidades) com mulheres  proibidas para si exemplo: irmã, tia, nora, etc. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se casar com um  bastardo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve uma mulher ter relação sexual fora do casamento &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não  deve um homem se casar novamente com uma mulher da qual se divorciou caso ela  tenha se casado posteriormente &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se casar com uma mulher viúva pendente de  resolução de levirato &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um homem separar-se de uma mulher virgem por  ele estuprada, sem o consentimento dela &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um homem separar-se de uma  mulher se ele a difamou dizendo que ela não era virgem, quando de fato ela era  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um eunuco ou homem com problemas nos testículos causado por  acidente (incapaz de procriar) se casar &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não se deve castrar homem ou animal  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não proclamar um rei não judeu, mesmo se ele for convertido &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um  rei ter muitos cavalos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um rei ter muitas esposas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="texto12"  style="font-size:100%;"&gt;Não deve um  rei possuir muito dinheiro &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-8416472746118552042?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/8416472746118552042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=8416472746118552042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8416472746118552042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8416472746118552042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/06/muito-alm-dos-10-mandamentos.html' title='Muito além dos 10 Mandamentos.'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-9154568456999756240</id><published>2007-06-17T09:43:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T13:18:57.704-08:00</updated><title type='text'>Oração de Nicolas Flamel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RnVl313n1dI/AAAAAAAAARQ/zcWX_rkyA_g/s1600-h/flamel-5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RnVl313n1dI/AAAAAAAAARQ/zcWX_rkyA_g/s320/flamel-5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077076164957689298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Deus  Todo-Poderoso, Eterno, Pai da Luz, de quem provém todos os bens e todos os bens  perfeitos, imploro vossa misericórdia infinita; deixai-me conhecer vossa  sabedoria eterna; aquela que circunda vosso trono, que criou e fez, que conduz e  conserva tudo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;Dignai-vos enviá-la do céu  a mim, de vosso santuário, e do trono de vossa glória, a fim de que ela esteja  em mim e opere em mim; é ela que é a senhora de todas as artes celestes e  ocultas, que possui a ciência e a inteligência de todas as  coisas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Faz com que ela me acompanhe em todas as minhas obras que, por  seu espírito, eu tenha a verdadeira inteligência, que eu proceda infalivelmente  na nobre arte à qual estou consagrado, na busca de miraculosa pedra dos sábios  que ocultastes ao mundo, mas que tendes o hábito de descobrir ao menos a vossos  eleitos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Que essa grande obra que tenho a fazer cá embaixo seja começada,  continuada e concluída ditosamente por mim; que, contente, goze-a para sempre.  Imploro-vos, por Jesus Cristo, a pedra celeste, angular, miraculosa e  estabelecida por toda eternidade, que comanda e reina convosco.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-9154568456999756240?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/9154568456999756240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=9154568456999756240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/9154568456999756240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/9154568456999756240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/06/orao-de-nicolas-flamel.html' title='Oração de Nicolas Flamel'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RnVl313n1dI/AAAAAAAAARQ/zcWX_rkyA_g/s72-c/flamel-5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-7066458210214608807</id><published>2007-06-03T11:14:00.000-07:00</published><updated>2007-06-03T11:27:47.785-07:00</updated><title type='text'>A Espada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Este texto que foi retirado do livro ´´&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Doutrina Secreta&lt;/span&gt;´´ de Madame Blavatsky, descreve a espada como sendo um símbolo divino e nos mostra os seus diferentes usos, tanto na guerra quanto na religião : &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;No mundo profano, tem-se o costume de considerar a espada como uma tradição essencialmente guerreira e portanto, motivo de temor Não se pode contestar que existe um aspecto guerreiro neste símbolo; porém, seu sentido esotérico transcende seu caráter de violência e é encontrado em várias Ordens e crenças religiosas, tais como no Islamismo, Cristianismo, bem como na maior parte das demais tradições. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;A própria tradição Hindu, que não poderíamos chamar de essencialmente guerreira, possui também esse símbolo, como cita-nos o Bhagavad-Gita. Segundo a Doutrina Islâmica, no domínio social, o uso da espada na guerra, é válida enquanto dirigida contra aqueles que perturbam a ordem e unicamente, com o objetivo de reconduzi-los a essa ordem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;É claro que por conta dessa premissa, muito sangue inocente já tingiu a terra; pois a decisão do que está fora ou dentro da “Ordem”, geralmente é decidida por extremistas, sejam muçulmanos, católicos, protestantes, etc. No entanto, este aspecto do uso da espada é o chamado pelos próprios Islamitas como “O menos essencial”.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Existe um outro aspecto em que ela simboliza a luta que o homem deve conduzir contra os “Inimigos da Luz” e contrários à ordem e à Unidade de Deus.   A “guerra” sempre estabeleceu o equilíbrio e a harmonia (ou justiça) e assim, proporcionou a unificação de certo modo, dos elementos em oposição entre si.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Isso quer dizer que o seu fim normal e sem dúvida sua única razão de ser, é a paz que só pode ser verdadeiramente obtida pela submissão à vontade divina colocando cada elemento em seu lugar com a finalidade de fazê-los todos concorrerem para a realização consciente de um mesmo Plano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Citando novamente a Tradição Islâmica, existe uma frase de seu Profeta, que era pronunciada toda a vez que o exército muçulmano voltava de uma expedição contra os inimigos exteriores:  -“RAJÂNA MIN EL JIHÂDIL-AÇGHAR ILA ‘L-JIDÂDILAKBAR”.  (Voltamos da Pequena Guerra Santa para a Grande Guerra Santa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Se a guerra exterior era apenas a “Pequena Guerra Santa” é porque só tinha uma pequena e secundária importância, em face da “Grande Guerra Santa” que era a guerra interna travada dentro de cada um, contra seus próprios “demônios”.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;A Grande Guerra Santa, visa purificar o Templo Interior de cada Guerreiro.  É evidente, nessas condições, que tudo o que serve à guerra exterior, pode ser tomado como símbolo no que se refere à guerra interior, o que é o caso em particular e em especial, da espada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Podemos acrescentar que a espada é em geral associada ao relâmpago ou considerada como derivada dele, o que representa de modo sensível, a forma bem conhecida da ESPADA DE LUZ OU FLAMEJANTE (se entender-mos que é o símbolo da Luz) ou, FLAMÍGERA (se entendermos que sua Luz é apenas reflexo da Luz do guerreiro que a empunha). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Lembramos porém que, todo símbolo verdadeiro encerra sempre uma pluralidade de sentidos que longe de se excluírem ou de se contradizerem, harmonizam-se e complementam-se mutuamente; portanto, o assunto não está encerrado; apenas analisado sob alguns aspectos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;A espada representa também, o poder da palavra; do Verbo Divino ou de uma de suas manifestações. Quanto ao gume duplo, representa o duplo poder criador e destruidor desta “palavra”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Esse simbolismo é válido ainda para todo o conjunto de forças cósmicas, de modo que sua aplicação à palavra, é apenas um caso particular, mas que, em razão da concepção tradicional do Verbo e de tudo o que nela implica, pode ser tomado para representar em seu conjunto, todas as outras aplicações possíveis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;A espada é associada também ao raio provocado pelas nuvens, ao raio solar e também (assim como a lança), ao eixo do mundo. A dualidade de seu gume por estar associada ao próprio sentido do eixo, refere-se mais diretamente às duas correntes inversas da Força Cósmica; ou, mais conhecidas como os Lados Claros e Escuros da Força. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Este simbolismo axial nos reconduz à idéia de harmonização concebida como “A Meta” da Guerra Santa, quer interior, quer exterior, pois o eixo é o lugar em que todas as oposições se reconciliam e desvanecem, entrando em equilíbrio perfeito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Assim, sob este ponto de vista, a espada não apenas representa um meio mas também o próprio fim a alcançar. Na Idade Média, a espada era o “Símbolo do Guerreiro”; a distinção máxima que alcançavam apenas os nobres de título ou profissão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;O Bushidô ou Código do Guerreiro Japonês, ensinava que um Samurai deveria portá-la com sua lâmina, impecavelmente polida, o que significaria refletir em sua arma, sua própria alma, limpa e pura; sem nódoas e de forma alguma poderia temer a morte mais do que a desonra de um ato indigno ou covarde. Sua honra, formada pelo seu Bushidô, seria sua testemunha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Aliás, esta premissa é, ditas em outras palavras, a primeira instrução ministrada ao Iniciado. O Guerreiros, tanto da Idade Média como atual, tinham e têm na espada, o seu símbolo máximo de honra; não porque seja uma arma que ceifa vidas humanas, mas porque é um símbolo utilizado em defesa de um Código de Honra fundamentado em ensinamentos de seu Templo ou Círculo Interno. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;A posse da espada, não significa de forma alguma o direito absoluto de uso indisciplinado ou sua ostentação arrogante. Um Samurai tinha o direito de decapitar um vassalo apenas para verificar se o seu Katana estava afiado; porém tinha também a obrigação de dar a própria vida em defesa destes mesmos homens que viviam sob sua proteção. Era a harmonia dos contrários. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Tanto nestas épocas remotas como em nossa atualidade, a partir do momento em que nosso Poderoso Círculo Interno de Força Luz e Poder, adquire o direito ao seu símbolo máximo, representado pela espada, torna-se na realidade, um Guerreiro da Luz, cuja sublime missão é projetar em sua lâmina translúcida de pureza, todo o seu Esplendor, tornando-se então um Guia, cuja missão principal é mostrar aos menos afortunados o verdadeiro caminho para o retorno à Unidade de Deus e toda a Glória de seu Templo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;Cada Guerreiro, desde a Era Feudal até a de Aquário, deve desejar sua espada esforçando-se por merecê-la e quando houver atingido este objetivo, fazer jús à honra de possuí-la; pois, a partir deste momento, ele não será mais um homem comum. O Guerreiro e seu símbolo sintetizam de algum modo, os dois aspectos de “Tudo” em sua significação “Total”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-7066458210214608807?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/7066458210214608807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=7066458210214608807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7066458210214608807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7066458210214608807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/06/espada.html' title='A Espada'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-8378029588536263149</id><published>2007-05-20T10:30:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T11:39:32.492-07:00</updated><title type='text'>Satanismo e a História da Wicca</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Por   Diane Vera / Tradução e Adaptação por Femmina  Seduttrice&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nota: O seguinte artigo não deve ser tomado como conclusão de  que Wicca é uma forma de Satanismo. Embora esse artigo enfatize nas  similaridades e conecções históricas entre a Wicca e o Satanismo literário do  século XIX, há uma abundância de diferenças também, e ainda mais diferenças  entre a Wicca e o Satanismo Moderno (Pós LaVey). Wicca é uma religião moderna e  eclética que retirou influências de muitas fontes, tanto antigas como modernas.  O Satanismo literário é somente uma dessas muitas fontes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em seu esforço para se desassociarem do Satanismo, os wiccans  têm tendido a distorcer sua própria história. Wicca e Satanismo são de fato  categorias religiosas muito distintas,  porém há alguns laços históricos entre  os dois, como até alguns estudiosos wiccans estão finalmente começando a  admitir. (Veja, por exemplo, o livro de Aidan Kelly "Crafting the Art of Magic"  págs. 21-22, 25-26, e 176).&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;Wicca não é "A Antiga Religião", ainda que influenciada  por várias religiões antigas. Wicca como nós conhecemos atualmente é derivada da  filosofia oculta do século XIX - incluindo a filosofia do Satanismo literário,  entre outros - projetada em uma Deusa e um Deus (não cristãos), acrescida de um  estilo descristianizado de magia cerimonial da Golden Dawn e folclore britânico  sortido, e mais recentemente reformulado por estudiosos neopagãos,  influenciado pelo feminismo e a ecologia. De qualquer forma diversas partes  da incerta árvore genealógica da Wicca podem ser traçadas ao Satanismo literário  do século XIX , algumas formas têm mais em comum com a Wicca atual do que o  Satanismo atual.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O principal exemplo de que o Satanismo literário influenciou  fortemente a Wicca, especialmente a Wicca feminista, é o livro "La Sorciere"  escrito pelo historiador francês do século XIX, Jules Michelet (publicado em  inglês pela Citadel Press sob o título "Satanism and Witchcraft"). As idéias de  Michelet, como parafraseadas por escritoras feministas como Barbara Ehrenreich  e Deirdre English em seu livro "Witches, Midwives, and Nurses: A History of  Women Healers (Feminist Press, 1973), atuou como um importante papel no atual  movimento pela saúde feminina. (Ao menos Ehrenreich e English foram honestas o  suficiente para listar Michelet na sua bibliografia )&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Michelet foi, até onde eu  sei, a origem literária da atual imagem feminista da bruxa como curandeira.Entre  outras coisas, ele teorizou que a caçada as bruxas foi usada pela medicina  masculina emergente para matar as componesas que lhe faziam competição. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;De acordo com Jeffrey B. Russell em "A History of Wichcraft", a  Wicca clássica pré-feminista também retirou indiretamente muitas influências de  Michelet. Michelet foi a principal fonte de inspiração para Margaret Murray,  Charles G. Leland e Sir James Frazer, que a maioria dos wiccans instruídos  reconhecem como influências.(Russell aponta isso, todavia negligencia informar  ao leitor que o livro de Michelet é repleto de descrições apaixonadas e  simpatizantes de Satã e das bruxas medievais. Russell também propaga o falso  mito de que a Wicca não tem nada haver com o Satanismo).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Eu irei deixar para os mais estudados do que eu debaterem o  quanto endividados Murray e Leland foram de Michelet. Em todo caso, a mitologia  italiana sobre bruxaria que Leland apresentou em "Aradia: Gospel of the Witches"  (Originalmente publicado em 1899), uma das maiores fontes da Wicca, contém  alguns elementos da bruxaria diabólica - "Diana amou extensamente seu irmão  Lúcifer, o deus do Sol e da Lua, o deus da Luz, que estava tão orgulhoso de sua  beleza, e por isso foi repelido do Paraíso".&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os Wiccans geralmente argumentam que "Lúcifer" não é o demônio  cristão, mas ´´ o deus do Sol e da Lua". (Eu também diferencio Lúcifer de Satã,  como fazem muitos ocultistas). Contudo a declaração de que Lúcifer foi "repelido  do Paraíso" por seu "orgulho" é claramente uma referência ao mito do demônio  cristão. Aradia contém uma mistura de mitologias. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os wiccans estão corretos em dizer que seu Deus Chifrudo não é  Satã, porém não é historicamente verdadeira que a imagem cristianizada de Satã é  uma re-interpretação do Deus wiccan. Pelo contrário, o moderno conceito wiccan  do Deus Chifrudo é originário de uma re-interpretação paganizada da imagem  medieval do demônio cristão (como nos escritos recentes de Margaret Murray).  &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É verdadeiro que a imagem medieval do demônio cristão,  incorpora versões distorcidas de deuses antigos (não só os chifres, ex.: o  tridente que foi retirado de Poseidon/Netuno). Porém a imagem wiccan do Deus  Chifrudo não é uma continuação direta de alguma religião antiga, e pelo menos um  aspecto chave não veio de outra fonte senão do conceito medieval do demônio  cristão como manifestado nas caçadas às bruxas. &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;A idéia de um Deus Chifrudo associado especificamente com a  bruxaria é derivada da caçadas as bruxas pelos cristãos, e não de outra fonte  prévia. Na religião pré-cristã européia, havia deusas associadas a bruxaria (ex:  Hécate), mas Pan e outros deuses com chifres não eram associados a bruxaria, até  onde eu sei. Muito da própria imagem wiccan é baseada na re-interpretação  paganizada da alegada adoração ao demônio, do que realmente na religião  antiga.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Muito da terminologia e da imagem wiccan (ex: as palavras  "bruxa/witch", "coven", e "sabbat"), são usadas por causa do falso mito wiccan  de que sua religião é sobrevivente de uma religião medieval secreta que foi alvo  dos caçadores de bruxas. (negligenciando a origem lingüística desses termos que  vieram da caçada às bruxas). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A idéia relatada que os modernos wiccans continuam sob o perigo  de serem confundidos com satanistas é, ao menos parcialmente, uma profecia de  próprio preenchimento. Poucas pessoas iriam confundir Wicca moderna com  Satanismo, se a Wicca não usasse tantos termos derivados da caçada às bruxas e  outras pompas popularmente associadas a bruxaria diabólica. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Minha questão aqui não é dizer que os wiccans não devem usar os  termos "bruxa/witch", "coven" e "sabbat". A questão é que se eles usam essas e  outras pompas da bruxaria diabólica, eles devem aceitar as conseqüências. Por  exemplo, quando explicando que Wicca não é Satanismo, deveriam confirmar a real  razão para a confusão: que wiccans escolheram se identificar com as vitimas das  caçadas às bruxas na Europa medieval e por isso usam sua terminologia. Wiccans  certamente não deveriam responsabilizar os satanistas por suas próprias  dificuldades de relações públicas, como alguns wiccans fazem.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Wiccans me  aborrecem quando na tentativa de se distanciarem do Satanismo, difundem  concepções populares errôneas sobre Satanismo (ex: dizendo: "Nós não somos  satanistas!" em um tom dando a entender que satanistas são  monstros, ou dizendo  "Nós não somos satanistas!" como se estivessem dizendo "Nós não sacrificamos  bebês." - a última declaração pode ser dita separadamente e é um ponto óbvio de  transgressão da "Wiccan Rede" e/ou lei do retorno triplo). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Voltando a história da Wicca. Além de Murray, Leland, e outros  escritores de bruxaria, outra principal fonte da Wicca é Aleister Crowley.  Muitos wiccans esclarecidos (ex. os Farrars e Doreen Valiente) compreendem que  os rituais de Gardner foram altamente baseados em rituais de Crowley, entretanto  eles tendem a retrucar "Crowley não era um satanista". &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Crowley não era um satanista, porém ele estava definitivamente  dentro do simbolismo satânico, assim como estava dentro de zilhões de outras  coisas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em alguns escritos defensores do Neopaganismo (ex. o livro da  "The Church of All Worlds", "Witchcraft, Satanism, and Occult Crime: Who's Who  and What's What"), é alegado que Crowley não era satanista nem pagão, mas  somente mago cerimonial judaíco-cristão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O fato é que Crowley era muito  eclético, podemos listar magia cerimonial da Golden Dawn, Qabalah, Grimórios  medievais, Egito e Grécia antiga e Yoga. Crowley deu ênfase a elementos  egípcios, inferiorizou os elementos cristãos, e adicionou muitas outras coisas  em sua mistura, incluindo muita imagem satânica (tal como sua invocação de Satã  no Liber Samekh, isso sem mencionar sua constante alto-definição de "Besta  666"). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Alguns irão insistir que o simbolismo satânico de Crowley era  meramente uma brincadeira, porém as atitudes de Crowley se encaixam bem dentro  da tradição do Satanismo literário do século XIX. (Na maioria das mais  sofisticadas formas de Satanismo, o nome "Satã" é entendido em um sentido  irônico). Outros irão explicar que a maior parte do simbolismo satânico de  Crowley pode ser re-interpretado em termos pagãos, porém isso também é  verdadeiro em muitas formas de Satanismo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Há também uma possibilidade de que a Wicca tenha pego  emprestado idéias de escritos sobre reais satanistas no fim do século XIX e  início do século XX. No livro "Crafting the Art of Magic", Aidan Kelly diz que  Gerald Gardner retirou conceitos chaves de descrições da bruxaria do povo Ozark,  incluindo Satanismo popular, no livro "Ozark Superstition" de Vance Randolph em  1947. Eu irei admitir que as conclusões de Kelly foram desafiadas por outros  wiccans esclarecidos historicamente. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Claro, se Gardner fosse influenciado por Randolph, ele  provavelmente assumiria que as bruxas satânicas populares eram "realmente" pagãs  e que Randolph as representou erroneamente como satanistas. Porém a suposição de  Gardner não estaria necessariamente correta. Um bruxa (pela inculta visão  popular) seria de longe mais parecida com (1) uma satanista ou (2) uma devota  embora cristã heterodoxa, do que alguém que tenha preservado uma antiga religião  pagã intacta. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vários costumes pagãos certamente sobreviveram, porém, isso é  bem diferente da sobrevivência intacta de uma religião pagã, pelo qual há muita  pouca evidência. (Para uma critica da alegada evidência da sobrevivência pagã,  veja o livro "A Razor for a Goat" de Elliot Rose. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Concernente a um possível culto medieval muito diferente do que  Murray teorizou, veja o livro "The Night Battles" de Carlo Ginzburg. Concernente  a bruxas hereditárias contemporâneas, muitas delas são cristãs, veja o livro  "Bluenose Magic" por Helen Creighton. Para a um exemplo de grimório  decididamente não pagão que é muito popular entre bruxas européias hoje em dia,  veja o livro The Sixth e Seventh Books of Moses", disponível em algumas  botânicas). &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Algumas formas de Wicca podem ter sido influenciadas por  satanistas mais diretamente do que via Murray, Leland, Crowley,  Ehrenreich/English, e possivelmente Randolph. Dois exemplos possíveis: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;(1) Wiccans historicamente instruídos têm debatido qual papel,  se algum, foi exercido no desenvolvimento da Wiccan moderna por um inglês  trabalhador rural do século XIX chamado George Pickingill que tinha fama de ser  um bruxo.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;Aidan Kelly, que não acredita que Pickingill contribuiu em algo  para Wicca, descreve Pickingill como "um bruxo popular inconstante e satanista".  A afirmação que Pickingill exerceu um papel principal foi originalmente feita  por "Lugh" em um jornal chamado "The Wiccan" em 1974. "Lugh", que alegou ser um  bruxo hereditário, descreveu Pickingill como "A maior autoridade que já existiu  no mundo em Bruxaria, Satanismo e Magia Negra" (citado por Doreen Valiente em  "Rebirth of Wichcraft"). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;(2) Starhawk foi iniciada por Victor Anderson, que outrora  pertenceu a um coven cuja forma de bruxaria incluía uma forma de "Satanismo  literário" (ou pelo menos uma religião similar ao "Satanismo literário"); ou  assim diz Kelly, baseada em uma pesquisa de Valerie Voigt. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mesmo que Kelly esteja correta ou não sobre Victor Anderson, e  mesmo que Pickingill tenha ou não algo haver com a Wicca, não deve ser  considerado improvável que algumas tradições de Wicca tenham se originado como  formas de Satanismo e então gradualmente foram se afastando do Satanismo.  Atualmente, há ocultistas que começaram como satanistas e eventualmente se  tornaram Wiccans ou outros tipos de neo-pagãos. Seria muito estranho se o  entendimento de Wicca de tais pessoas não fossem de um todo influenciado por  suas experiências prévias com o Satanismo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Formas teístas de Satanismo têm uma tendência natural de gerar  novas religiões não satânicas. Se você rejeita a teologia cristã (como todos os  satanistas inteligentes fazem), e venera Satã como um entidade ou força (não  como somente um símbolo como no Satanismo LaVeyísta), então uma questão  inevitavelmente aparecerá: Quem é e o que é "Satã"? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Diferentes formas de Satanismo tem diferentes respostas para  essa pergunta. Uma das respostas mais fáceis é re-interpretar Satã como uma  entidade pré-cristã, geralmente Seth ou Pan.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Contudo, uma vez que você equipara  Satã com uma divindade antiga específica, você estará dando o primeiro passo  para sair do Satanismo.Você não estará mais venerando Satã, você estará  venerando uma divindade pagã com tonalidades satânicas. E então, uma vez que  desenvolveu seu sistema de crença paganizada, as tonalidades satânicas se  tornaram eventualmente menos importantes, ou vistas assim. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esse aparentemente foi o caso com o "Temple of Seth", um ramo  saído da "Chuch of Satan" de LaVey. (Setianos discordam de serem chamados de  "Satanistas"). Parece que não é de todo improvável que algumas formas de Wicca,  com todas essas pompas da Bruxaria Diabólica, tenham uma origem similar. Um  grupo de satanistas teístas que equiparam Satã com Pan, com alguns satanistas  fazem, provavelmente se envolveriam em uma direção semelhante a Wicca. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Voltando a falar sobre as pompas da Bruxaria Diabólica usada  pela Wicca.  A própria imagem da Wicca é baseada nos registros das caçadas às  bruxas, re-interpretando as alegadas atividades diabólicas que foram acusadas  como sendo a adoração a um "deus pagão chifrudo".A Wicca desde modo faz um novo  uso da mesma fonte que satanistas têm usado por séculos. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Um pergunta interessante: Por que reconstruir uma "Velha  Religião" deste modo, ao invés de buscar registros de religiões realmente  antigas?&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;Outras formas de Neopaganismo (ex. Asatru e neo-Druidismo),  que se baseiam mais no que é conhecido sobre reais religiões antigas, são de  longe menos prováveis de serem confundidas com Satanismo do que a Wicca. Por que  os Wiccans insistem em usar palavras como "bruxa/witch" e "coven" quando  poderiam perfeitamente usar outras palavras menos "chamativas"? &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Apesar das pompas da Bruxaria Diabólica, ou talvez em parte por  causa delas, a Wicca é mais popular do que qualquer outra forma de  Neo-Paganismo. Certamente a terminologia "chamativa" da Wicca ajudou a ganhar  mais publicidade do que o contrário. &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;Representantes wiccans reclamam algumas vezes pelo fato de que  os jornalistas só os entrevistam no Halloween, porém as outras pequenas facções  religiosas não chegam nem perto da liberdade publicitária da Wicca em nenhuma  época do ano, nem mesmo no Halloween. E, julgando pelo modo que os Wiccan  insistem em repetir "Nós não somos satanistas!" mais freqüente do que eles  realmente são acusados de serem satanistas, parece lógico suspeitar que pelo  menos alguns estão usando palavras e imagens popularmente associadas ao  Satanismo como modo de chamar atenção e/ou porque eles se divertem se sentindo  desobedientes.(Eu de fato escutei alguns wiccans dizerem que se a palavra  "bruxa/witch" se tornasse muito respeitável, ela perderia algo de seu  poder). &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Satanistas modernos tem a impressão de que a base de atração da  Wicca jaz em uma combinação paradoxal (alguns diriam hipócrita) do uso de  conotações satânicas e a negação das mesmas. Deste modo, satanistas tendem a  considerar a Wicca como uma distorção do Satanismo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Eu pessoalmente não considero a Wicca como uma distorção. Na  minha opinião, o uso pelos wiccans de pompas derivadas das caçadas às bruxas são  tampouco mais nem menos legítimas do que o uso das mesmas por satanistas. E a  Wicca, como uma religião, tem muito mais substância para isso do que somente  essa semelhança superficial deliberadamente adotada da Bruxaria Diabólica. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas eu estou muito irritada com essas intermináveis declarações  de que "Wicca não tem nada haver com Satanismo!". Eu não daria importância se os  wiccans meramente dissessem que Wicca não é Satanismo (ao menos se fizessem isso  sem a repetição desnecessária).&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;É verdadeiro que Wicca não é Satanismo, mas historicamente não  é verdadeiro que a Wicca "não tem nada haver com" Satanismo. Nem é verdadeiro  que a Wicca não tem nada em comum com o Satanismo. Algumas formas de Wicca e  Neo-Paganismo tem muito em comum com (algumas formas de) Satanismo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Curiosamente, das muitas formas de Neo-Paganismo baseadas na  Wicca, uma das mais "satânicas" (em termos de Satanismo literário do século XIX)  é a religião feminista da Deusa, apesar de sua freqüente omissão do "Deus  Chifrudo". Veja, por exemplo, alguns dos escritos de Mary Daly. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando é para inverter e parodiar o simbolismo cristão, Daly  faz melhor do uma Missa Negra escrita antigamente. Daly também recupera e venera  quase todas as categorias femininas demonizadas concebíveis, de fúrias até  feiticeiras. E não podemos esquecer as muitas feministas que veneram Lilith, um  demônio feminino do folclore judaico equivalente ao Satã cristão. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lilith não chegou ao status de antideus, porém por outro lado  seu mito é quase idêntico ao do Satã cristão: banida por seu orgulho, ela se  tornou um pavoroso demônio e foi associada aos pecados humanos, principalmente  os relacionados ao sexo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para ser honesta, devo mencionar que nem todas as feministas  adoradoras da Deusa são influenciadas por Mary Daly ou veneram Lilith. Porém a  contracultura feminista, por ser uma contracultura, tende geralmente incluir uma  dose extra de rebeldia "demoníaca" além do que é encontrado na Wicca clássica  (ex. Títulos de revistas como "Sinister Wisdom"). &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;Todos esses paralelos com o Satanismo refletem o tema central  essencialmente satânico de algumas formas de religiões feministas da Deusa:  auto-liberação de uma ordem "espiritual" imposta pela sociedade - ainda que a  religião da Deusa seja completamente não satânica pelos critérios da maioria dos  satanistas modernos. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As primeiras escritoras feministas sobre religião tiveram uma  atitude muito amigável a respeito de Satanismo do que é comum nos dias de hoje.  Até onde eu sei, a primeira escritora feminista que escreveu sobre Bruxaria e  religião da Deusa foi a líder do sufrágio feminino Matilda Joslyn Gage. Seu  livro "Woman, Church, e State" contém uma descrição entusiástica de uma Missa  Negra medieval camponesa, baseada nos relatos de Michelet.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; Eu tenho esperança de que os Wiccans e adoradoras da Deusa de  hoje irão parar de temer reconhecer que, assim como o cristianismo pegou muito  da misteriosa religião grega ainda que seja uma religião muito diferente dos  mistérios gregos, a Wicca e a religião da Deusa retirou muita inspiração do  Satanismo, sendo entretanto religiões muito diferentes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A honestidade de Kelly é  animadora. Se os satanistas de hoje são algumas vezes rudes com wiccans, bem,  como você reagiria com um grupo de indivíduos que saíram de seu caminho para  renegar suas próprias raízes, para assim repudiar você? &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que é especialmente irritante é o modo que muitos wiccans  declaram a palavra "Bruxaria/Witchcraft" como sendo um nome para sua própria  religião,  definindo não somente a "Wicca" mas também a "Bruxaria/Witchcraft"  como uma religião distinta do Satanismo! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Me perdoem, mas "Bruxaria/Witchcraft" não é uma religião. Há  bruxas por todo mundo, em diferentes culturas. Elas todas não pertencem a uma  religião única. Uma bruxa pode ser de qualquer religião. Uma de minhas bisavós  era uma "bruxa de água" que dizia onde cavar poços. Ela era uma devota cristã.  Se uma cristã pode ser bruxa, então uma satanista também pode. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Havia tanto cristãs e satanistas chamando si mesmas de bruxas  muito antes de que os wiccans atualmente. (Veja os livros de Randolph e  Creighton, por exemplo). Assim eu realmente gostaria que os wiccans parassem de  usar a palavra "Bruxaria/Witchcraft" como nome para sua religião específica.  &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;Eu não desejo que os wiccans parem do usar a palavra  "Bruxaria/Witchcraft", eu apenas rejeito a idéia de que somente as wiccans (ou  pelo menos pagãs) são bruxas verdadeiras, e portanto satanistas não podem ser  bruxas. &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;Encorajo os Wiccans a chamarem sua religião de "Wicca",  uma palavra arcaica que eles mesmos ressuscitaram. Outro bom nome seria  "Bruxaria neo-Pagã", algo sugerindo que sua religião é um ramo da  Bruxaria/Witchcraft, e não a Bruxaria/Witchcraft como um todo. Deste modo, seria  correto dizer,"Bruxaria neo-Pagã não é Satanismo", considerando que é errado  dizer que "Bruxaria (em geral) não é Satanismo".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Também seria ótimo se os wiccans parassem de fazer  pronunciamentos inexatos sobre o que Satanismo é, assim como, "Satanismo é uma  forma de Cristianismo" ou "Para ser satanista, você precisa acreditar no Deus  cristão".&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-8378029588536263149?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/8378029588536263149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=8378029588536263149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8378029588536263149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8378029588536263149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/05/satanismo-e-histria-da-wicca.html' title='Satanismo e a História da Wicca'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-6813174213678186466</id><published>2007-05-13T10:35:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T13:18:57.899-08:00</updated><title type='text'>Tumba de Herodes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RkdPgDpo7rI/AAAAAAAAAPw/XUYLJ7EW2bs/s1600-h/herodium.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RkdPgDpo7rI/AAAAAAAAAPw/XUYLJ7EW2bs/s320/herodium.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064103718155775666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Herodium &lt;br /&gt;  (Foto: Reuters)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/Fonte%20:%20http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL33088-5603,00.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma antiga escadaria usada num cortejo fúnebre real levou um arqueólogo israelense a desvendar um mistério de 2.000 anos, a localização da tumba de Herodes, o Grande, considerado pelos romanos como "Rei dos Judeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ehud Netzer, pesquisador da Universidade Hebraica de Jerusalém, disse nesta terça-feira (8) ter encontrado o sarcófago do rei, que governou a Judéia entre cerca de 37 a.C. até sua morte, em 4 d.C. A peça havia sido danificada, provavelmente por judeus que se rebelaram contra Roma entre os anos 66 e 72.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista coletiva um dia depois do anúncio da descoberta pela universidade, Netzer disse que os restos do monarca devem ter desaparecido quando os rebeldes invadiram a tumba em Herodium, onde ficava o palácio-fortaleza de Herodes, perto de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herodes tem um lugar especial na história bíblica. Ele reconstruiu o templo judaico de Jerusalém, e o Evangelho de Mateus diz que ele ordenou o "Massacre dos Inocentes", a morte de bebês do sexo masculino em Belém, a cidade natal de Jesus, porque temia perder seu trono para um novo "rei dos judeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netzer passou cerca de 30 anos procurando a tumba em Herodium. Herodes, nascido por volta de 74 a.C., havia escolhido ser sepultado na fortaleza do deserto, que ele construiu por volta de 23 a.C. e que era usada como seu palácio de verão. O local, na atual Cisjordânia ocupada, foi encontrado graças à antiga escadaria que leva ao topo de uma colina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Fonte : &lt;a href="Fonte%20:%20http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL33088-5603,00.html"&gt;G1.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-6813174213678186466?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/6813174213678186466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=6813174213678186466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6813174213678186466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6813174213678186466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/05/tumba-de-herodes.html' title='Tumba de Herodes'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RkdPgDpo7rI/AAAAAAAAAPw/XUYLJ7EW2bs/s72-c/herodium.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-6580481212212090223</id><published>2007-05-06T14:22:00.000-07:00</published><updated>2007-05-06T14:25:46.880-07:00</updated><title type='text'>Um outro Jesus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os evangelhos apócrifos – textos que foram proibidos pela Igreja e que desapareceram por mais de um milênio – trazem um Jesus diferente daquele que conhecemos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Érica Montenegro&lt;br /&gt;Edição 207 / Superinteressante  - 12/2004 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;´´Quem não conheceu a si mesmo não conhece nada, mas quem se conheceu veio a conhecer simultaneamente a profundidade de todas as coisas.´´&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta frase acima é atribuída a Jesus Cristo. Mas não adianta ir procurá-la na Bíblia. Ela não está em nenhum lugar dos Evangelhos de Lucas, Marcos, Mateus ou João, os únicos relatos da vida de Jesus que a Igreja considera autênticos. A citação faz parte de um outro evangelho - o de Tomé. Também não perca seu tempo procurando por esse livro no Novo Testamento. Não há por lá nenhum evangelho com o nome do mais cético dos apóstolos, aquele que queria "ver para crer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o texto existe. E é um documento antigo - segundo alguns pesquisadores, tão antigo quanto os que estão na Bíblia. O Evangelho de Tomé, assim como outras dezenas - ou centenas - de textos semelhantes, foi escrito por alguns dos primeiros cristãos, entre os séculos 1 e 3 da nossa era. Ele foi cultuado por muito tempo. Até que, em 325, sob o comando do imperador romano Constantino, a Igreja se reuniu na cidade de Nicéia, na atual Turquia, e definiu que, entre os inúmeros relatos sobre a vinda de Cristo que existiam, só quatro eram "inspirados" pelo filho de Deus - os "evangelhos canônicos" ("evangelho" vem da palavra grega que significa "boa nova", usada para designar a notícia da chegada de Cristo, e "canônico" é aquele que entrou para o cânone, a lista dos textos escolhidos). Os outros eram "apócrifos" (de legitimidade duvidosa). Estes foram proibidos, seus seguidores passaram a ser considerados hereges e muitos foram excomungados, perseguidos, presos. A maioria dos apócrifos acabou destruída e os textos sumiram, alguns para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem todos. O Evangelho de Tomé, o de Filipe e o de Maria Madalena, por exemplo, escaparam por pouco da destruição - graças a um egípcio anônimo. Em algum momento do século 4, esse egípcio teve a boa idéia de esconder num jarro de barro cópias manuscritas na língua copta desses textos e de muitos outros ameaçados pela perseguição da Igreja. O jarro ficou 1.600 anos sob a areia do deserto. Acabou resgatado por um grupo de beduínos, em 1945, perto da cidade egípcia de Nag Hammadi. Só nos últimos anos os textos acabaram de ser traduzidos e chegaram ao conhecimento dos cristãos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, por acidente, alguns apócrifos sobreviveram ao tempo. E agora, 2 mil anos depois da morte de Cristo, eles estão fazendo um tremendo sucesso. Inspiram filmes milionários (como Matrix) e best sellers (como O Código Da Vinci). São adotados por seitas cristãs, geram religiões, dão origem a teorias conspiratórias e são cada vez mais lidos por fiéis do mundo, inclusive cristãos tradicionais, que não vêm contradição entre alguns desses textos e a religião que eles seguem. Só no Brasil há pelo menos 30 grupos cujas crenças são baseadas nos apócrifos. Como explicar essa súbita popularidade para textos que estiveram sumidos por mais de um milênio e meio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a principal razão seja o fato de que os textos revelam mais sobre Jesus. Os quatro evangelhos canônicos contam uma história fascinante, mas deixam muitas brechas. Os cristãos do mundo têm vontade de saber mais sobre esse homem, ainda que seja através de textos que a Igreja não considera legítimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vários dos apócrifos trazem passagens reveladoras para aqueles que tentam enxergar o homem por trás do Deus. "É um Jesus mais humano, em situações mais próximas da vida de homens e mulheres de hoje", diz o jornalista espanhol Juan Arias, do El País, autor de livros sobre a história do cristianismo. Arias, que cobriu o Vaticano por 14 anos, está terminando um livro em que resume as pesquisas históricas a respeito de Maria. Um dos temas que ele examina é a falta de referência em alguns apócrifos à virgindade da mãe de Jesus. "Que mulher se identifica com outra que foi mãe sem perder a virgindade?", pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, vários apócrifos trazem o retrato de um Jesus diferente do que conhecíamos. "As questões de gênero, as relações de poder e até mesmo a espiritualidade estão colocadas em termos mais ecumênicos e holísticos nos apócrifos", diz o frei franciscano Jacir de Freitas Farias, professor do Instituto São Tomás de Aquino, em Belo Horizonte. Frei Jacir promove retiros em que evangelhos apócrifos, meditação e ioga se misturam para proporcionar conforto espiritual aos participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja por exemplo aquela citação lá atrás, a que abre a reportagem. O que está escrito ali é que nada é mais importante que a sabedoria, e que o autoconhecimento é o caminho para a sabedoria. Essa idéia - que não é muito diferente daquilo que prega o budismo - está completamente ausente dos evangelhos de Mateus, Marcos, João e Lucas. Qualquer bom cristão sabe que o Novo Testamento oferece um caminho de só duas pistas para a salvação. Primeiro: é preciso ter fé (ela remove montanhas). Segundo: suas ações têm que ser boas (ame o próximo como a si mesmo). Em nenhum lugar há referência a outra rota para o Paraíso. Nem Lucas, nem Marcos, nem Mateus, nem João mencionam a salvação pelo autoconhecimento, ou pela sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o cristianismo tradicional ignorava a importância do autoconhecimento, a idéia não é nova para nós, ocidentais do século 21. Sigmund Freud, no século 19, trouxe para a ciência a idéia de que há algo para ser descoberto dentro de nós mesmos - no caso, o subconsciente - e que esse algo pode nos trazer conforto e felicidade. Talvez esteja aí - na herança freudiana - uma das explicações para o sucesso dos apócrifos nos tempos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outras. O Evangelho de Tomé e outros apócrifos falam ao coração de um contingente que não pára de crescer nos tempos atuais: os ávidos por espiritualidade, mas desconfiados da religião (é bom lembrar que a maior parte dos católicos brasileiros se diz "não praticante"). "O reino está dentro de vós e também em vosso exterior. Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, sereis conhecidos e compreendereis que sois os filhos do Pai Vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis a pobreza", diz o texto de Tomé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos apócrifos pregam também códigos de conduta menos rígidos que os do cristianismo tradicional. Numa passagem do Evangelho de Maria Madalena, Cristo diz que "eu não deixei nenhuma ordem senão o que eu lhe ordenei, e eu não lhe dei nenhuma lei, como fez o legislador, para que não seja limitada por ela". Esse trecho parece contrariar a própria autoridade da Igreja. Em Tomé, também aparece um Jesus menos dado a imposições, que diz "não façais aquilo que detestais, pois todas as coisas são desveladas aos olhos do Céu". Bem diferente das aulas de catecismo, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra novidade é que vários apócrifos valorizam o papel da mulher. Os evangelhos de Filipe e de Maria Madalena afirmam que Madalena recebia revelações privilegiadas do Salvador. "O Senhor amava Maria mais do que todos os discípulos e a beijou na boca repetidas vezes", afirma o de Filipe. Para Karen King, historiadora eclesiástica da Universidade Harvard, Madalena estava tão autorizada a pregar a palavra de Jesus quanto os 12 apóstolos. "Os textos mostram que Maria Madalena entendeu os ensinamentos de Jesus melhor do que ninguém", afirmou, em entrevista à revista National Geographic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que muitos apócrifos deixam em segundo plano uma velha conhecida dos cristãos: a culpa. Você conhece a história dos livros canônicos: eu e você somos pecadores, e Cristo morreu na cruz para nos salvar. Nós pecamos, ele morreu - durma-se com isso na consciência. Já os evangelhos de Tomé, Filipe e Maria Madalena não contêm uma só linha sobre o julgamento e a condenação de Jesus. Ou seja, a Paixão de Cristo, que hoje consideramos central para a fé cristã, não tinha a menor importância para os seguidores desses textos. Nada de culpa, portanto. Ele traz apenas charadas que convocam seus leitores a reflexões espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir: os apócrifos revelam um Jesus mais democrático e menos sexista, mais tolerante e menos autoritário - características que combinam com nossos dias. Eles eliminam a culpa e abrem caminho para uma fé pessoal, algo que faz sucesso nestes tempos individualistas. Sem falar que estão cercados de uma charmosa aura de mistério. "Esta é uma sociedade que desconfia de qualquer instituição, então dizer que eles foram condenados pela Igreja vira um chamariz e tanto", diz o teólogo Pedro Vasconcellos, da PUC de São Paulo. Deu para entender por que eles estão tão na moda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, que textos são esses? Dá para dizer que eles são vestígios de cristianismos perdidos. Sim, é isso mesmo: o cristianismo, no começo, não era um só, eram vários. "Nos séculos 2 e 3, havia cristãos que acreditavam em um Deus. Outros insistiam que Ele era dois. Alguns diziam que havia 30. Outros, 365", escreve Bart Ehrman, professor de Estudos Religiosos na Universidade da Carolina do Norte, no livro Lost Christianities ("Cristianismos Perdidos", sem versão em português).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros cristãos viviam em comunidades clandestinas, que se reuniam às escondidas nas periferias das cidades e que tinham pouco contato umas com as outras. Essas comunidades eram lideradas muitas vezes por pessoas que conheceram Cristo ou pelos próprios apóstolos. Como Cristo não deixou nada escrito, coube a essas primeiras lideranças do cristianismo construir a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como saber se o Evangelho de Mateus foi escrito pelo próprio Mateus. "Naquele tempo, como ainda hoje, não faltava quem se candidatasse a pregar em nome de um personagem tão importante", afirma o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Mas é bastante provável que o texto tenha sido construído a partir dos ensinamentos do apóstolo recolhidos por seus seguidores. Da mesma forma, os evangelhos de João, Pedro, Maria Madalena, Tomé e Filipe devem ter sido os textos que guiavam as práticas dos grupos que se reuniram em torno dessas figuras importantes da religião nascente (ou que buscaram inspiração nelas). "Os evangelhos apócrifos, da mesma forma que os canônicos, não devem ser encarados como reproduções exatas das palavras de Jesus Cristo, mas como interpretações da mensagem dele feitas pelas primeiras comunidades cristãs", diz o teólogo Vasconcellos. É claro que essas interpretações nem sempre concordavam umas com as outras. E, portanto, é claro que, naquela aurora do cristianismo, produziram-se diversos textos - muitas vezes contraditórios entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os primeiros grupos cristãos havia, por exemplo, os ebionitas, uma das seitas mais antigas. Eles se consideravam judeus e achavam que Jesus era o Salvador apenas do povo hebreu. Os ebionitas mantinham os rituais judaicos, rezavam voltados para Jerusalém e acreditavam que Cristo tinha sido especial não por ser filho de Deus, mas por ter seguido à perfeição a lei judaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro extremo, estavam os marcionitas, para quem havia dois deuses. O primeiro deles seria um deus mau - o deus dos judeus, responsável por tudo de ruim no planeta. Jesus seria o segundo, um deus bom, que teria surgido para nos liberar da divindade maligna. Esse cristianismo, que hoje soa bizarro, foi popular no começo do século 2, antes de ser condenado como heresia em 139. Uma das razões para o sucesso é que a tese de dois deuses exclui a culpa cristã. Se um deus mau criou o mundo, é ele o responsável pelos sofrimentos sobre a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gnósticos tinham crenças aparentadas às dos marcionistas. Também para eles o mundo foi criado por uma divindade imperfeita e não havia por que nos sentirmos culpados pelos males que existem. A diferença é que os gnósticos acreditavam que o Deus bom influiu na criação. Ele dotou cada um dos seres humanos de uma centelha divina - que nos dava a capacidade de despertar dessa imperfeição e conhecer a verdade. Se conseguirmos acumular conhecimento (gnosis, em grego), nos libertaremos desse mundo mau e estaremos salvos. Cristo, para os gnósticos, seria um enviado desse Deus verdadeiro, cujo objetivo seria nos ensinar a despertar. A escrita e a leitura cumpririam um papel importante nesse processo, e por isso eles deixaram muitos textos (boa parte dos apócrifos são gnósticos). Nota-se uma forte influência da filosofia grega nesse cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma boa pitada de gnosticismo naquela frase do Evangelho de Tomé que abre esta reportagem. Mas os tomasinos (seguidores de Tomé) eram uma seita à parte. Eles também acreditavam na salvação pelo conhecimento, mas iam além: pregavam que a busca é completamente individual. Os tomasinos rejeitavam a hierarquia - e, portanto, a Igreja. A salvação está dentro de cada um de nós e podemos atingi-la sem a ajuda de um padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia, claro, os seguidores de Paulo e os de Pedro, fortes especialmente em Roma, bem no centro do império. Esse grupo, no início, não era maior nem mais representativo que os outros. A proximidade com a burocracia estatal que administrava o Império Romano certamente exerceu influência sobre ele - não é à toa que o cristianismo romano era o mais organizado e hierarquizado de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma dessas comunidades cristãs seguia um certo conjunto de textos - e rejeitava outros. Mas a maioria considerava legítimos os evangelhos de Marcos, Matias, Lucas e João, que provavelmente são os mais antigos e menos controversos. Em 312, o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo. E foi o cristianismo de Roma que ele escolheu. Constantino administrava um império que era quase "universal", e queria também uma "Igreja universal". Quando, 13 anos depois, sob as ordens do imperador, a Igreja se reuniu para decidir o que era o cristianismo, os bispos de Roma, mais organizados e com o apoio decisivo do imperador, sobressaíram nas discussões. "O credo de Nicéia acabaria por se tornar a doutrina oficial que todos os cristãos deveriam aceitar para participar da Santa Igreja, a Igreja Católica", escreve o teóloga Elaine Pagels, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, no livro Além de Toda Crença: O Evangelho Desconhecido de Tomé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos que não davam importância à crucificação de Cristo acabaram proibidos. Afinal, a Igreja romana, que cresceu em meio a violentas perseguições, valorizava muito o martírio - associado ao martírio de Cristo. Os evangelhos dos tomesinos, que pregavam a busca individual pela salvação, também caíram fora. A hierarquizada Igreja de Roma obviamente não simpatizava com essas idéias libertárias. Entre os textos que foram proibidos, vários faziam parte das bibliotecas gnósticas. Para Eusébio de Cesária, que no século 4 escreveu o primeiro livro sobre a história do cristianismo, o gnosticismo estava sendo introduzido pelo demônio, "que odeia o que é Deus, que é inimigo da verdade, hostil à salvação do mundo, voltando todas suas forças contra a Igreja". Acredita-se que os manuscritos de Nag Hammadi sejam tesouros salvos da biblioteca gnóstica do Mosteiro de São Pacômio, que ficava lá perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe ao certo quantos evangelhos foram suprimidos. O que se sabe é que só quatro livros foram considerados "corretos". Apenas neles "o ensinamento das linhas de Deus é proclamado. Não acrescentem nada a eles, não deixem nada se afastar deles", segundo um decreto de um bispo de Alexandria. Daí para a frente, haveria quatro evangelhos. E, pela primeira vez, um só cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos então à pregação gnóstica, expressa em vários dos evangelhos apócrifos. O mundo é mau por natureza, mas cada um de nós traz dentro de si uma centelha e, se atingirmos o conhecimento, iremos despertar. Jesus veio à Terra para nos ensinar o caminho. Agora substitua nessa história o nome de Jesus pelo de Neo. E temos um dos maiores sucessos pop dos últimos anos, a trilogia Matrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matrix fez tanto sucesso porque toca num tema com o qual é difícil não se identificar: a sensação de não pertencer a esse mundo, de se sentir estranho nele, e de que ele é banal demais para nossas altas aspirações espirituais. É claro que seria um absurdo dizer que o sujeito que saiu do cinema empolgado com a saga dos irmãos Wachowski tenha sido tocado pelo mesmo tipo de revelação que os cristãos envolvidos pelas pregações gnósticas no século 2 ou 3. Mas talvez não seja por coincidência que o roteiro, inspirado por textos gnósticos, tenha soado tão transcendental .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evangelhos apócrifos, assim como os canônicos, foram escritos por pessoas inquietas, numa época conturbada e difícil, em que as antigas respostas já não davam conta de acalmar os espíritos. É claro que os tempos, hoje, são muito diferentes. Mas, de novo, boa parte da humanidade está inquieta e insatisfeita com as respostas que existem. Tem muita gente em busca de alguma coisa que torne nossa existência mais transcendente, mais valiosa. E esses textos escritos por outros homens, numa busca parecida, podem nos dar uma dica de onde começar a procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;____________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    Para saber mais :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lost Christianities: The Battles for Scripture and the Faiths We Never Knew, Bart D. Ehrman, Oxford University Press, EUA, 2003&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Além de Toda Crença: O Evangelho Desconhecido de Tomé, Elaine Pagels, Objetiva, Rio de Janeiro, 2003&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apócrifos da Bíblia e Pseudo-Epígrafos, Cristão Novo Século, São Paulo, 2004&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Origens Apócrifas do Cristianismo, Jacir de Freitas Faria, Paulinas, São Paulo, 2003 &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jesus, Esse Grande Desconhecido, Juan Arias, Objetiva, Rio de Janeiro, 2002&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;____________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-6580481212212090223?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/6580481212212090223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=6580481212212090223' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6580481212212090223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6580481212212090223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/05/um-outro-jesus.html' title='Um outro Jesus'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-2338330706810692289</id><published>2007-04-29T13:39:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T13:56:24.676-07:00</updated><title type='text'>"benza você mesmo"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Igreja italiana distribui kit "benza você mesmo"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte : http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI1573406-EI1141,00.html  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diante da terrível escassez de padres, uma paróquia do norte da Itália está oferecendo aos fiéis um kit "faça você mesmo" para que eles possam benzer sua casa, uma tradição ainda muito arraigada na sociedade italiana, informa o jornal La Stampa nesta quarta-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O pacote idealizado pela paróquia de Saluzzo, perto de Gênova, contém a imagem da Sagrada Família, o texto de uma oração e uma garrafinha plástica com água benta. "Invocar a bênção do Senhor também pode torná-los chefes de família", explicou o padre Michelangelo Priotto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já é muito bom que a família se reúna para um momento de meditação. O pai deve ler a oração e, em seguida, fazer o sinal da cruz com a água benta em cada cômodo da casa&lt;/span&gt;", acrescentou o pároco, que preparou cerca de 3,5 mil kits por causa de falta de padres na região.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-2338330706810692289?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/2338330706810692289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=2338330706810692289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2338330706810692289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2338330706810692289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/04/benza-voc-mesmo.html' title='&quot;benza você mesmo&quot;'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-7578022809876643592</id><published>2007-04-15T17:35:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T13:18:58.102-08:00</updated><title type='text'>Averróis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RiLNl0IAAwI/AAAAAAAAAMY/lhH_bfpI7IQ/s1600-h/Averroes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RiLNl0IAAwI/AAAAAAAAAMY/lhH_bfpI7IQ/s320/Averroes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053827781394170626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;Averróis &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;1126/1198&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginem uma pessoa que desde tenra infância viva isolado de qualquer contato humano em uma ilha perdida no oceano.Como curiosa caractéristica este  nosso  Robson Crusoé carrega a  peculiaridade  de não possuir  nenhum dos cinco sentidos, o que faz  a sua existência  ser toda passada em universo de completa privação sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário de fantasia  que criamos este  nosso personagem tão estranho passa uma vida inteira só tendo como companhia  os  seus próprios pensamento e nada mais, nunca tendo a mais remota idéia  do mundo ao seu redor ou mesmo do que existe bem além daquela ilhota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que é um cenário absolutamente impossível de algum dia virar realidade , porém, por ele o grande jurista e erudito arábe Ibn Rushd de Córdoba    ( conhecido no Ocidente como Averróis ) elabora  a seguinte questão para ser pensada :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os valores morais que este sujeito porventura elabore  nesta estado de completo de isolamentoa a partir de especulações intelectuais feitas bem lá no fundo da sua alma serão diferentes daqueles estabelecidos a partir do convivio social? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja que estamos falando a respeito de uma pessoa que fez tal especulação vivendo lá por volta do século XII d.C  e não bem alguém contemporâneo a nossa época !! Tanto mais espetacular é a conclusão que Averróis elabora que é a seguinte :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele considera que uma pessoa mesmo que isolada completamente e até em extremo privada sensorialmente de qualquer influência externa será capaz de elaborar um código  moral que de vários modos serão representativos de valores compartilhados por toda a Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se apressem concluir que Averróis esteja fazendo alusão de algum elo telepático sobrenatural entre seres humanos, pelo contrário alega que o responsável pela possibilidade de existir um sistema de valores desenvolvido de forma coincidente decorre do fato do uso da Razão e Lógica por todos nós o que resulta na criação de valores que se não são universais são tendentes a universalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ignorância, a superstição e o vício segundo Averróis é que afastaria alguns humanos da luz  reta  da virtude do pensamento racional,  criando  como efeito  o surgimento de sistemas de valores distorcidos e permissivos que criam ao final leis injustas , governos corruptos e sociedades decadentes. Sem querer Averróis, por isso, foi um arauto da globalização e mesmo um ´´renascentista´´ bem antes disto ser uma realidade Histórica para o planeta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-7578022809876643592?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/7578022809876643592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=7578022809876643592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7578022809876643592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7578022809876643592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/04/averris.html' title='Averróis'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/RiLNl0IAAwI/AAAAAAAAAMY/lhH_bfpI7IQ/s72-c/Averroes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-4681559107683531166</id><published>2007-04-08T10:06:00.000-07:00</published><updated>2007-04-08T13:01:25.898-07:00</updated><title type='text'>Neopaganismo: perspectivas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na etimologia ´´pagão´´ vem do latim ´´paganus´´ que quer dizer camponês, um significado como se pode ver bem diferente do atual dicionarizado onde é dado ênfase a designar pessoa não-cristã, dada a práticas heréticas à luz da doutrina cristã, acima de tudo supersticiosa e politeísta no culto por definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o sentido hoje concedido a palavra ´´pagão´´ abre pistas sobre como esta associação de sentido foi feita, pois as últimos núcleos de resistência cultural ao avanço do cristianismo como religião veio justamente surgir de pessoas que moravam em regiões distantes das então grandes cidades, ou seja, o chamado ´´homem rude do campo´´. Em outros termos era o paganus / camponês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o neopaganismo parte de outro paradigma que é também de resistência cultural na essência só que em um sentido mais amplo em que o ´´homem culto da cidade´´ sai em busca de suas raízes ancestrais ou até mesmo de reviver um passado anterior ao surgimento da civilização judaico-cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adite-se que é um grande engano definir um neopagão como intrinsecamente ´´anti-cristão´´, apenas sim deseja, seja mesmo como cristão, judeu, mulçumano ou o que for, ir nas origens de tais movimentos religiosos quando nem tinham papel de relevo institucionalmente. Por conta disto não é de todo absurdo ver um neopagão buscar praticar, por exemplo, os ensinamentos de Jesus ao tempo dos Apóstolos e das primeiras pregações quando o movimento religioso nem ainda era designado como ´´cristão´´historicamente .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante há também os neopagãos que cultivam a meta de resgatar religiões ancestrais já até desaparecidas na poeira dos eventos  e fazendo isto terminam desenvolvendo um processo místico-transcendental todo particular e peculiar onde até ritos sacros alternativos as crenças dominantes são determinados sob inspiração desta busca. Eis em pouca palavras os Wiccans e os Recontrucionistas Pagãos de várias matizes .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, existem os que no movimento neopagão ficam restritos não bem em elaborar temas ´´mágicos´´ e no lugar tanto procuram pesquisar sociedades ante-cristãs na intenção de construir elementos de argumento para formular reflexões a respeito dos valores e hábitos do Mundo Contemporaneo  quanto há uma intensa dedicação em estudar sobre como era a vida humana em uma época mais primitiva em que as convenções sociais eram totalmente distintas dos dias de hoje. Aqui se situam grupos como os de celtistas, germanistas e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma o fundamental é compreender que o neopaganismo possui duas vertentes absolutamente diferentes, uma de natureza mais ´´esotérica´´ e outra de essência laica,  que via de regra entram em rota de colisão gerando debates bem acalorados entre neopagãos. No meio deste ´´imbrolio´´surgem os que fazem exploração política dando fomento a ideologias radicais de inspiração neopagã que no fundo são voltadas  a cultivar fanaticamente o passado pré-judaico-cristão como uma ´´Idade de Ouro ´´ perdida enquanto rechaçam os usos e costumes, instituições e mesmo movimentos religiosos em voga no Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-4681559107683531166?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/4681559107683531166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/4681559107683531166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/03/perspectivas-acerca-do-neopaganismo.html' title='Neopaganismo: perspectivas'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-5533003396091929725</id><published>2007-04-01T10:01:00.000-07:00</published><updated>2007-04-01T10:49:23.964-07:00</updated><title type='text'>Neopaganismo : Passado e  Futuro</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Da  Inglaterra  Vitoriana  para o mundo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento neopaganista surgiu a reboque da onda de reminiscência ocultista que emergiu no meio intelectual europeu no século XIX como uma espécie de reação a forte adesão aos valores seculares e ao moralismo pequeno-burguês que tinham como foco o Império Britânico donde se propagava pelo mundo na esteira do crescimento do poderio inglês e desenvolvimento do Capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em grande parte pelo fato de ser centrado em debates proferidos por uma alta-intelectualidade acabou o neopaganismo em seus primórdios tendo pouco apelo junto a população em geral apesar de ser justamente nas camadas mais populares onde subsistia como prática supersticiosa e devoção inculta aquilo que era objeto de estudos aprofundados por estes "arqueólogos do esotérico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado também um inerente senso de elitismo evoluiu francamente entre os percursores do movimento neopaganista na medida em que os temas tratados eram encarados como de conhecimento restrito de "iniciados", o que implica no mesmo em afirmar que havia uma presunção de que os portadores desta hipotética "Verdade Oculta" estavam em um nível de desenvolvimento psiquico, moral e até espiritual mais elevado do que o resto da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande mal surgiu quando este enfoque elitista saiu do campo das idéias debatido no meio exclusivamente restrito das sociedades iniciáticas para servir de fonte de inspiração por onde foram organizados grupos com pretensões políticas e sanha de poder no meio social  , fazendo surgir um projeto de poder a ser cultivado ao lado da busca pela revelação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mudanças de rumos    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emblático exemplo  desta mudança de rumos nada sutil do movimento neopaganista surgiu no  caso da  ´´Sociedade Thule´´  criada por Dietrich Eckart  (1868 /1923 ) que mesclou  na raiz elementos pangermanistas do movimento völkisch a partir de um enfoque de resgate cultural de tradições pagãs germanicas com ´pitadas ´de ensinamentos  esotéricos  de cunho  teosófico , maçon e rosa-cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então centrados nas atividades digamos típicas de qualquer sociedade secreta de cunho iniciático os Thule posteriormente ´ evoluem´ para engendrar a criação de um partido político na Alemanha que era nada menos que o &lt;i&gt;´´Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei&lt;/i&gt; ´´( &lt;i&gt;Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães ) &lt;/i&gt;que mais abreviadamente ficou conhecido historicamente pela sigla &lt;span style="font-style: italic;"&gt;NSDAP&lt;/span&gt; ou  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nazi .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que é forçoso constatar que o movimento neopaganista tem sua porção de responsabilidade pela criação do nazismo, um movimento político onde  elementos de conhecimento místico foram associados a uma ideologia francamente deplorável e pretensões políticas suínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, é um desalento ver o quanto muita coisa que foi iniciada no amâgo do movimento neopagão, seja como busca pelo auto-conhecimento ou em extremo resgate de um legado ancestral ante-cristão, terminou em muitos casos gerando a procura de meios e modos da defesa de interesses pessoais rasteiros por fama, fortuna e poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O futuro   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma o neopanismo no inicio do Século XX, principalmente décadas de 1920 e 1930, o movimento neopaganista acabou assumindo uma feição mais política em seu pior sentido, transformando muitos grupos iniciáticos em antros de tráfico de influência e favorecimento indevido entre os participantes, dando aos Mestres de cada organização mais a feição de líderes mafiosos do que guias espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado deste estado de coisas quando veio a Guerra Fria o movimento neopanista acabou cedendo a lógica reinante de levantar frente contra o comunismo e fazer apologia do passado pré-capitalista da civilização como uma Era de Ouro perdida quando na verdade ficavam cada vez mais reacionários e conservadores no discurso e nas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o movimento hippie, lá para década de 1960, toda uma efervescência de interesses foram despertados no sentido de dar um passo adiante daquilo realizado no ja distante Século XIX por intelectuais vitorianos e outros, porém, por exageros cometidos por conta de uma visão equivocada ao papel do uso de drogas alucinogeneas no processo de auto-conhecimento e a conduta desregrada que levavam muitos pagaram com a vida mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo uma retração no neopaganismo surge na década de 80 com inicio do flagelo da AIDS e já tendo as drogas mostrando toda sua feição maléfica ceifando vidas de muitos daquele considerados como gurus da contra-cultura lá nas décadas 1960/1970, bem com também a promoção de uma visão materialista e individualista pregada pelos jovens novos-ricos daquele tempo e a ascensão de movimentos políticos e religiosos de cunho ultra-conservador pelo mundo afora criaram um terreno hostil ao idéario neopagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada da década de 1990 com a derrocada da URSS houve finalmente a superação da antiga polaridade entre capitalismo e socialismo, entregando a muitos para um vazio ideológico não coberto de maneira satisfatória com as religiões dominantes e tampouco figurando suficiente apenas procurar a fortuna pessoal como apregoavam os Yuppies na década de 1980. Como resultado legiões de pessoas pelo mundo todo sairam em busca de alternativas as suas crises existenciais, surgindo o neopanismo como uma opção válida para muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros ao mesmo tempo voltaram com todo vigor para reviver crenças e valores mais tradicionais dos quais fazem forte apologia enquanto dão combate sem trégua ao que desafia a ortodoxia dominante , ao ponto de constituirem um movimento que vá na contra-mão do neopaganismo e a quem podemos chamar até como sendo "neoconservadores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora com o século XXI eis o quadro de uma batalha sem fronteiras e limites entre duas visões de mundo totalmente diferentes e colidentes entre si que de toda maneira olham para o passado para refletir acerca do futuro da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-5533003396091929725?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/5533003396091929725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=5533003396091929725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/5533003396091929725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/5533003396091929725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/04/neopaganismo-antecedentes-e.html' title='Neopaganismo : Passado e  Futuro'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-5060920617281604233</id><published>2007-03-18T08:51:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T13:18:58.295-08:00</updated><title type='text'>A tumba de Jesus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/ReHASZI2x0I/AAAAAAAAAH4/SAnLlcN7oOU/s1600-h/tumba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/ReHASZI2x0I/AAAAAAAAAH4/SAnLlcN7oOU/s320/tumba.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035517280595134274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt; A tumba com  dois mil  anos de antiguidade, foi descoberta em 1980 no bairro de Talpiyot .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sarcófagos de Jerusalém podem ser da tumba de Jesus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte : &lt;a href="http://www2.blogger.com/Fonte%20:%20http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2007/02/23/Especial/Sarcofagos_de_Jerusalem_podem_ser.shtml"&gt;Jornal da Mídea &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois sarcófagos descobertos em 1980 no norte de Jerusalém foram enviados pelo Departamento para as Antiguidades israelense nos Estados Unidos, onde na segunda-feira próxima serão expostos ao público para a apresentação do documentário televisivo "A tumba de Jesus", antecipou hoje o jornal Yediot Ahronot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário foi realizado por James Cameron, mesmo diretor de "Titanic", e Simcha Jacobovici, durante as investigações de três anos que envolveram especialistas de diversas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores afirmam ter localizado a gruta da sepultura de Jesus e familiares nas proximidades de Jerusalém. Jacobovici afirma ter tido acesso em 2005 à cripta em questão, localizada hoje embaixo de um condomínio israelense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do caso se encontra um sarcófago com a legenda "Santiago filho de José, irmão de Jesus" ("Yaakov Bar Yosef Ahi Yeshu", em hebraico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente à expectativa internacional, a peça foi estudada por especialistas israelenses, que chegaram à conclusão, em 2003, de que o sarcófago parecia efetivamente datar do primeiro século d.C, enquanto a inscrição parecia duvidosa, pelo conteúdo, a caligrafia e o revestimento que o cobria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal Yediot Ahronot escreveu que os autores do documentário estão convencidos de poder provar de maneira definitiva que a "tumba de Jesus" foi localizada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-5060920617281604233?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/5060920617281604233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=5060920617281604233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/5060920617281604233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/5060920617281604233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/02/tumba-de-jesus.html' title='A tumba de Jesus'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aszwjzPg4uI/ReHASZI2x0I/AAAAAAAAAH4/SAnLlcN7oOU/s72-c/tumba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-2543821246432407375</id><published>2007-03-11T15:59:00.000-07:00</published><updated>2007-03-11T17:28:58.507-07:00</updated><title type='text'>Poligamia no Islã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O Islã permite que  o marido possua até quatro esposas  ( Sura 4, 3 ) desde que haja consentimento  da cônjuge a este respeito de contrair novas núpcias na constância do casamento,  onde figura como essencial respeitar o direito de ´´autoridade´´ da mulher do  primeira união sobre as demais  e  haver um trato igualitário do marido sobre  todas as esposas bem com também prova manifesta do homem prover  satisfatoriamente em termos materiais toda a família .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque a poligamia no Islã está contextualizada  no reconhecimento do direito a dissolução do casamento pelo divórcio, além de  esponsais e herança, tudo no sentido a conceder acima de tudo amparo financeiro  a mulher e a sua prole, o que de outra forma representa dizer que o marido não cumpridor de seus deveres tinha muito a perder face a esposa insatisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sob uma perspectiva historicista vemos que  esta definição surgida à luz da doutrina religiosa do islamismo  é explicado  pela quantidade de homens que morriam nas guerras e as famílias deixadas sem  qualquer apoio financeiro em decorrência disto já que as mulheres não podiam  sustentar-se por conta própria exercendo um ofício ou comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as  viúvas restava como alternativa derradeira buscarem ajuda voltando para o lar  paterno ou qualquer outro parente  mais próximo disposto a estender a mão em  caridade, observando que se ainda por cima o falecido deixou filhos a situação  ficava pior para a mulher contrair segunda núpcias ( se fosse idosa, então,   impossível esperar que casasse )  o que fazia muitas abandonarem sua prole a  própria sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, diante de uma legião de viúvas e órfãos que  gracejava fortemente nos tempos pré-islâmicos que gerava um considerável estado  de caos social a permissão da poligamia, seja por obra da Vontade de Deus ou de  uma determinação saída da cabeça de  Mohamed ( ele mesmo um órfão  e criado pelo  tio ) , surgia como uma forma de dar um freio a esta situação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Além disto, os  seguidores do Profeta Mohamed concentraram esforços em direção de construir uma  sociedade onde os papéis de cada sexo são bem definidos de modo que ao mesmo  tempo homem e mulher tanto tem seus deveres próprios quanto os mesmos são  colocados de forma complementar e harmoniosa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nesta perspectiva posso  ousar dizer que homem e mulher pelo Islã não são ´´iguais´´ e nem pretendem o  ser, porém, respeitadas estas diferenças entre os sexos cada qual em suas  atribuições aprende a valorizar o outro como ser humano ( encarada esta condição  acima de tudo como o de criaturas criadas a imagem e semelhança de Alah )  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Aos olhos do  Ocidente que busca a construção de uma sociedade digamos ´´unisex´´ esta idéia  pregada pelo Islã de diferenciação social nos papéis segundo o sexo  soa como  uma aberração sem-sentido , ignorando totalmente que é uma realidade  que se mostrou mais ´´civilizada´´ do que aquela havida em tempos pré-islâmicos  entre povos do Oriente Médio. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Assim, se no  Ocidente com o rompimento da religião houve assentamento das bases de direitos  as mulheres no Oriente Médio o processo se deu de maneira inversa com o  Islamismo que agiu como força motriz de uma série de avanços sociais em  comparação a situação que então vigorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resta dúvida que persistem  problemas quantos aos direitos da mulher entre países árabes , só que é mais  provável que isto tenha mais haver com um legado cultural pré-islâmico do que  algo derivado do Islamismo.  Observando que é cada vez mais reduzido o número de  famílias islâmicas que sejam constituída de um homem e quatro mulheres, já que  dificilmente hoje em dia as muçulmanas aceitam que o marido tenha  mais de uma  esposa ou mesmo um homem tem condições financeiras de arcar com tal  ´´empreitada´´.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-2543821246432407375?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/2543821246432407375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=2543821246432407375' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2543821246432407375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/2543821246432407375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/03/poligamia-no-isl.html' title='Poligamia no Islã'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-6134233110690394827</id><published>2007-03-04T13:44:00.000-08:00</published><updated>2007-03-04T14:12:01.166-08:00</updated><title type='text'>O Cristo Histórico</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;strong&gt;CRISTO HISTÓRICO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Paulo Dias  / &lt;a href="http://groups.yahoo.com/group/JesusHistorico/"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Grupo  Debatendo o Jesus Histórico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;"E lhe porás o nome de  Jesus"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Existem poucos dados históricos confiáveis sobre a  existência de Jesus, de poucas referências fora dos evangelhos. Apesar disso  podemos (segundo Renan)dividir em seis as fontes a nosso dispor: os evangelhos,  os apócrifos, os historiadores, os pais da Igreja, o Talmude, a Michiná [Misnah;  Mixená].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 100 e 120 d.C. o historiador romano Tácito escreveu nos  seus Anais,referindo-se aos cristãos --- nome que, segundo ele provinha de "Um  certo Cristo, crucificado no reinado de Tibério, enquanto Pôncio Pilatos era  procurador na Judéia" --- passagem hoje em dia considerada  autêntica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Suetônio,Serapião e Plínio, moralistas romanos, também se  referem a "Um certo Cristo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Anda por aí uma "Carta de Públio  Lêntulus" de duvidosa existência histórica,provável senador romano da época.  Neste documento que teria sido achado no arquivo do duque de Cesarini (séc.  XVII) este senador que se intitula "Presidente da Judéia" --- espécie de  superintendente administrativo,descreve um homem reservado e sério, que nunca  sorria e que "Pela sua majestade" comovia os circunstantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome Jesus,  abreviado para Iosuá, aparece num ossuário do século II;era um nome comum,  equivalente de "Josué". O nome jurídico de Jesus teria sido,provavelmente,  "Iahosvah, de Nazirith, filho de Iussef".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMBIENTE GEOGRÁFICO E  SOCIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Subindo ao monte, os ensinava"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;3. A Palestina se  divide em regiões, sendo as principais, Galiléia ao norte (um vale úmido e  fértil ao redor do lago de Quineret ou Genesaré, com terras altas mais ao sul),  Samaria no centro (região de colinas), Judéia ao sul (escarpas e desertos); a  Judéia é bem árida, um planalto de altitudes elevadas. O relevo é bem  acidentado, com depressões abaixo do nível do mar, logo ao lado de montanhas  alcantiladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreende também: o Negueve (antiga Iduméia) mais ao sul  da Judéia,no limite do Sinai; a Cisjordânia, a região de Gaza, o vale do  Jordão.O vale do Jordão situa-se abaixo do nível do mar (Quineret, -200 m); o  mar Morto, ponto mais baixo, a -400 m; o Hebron, ao sul de Jerusalém, ponto mais  alto, a +1.000 m. Jerusalém fica a +800 m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extensão média é pequena. O  país mede talvez de 200 km X 100 km.Talvez um pouco mais ou menos como o  Estado do Rio e com a mesma conformação geral: de um lado o mar; ao norte,  baixadas e serras; montanhas altas na região central; do outro lado delas um  vale fluvial e, depois, além-vale, novas montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo um país do  Oriente médio, o deserto ronda por toda parte. De norte a sul o país é  cortado por extensão de altas montanhas ou pouco mais baixas,não muito altas  entretanto. O mar fica de oeste; o vale, de leste. Para nordeste e para o sul e  além do vale, para todo lado, desertos e mais desertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo de região  temperada (sub-tropical), o clima não é tão rigoroso.Estações indefinidas,  inverno chuvoso, por vezes cai neve nas regiões mais altas,Jerusalém, por  exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. No primeiro século era habitada por várias comunidades.  Região de passagem,vários povos ali estavam, judeu no planalto, galileu no  "Jardim" (heb.galil),idumeu no sul, palestino na faixa de Gaza, fenício ao  norte, e sírio - leste,mais para o interior e aquele, no litoral; samaritano na  região central, árabe na Transjordânia (Peréia), beduínos um pouco por toda  parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversos idiomas se falavam, principalmente, grego e  aramaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aramaico é semítico, como o árabe e o hebraico; aglutinante,  com raízes tri-literais, por exemplo: d-b-r, 'palavra' (debar); '-d-m, 'homem'  (adam). O grego é indo-europeu, flexivo, silábico; grego koiní, antepassado do  grego moderno (romaico) e sucessor do grego clássico (ático); os evangelhos são  a única obra literária em koiní.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos como nas ruas de comércio  popular no Brasil, misturando o sírio-libanês com o nosso idioma (de estrutura  semelhante ao grego;aliás, o português é uma síntese entre o grego, o latim,  o hebraico e o árabe).São dois idiomas total e completamente contrários um ao  outro. Um valoriza as vogais e outro, as consoantes; um valoriza os substantivos  e o aramaico, os verbos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Galiléia (heb. galilia, 'jardim de Deus'),  falavam especialmente o grego; o aramaico ficava restrito aos lares. Na  Judéia conservadora e nacionalista,falavam aramaico. O grego servia como idioma  cultural, filosófico,literário,científico, idioma culto enfim, como o francês de  hoje; o aramaico,que não era idioma natal dos hebreus, servia de veículo  comercial, como o inglês de hoje. Os hebreus o haviam adotado a partir da  invasão assíria (500 a.C) seguida de seu exílio à Babilônia, reduzindo o  hebraico ao estado de idioma morto; e também porque as palavras em hebraico  se consideram santas, havendo o temor supersticioso de  pronunciá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIDA ECONÔMICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dando graças a Deus,  repartiu o pão"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A Palestina é região árida. Apesar disso,  exportava azeite e trigo,vinhos e peixe seco, além de incenso, bálsamo e  perfumes. As terras agrícolas eram reduzidas. Cafarnaum era um importante  entreposto comercial na rota das caravanas e centro econômico de uma Galiléia  fértil e produtora de vinho e trigo; Migdal (Magdala), ou, Tariches, era o  centro da indústria de salga de peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Economia de exportação, gerava  miséria, razão dos numerosos levantes populares então  acontecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORGANIZAÇÃO SOCIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem aventurados os  mansos, porque herdarão a terra"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;7. Estava anexada ao Império  Romano, subordinando-se à província da Síria,subdividida em várias regiões:  Judéia, Samaria, Peréia, Palestina,Decápolis,Iduméia, Traconítis, Batanéia e  Gaulanite, Abilene, Fenícia. Portanto, era habitada por diversas comunidades e  povos, num espaço tão restrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ISRAEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Casa de oração  para todos os povos"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;8. Israel não passava de um regionalismo  fenício que, entretanto,tomou feições próprias. Era a nação formada por  judeus, galileus e samaritanos, regida pela Lei de Moisés (TORAH). Se  auto-definia como teocracia governada por seus sacerdotes; em todas as culturas  da região, historicamente influenciadas pela mesopotâmia, a classe sacerdotal  era muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda sociedade antiga, era sociedade de  castas. Classes sociais fechadas,definidas pelo nascimento, imutáveis. Cada  família, cada grupo de famílias, cada comunidade vicinal fazia suas leis  próprias. Todas se reconheciam umas às outras em virtude de sua herança cultural  comum, laços de parentesco,história. a casta era um agrupamento de famílias de  mesma profissão e de parentesco,geralmente,ocupando juntas uma residência  transmitida de geração em geração ---um "solar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. A vida quotidiana  correria mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazaré. Numa pequena aldeia, Nazaré por  exemplo, havia uma rua só, uns grupamentos de casa, cada uma --- a moradia de  uma casta e, alguns poucos equipamentos públicos: uma escola comunitária, uma  fonte ou poço, uma sinagoga,lugar de culto religioso e de preservação da cultura  hebraica; uma pequena biblioteca. Na escola se concluíam os estudos primários,  alfabetização e cálculo. Mais ou menos o lugarejo de interior brasileiro; ao  redor do Lago de Genesaré havia muitos pequenos vilarejos como este: Corazim,  Betsaidá,Gerasa,Tabga, Panias, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cafarnaum. Uma cidade média,  Cafarnaum por exemplo, havia um mercado&lt;br /&gt;diante de praça central, e vielas,  ruas e arruamentos diversos; muitas habitações comunais, um quartel com soldados  romanos, coletoria de recolhimento de impostos, alfândegas para troca de moedas  e pagamentos variados. Uma 'Ágora'em grego ou 'bazâr' em persa, o popular  mercado; no caso de Cafarnaum,este mercado se localizava fronteiro ao porto,  sobre a praça, donde partiam quarteirões em forma de tablado. Uma cidade média  poderia conter várias sinagogas e escolas; a de Cafarnaum era imponente e  acabava de se reformar pela mão do centurião Marcelo, cujo filho Jesus curou.Era  a segunda cidade em Israel;Magdal era um pouco  menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Jerusalém, entretanto, poderíamos comparar ao Rio de Janeiro:  um grande centro econômico, comercial, cultural, religioso. Era uma  das principais cidades do Império. Sediava uma Legião, uma das divisões do  exército romano.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outras cidades palestinas importantes, No período:  Cesaréia Marítima (capital da província); Tiberíades (capital da Galiléia);  Jopa (o porto principal da Palestina, situada no Mediterrâneo, a meio dia de  viagem de Jerusalém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESTRUTURA IDEOLÓGICA E VIDA  CULTURAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Senhor vosso Deus é o único Deus"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Toda  estrutura ou, toda produção espiritual, seja por outra,não-material de um  povo é a sua cultura: arte, filosofia, crenças, costumes; tudo que este povo  pensa, sente e cria. O judaísmo era o sistema cultural dominante em  Israel.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devia conviver com a cultura helenística. O helenismo  buscava a síntese, o 'cosmopolitismo', a cidadania do mundo. Por outro lado a  cultura mesopotâmica,contraponto fatal do judaísmo, estava em decadência (como o  Egito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura mediterrânea da época estava empolgada, em alto grau, pela  influência dos 'gimnossofistas' ou, budistas-jainistas, vindos da Índia; por  exemplo, os essênios (que se baseavam em Pitágoras) adotaram alguns dos costumes  jainistas:o Batismo. &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Hillel passou a usar o batismo (que estava na moda  entre os pagãos) como ritual de iniciação no judaísmo. A influência budista  não deixou de atrair muitas almas ao judaísmo, ao essenismo, ao cristianismo  (segundo Renan).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os essênios eram ascetas radicais; parece que mesmo  assim desenvolviam intenso trabalho social através dos Terapeutas, os médicos  que eles formavam;'terapeuta'em grego, essênio em aramaico (essaya), ambas as  palavras significam 'médico'. A crença dos essênios está preservada nos  Manuscritos do mar Morto, em que se acham até fragmentos do ensino de Jesus;  segundo alguns, os últimos essênios já eram grupos totalmente cristãos;  provavelmente, pelo menos João Batista era essênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Precisamos não  entender no judaísmo uma abstração literária. Incluía posturas físicas como na  ioga, e normas legais; práticas médicas, e recomendações morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma  cultura valorizando grandemente a Palavra. A maior parte da produção cultural  era de literatura oral: o conto folclórico ou "hagadáh"; a poesia; o apólogo  moral; a parábola (mashâl); a historieta; a fábula -- gêneros estes,então,  largamente usados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma história famosa em que Jesus, desconhecido  pelos circunstantes, passa à frente de um cão morto e os presentes tapam o  nariz, enquanto Ele exclama:&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Que belos dentes, e semelhantes a pérolas!", ante o que  o narrador conclui:&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Deve ser Jesus, que somente ele acharia beleza num  cachorro morto". Esta história é do folclore judaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a música e a  dança eram muito cultivadas. Havia uma interdição ritual para o naturalismo  em artes plásticas, e para a escultura; por isso, a geometria e os arabescos  eram intensamente praticados. A Palestina era conhecida pela beleza dos tecidos  e pela estamparia em algodão, linho e lã, de cores vivas,formas geométricas ou  em tecidos listrados de grande beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Lévi-Strauss a mitologia  tem quatro níveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;a)geográfico - descreve o país e reconta a História; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;b)social - estabelece costumes; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;c)econômico -regula atividades materiais e de produção;  &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;d) espiritual - expressa as crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Assim, o judaísmo era um sistema tão filosófico quanto  religioso,artístico e jurídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Os mais importantes nomes do  judaísmo de então eram Hillel e Fílon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hillel da Babilônia, criador de  uma doutrina toda de amor, brandura e fraternidade (hilelismo); reformava o  ritual e abrandava o rigorismo moral (havia 613 mandamentos; 315, coercitivos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;O judaísmo moderno,carregado de piedade e moralidade  espiritual, muito deve à reforma de Hillel. Viveu até 12 d.C, portanto, Jesus o  conheceu no Templo. Foi mestre (pai?) de Gamaliel, o mestre de  Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fílon de Alexandria, que viveu até 80 d. C, tentava ligar o  judaísmo e Platão. Dizia, "Platão é Moisés que fala grego". João Evangelista  conheceu e seguiu a sua filosofia; é dele o conceito de Logos, o Verbo criador,  que traduz o hebraico 'ha-dabar'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CULTURA POPULAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Era uma  vez um semeador que saiu a semear"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;13. Pouco ficou, e nos mostra  a vida quotidiana do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALIMENTO -&lt;/strong&gt; Frutas como  tâmara, figo, damasco, nozes e pão (matsa,pita), do tipo árabe, redondo, ou  como o pão integral. Pão de trigo para os ricos, de centeio para os pobres.  Peixes, aves, pouca carne. Alimentação necessariamente frugal,num país árido.  Jesus comia "opsion", pão com acompanhamentos, queijo,manteiga,frutas, coalhada  -- como a nossa 'pizza'. Os palestinos tomavam vinho (fraco!)a todo instante. Um  suco de uva danado de ruim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MORADIA -&lt;/strong&gt; Casas feitas de  adobe (tijolo e palha secado ao sol). Por vezes, nem tijolo era, mas, simples  massa de terra misturada a palha e gravetos.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Algumas partes e mesmo, os alicerces podiam ser de pedra.  Nas habitações coletivas da casta, chão de pedra ou terra batida; os quartos se  multiplicavam em verdadeiro labirinto, entremeados de pátios ensombrados. Por  vezes um cômodo só servia de cozinha e de quarto, além de curral para o  inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormiam sobre peles ou, sobre estrados de madeira; conforme as  gerações se sucediam, os quartos se ampliavam e a casa se  melhorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOLCLORE -&lt;/strong&gt; Os contadores de histórias,  repentistas, cantadores de desafio percorriam as cidades, tipo de cordelismo  ambulante que ia de aldeia em aldeia divulgando o hagadáh (poesia oral); recurso  este muito usado por Jesus, ao som de flauta, alaúde (kinneret) e adufe  (tamborim). Existem exemplos de arte visual, de sabor ingênuo e  primitivista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HELENISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estava doente o filho de um  centurião"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;14. O Oriente Médio daquela altura, região  profundamente civilizada,formava o eixo econômico do Mediterrâneo. Vivia do  comércio de artigos de luxo, e da agricultura escravista. Principais centros,  Egito, Grécia e Ásia (mod.Turquia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Principais parceiros comerciais eram a Mesopotâmia, Pérsia,  Índia e China. Também o interior da África, com metais; e a Arábia, com incenso,  possivelmente até mesmo a América, eram intensamente exploradas pelos  comerciantes romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Trocavam azeite, trigo e vinho, por perfumes, tecidos, vidro  (preciosíssimo!),cerâmicas,etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O helenismo era uma cultura multirracial  e sincrética. Por um momento,houve grande homogeneidade de padrões culturais, e  de costumes; isto aproveitou aos pregadores cristãos no seu deslocamento pelo  mundo helenístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tentativa de Biografia  Histórica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nasceu em Belém de Judá"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;15. Jesus teria  nascido por volta do ano 7 a. C. Em março,abril, maio ou agosto,mais  provavelmente, em março ou agosto. 28 de maio ou 19 de agosto são as datas mais  prováveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o império de Augusto, cujo século (a "Pax Romana") marca o  apogeu da civilização romana; seu governo dura de 27 a.C a 14 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Estrela de Belém provavelmente foi uma "conjunção" astronômica entre  Marte,Júpiter e Saturno, na constelação de Peixes, ocorrida 3 vezes entre 7 e 6  a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modernamente, começamos a aceitar que tenha havido mesmo um  recenseamento naquela altura, entre 12 e 7 a.C, antes do outro, o de Quirino,  até então o único registrado e conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belém era uma escola de  profecia e se aproximava da comunidade essênia, que funcionava em grutas  próximas. Era o costume de as castas possuírem um terreno ancestral para  celebrar os nascimentos e mortes, daí, talvez, o deslocamento de José para  cumprir o recenseamento em Belém, antes do nascimento do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Se  Jesus foi levado ao Egito há de ter sido, provavelmente, para Heliópolis,sua  capital cultural e sede de numerosa, antiga colônia judaica. Neste caso terá  sido uma viagem de instrução filosófica para os pais. Sendo alto o padrão  cultural do judeu médio, eles devem ter sido mais do que camponeses  ignorantes;uma tradição acentua que José era rabino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda certeza  Jesus freqüentou a escola comunal de Nazaré; há testemunhos inequívocos de  que sabia escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Ainda menino, depois do seu 'bar-mitzvah' --- que  é uma cerimônia de iniciação religiosa para o adolescente --- esteve no Templo  entre os doutores (5 d.C); ali, com certeza conheceu Hillel. Depois, reaparece  como adulto;talvez tenha ido ao Oriente, onde existe uma tradição a respeito. De  todo modo os sábios judeus visitavam, tradicionalmente, a Babilônia; ou moravam  no deserto.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;João, Seu parente, tão inspirado quanto Ele mesmo, viveu  ali, entre 7a.C. e 29 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Jesus reaparece entre os anos 27 a 28,  ou, de 28 a 29. Com certeza, estava em Jerusalém no ano de 29.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre  entre os anos 29 a 33, entre 35 e 40 anos de idade. Mais provavelmente, 38  incompletos, numa certa sexta-feira véspera de "Pessach" (Páscoa), festa  comemorativa da Libertação. Provavelmente, em 7 de abril do ano 30; ou mesmo, 3  de abril do ano 33, ambas, igualmente com bastante peso. As evidências do  Evangelho, porém, parecem indicar o ano 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS  LUGARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jerusalém, Jerusalém!"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;19. Nazaré era uma  pequena aldeiota perdida nas terras médias da Galiléia;ficava no alto, junto da  estrada entre Samaria e Síria ("Caminho do mar,Galiléia das nações!"). Cerca de  + 200 m de altitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cafarnaum (aram. 'Kefarnomê'), na planície de  Genesaré, entreposto comercial,entroncamento no rumo das caravanas ("Confins  de Zebulon e Neftali!"). A Galiléia era o celeiro da Palestina; perto da cidade,  o Monte das Bem Aventuranças e o Tabor, oferecendo belíssimo panorama.Fica a -  200 m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lago de Genesaré, de Quineret ou de Tiberíades, em heb.  Kinneret, lit,'alaúde', abrangia inúmeras aldeias de pescadores, Corazim,  Betsaida,Magdala (Marcos, num arroubo, irá chamá-las de komopólis,  lit.cidades-aldeias); talvez um pouco maior ou menor que a baía de  Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Belém, povoado rural ao sul de Jerusalém, hoje, um  subúrbio. Era moradia de pastores, essencialmente, um vilarejo de zona rural;  havia funcionado ali, rezavam as tradições cabalistas, uma comunidade fundada  por Moisés;era a cidade natal do rei Bem-Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Jerusalém, a paixão e  a morte. Alguns acreditam que o lugar mais provável do Seu sepultamento seja  um, conhecido como "Sepulcro do Jardim". Quase nada resta daquela jerusalém do  século primeiro, somente a Cidade Velha em algumas partes,a base do Templo  ("Muro das Lamentações"), talvez, o Golgotáh considerado autêntico por alguns. A  atual Cidade Velha é bizantina e árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POR QUE JESUS  MORREU?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo está consumado"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Talvez este assunto  jamais venha a se esclarecer. Mas, podemos dizer sem dúvida: recebeu sua pena  de morte no exato instante de tocar na soberba dos poderosos, ao purificar o  Templo (Lc 19,28-48); o regime político vigente,baseado no terror, não podia  suportar aquela confrontação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LEMBRANÇAS DA  MORTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tornarei a vós"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;22. Existem ainda alguns dos  objetos que marcaram a Crucificação.Processo hoje mais bem conhecido,  sabemos que é demorado e desgastante, pois que a vítima morre lentamente ---  levando mesmo alguns dias, culminando por infarto e asfixia, colapso  circulatório e respiratório; no final, geralmente, as pernas eram quebradas de  marreta, para acelerar o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente foi encontrado o corpo de um  homem, o único da História inequivocamente crucificado. Semita, de nome  Ezequiel, as pernas foram serradas,o calcannhar trespassado por um cravo, a que  ainda se prende um fragmento de cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tabuleta que encimava a Cruz está  em Roma; preserva algumas letras da inscrição; sabemos que pode ser autêntica  porque se escreve da direita para a esquerda, mesmo em grego e latim (um  falsificador não faria isto).&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que ainda haja um dos cravos; são objetos de  frágil evidência arqueológica, --- a tábua, pintada de branco e de letras  vermelhas, está quase a desmanchar-se; o cravo foi derretido para compôr a Coroa  austríaca. Diz a tradição que todos foram achados juntos numa cisterna  abandonada do Gólgota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Existe também o Sudário em Turim. Mostra um  outro homem crucificado, são os dois únicos testemunhos deste gênero de morte.  Um pano de 4 m X 1,10 m, de linho, mesopotâmico; autêntico. Do séc. primeiro,  marcado pela imagem (de origem desconhecida) de um homem semita-caucasiano,  judeu, piedoso, nazareno (ostenta sinais típicos desta condição). Alto (1,80 m),  cerca de 35 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu de infarto, muito provavelmente, após crucificado.  Antes de morrer, foi açoitado por dois chicotes de tipo especificamente  romano; recebeu na cabeça uma como coroa ou capacete de espinhos; teve ombros  e costas esfolados por alguma coisa dura, áspera e pesada. Caiu ao  transportá-la; quebrou o nariz e esfolou o joelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após a morte teve coração e  pulmões perfuradaos por objeto ponteagudo que lhe abriu o lado, fazendo vazar  sangue e soro, ainda estampados na figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 'homem do Sudário' provinha  do vale do Jordão, pelo menos, da Palestina às margens do mar Morto.  Caminhava a pé e descalço, antes da morte. Neste pano existe sangue humano,  poeira, pólen, areia e terra, marcas de fogo (sofreu incêndio) e de água: sofreu  enchente. Ostenta a marca de um corpo,produzida por oxidação de origem  desconhecida. Não é pintura, nem sangue. Não sai com lavagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;É superficial; não penetrou o outro lado do pano, nem mesmo,  as derradeiras camadas da trama. Parece ligeira queimadura de ferro  elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Em si mesmo, o pano tem uma história misteriosa. Apareceu  na idade Média, na herança de um cavaleiro francês que estivera nas Cruzadas.  Parece que passou por Éfeso, Constantinopla, França e Itália. Houve muitas  guerras a seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FAMÍLIA E AMIGOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Quem faz a  vontade de meu Pai"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;25. Jesus tinha irmãos? A casta judaica  vivia em comum numa habitação parental;os primos se diziam irmãos. Porém, as  tradições em favor de irmãos e irmãs, de Jesus, são fortes. Dois dos apóstolos,  Tiago e Judas, se chamam "Irmãos do Senhor". De qualquer modo, aparecem no  Evangelho os nomes de Simão,Tiago, Judas e José; irmãs também se  mencionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma tradição de inimizade entre Jesus e seus irmãos,  aparentemente, não condizente com a realidade. Seja como for, sua casta era  extensa:&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente,José e Alfeu (pai de Mateus) são irmãos;  provavelmente, Maria e Salomé são irmãs Salomé é a mãe de Tiago Maior e de João  Evangelista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso entender bem esta noção de casta: cada família  nuclear se ligava às outras de mesma origem (Lc 1:59 - 'singenía'); esta  descendência era patriarcal (Mt 1:1); os filhos homens traziam suas esposas para  o seio da parentela, por isso, Pedro e André moram juntos (Mc 1:29). Maria e  Isabel moram separadas porque elas, e não seus maridos, são parentes (Lc  1:36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mt 13:55) "Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama, a  mãe dele, Maria? E os seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? E não vivem as  suas irmãs todas entre nós?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Podemos incluir na sua casta João  Batista, Maria Salomé de Caná,Joana de Cusa (talvez), Tiago Menor, Judas  Tadeu, Mateus provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora de origem camponesa, a casta  normalmente possui um pequeno tesouro, tipo de recursos comunais, que passam  de geração em geração. Este pequeno tesouro deveu, talvez, ter sido posto a  serviço da Boa Nova: é uma economia baseada na acumulação progressiva de uma  riqueza sempre coletiva. O Evangelho menciona claramente que as mulheres da  casta, ou, senhoras outras, amigas de Sua obra,seguiam a Jesus e o serviam,  possuindo bens (Lc 8,1-3):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. "Logo após, Jesus deambulava pelas cidades  e aldeias, proclamando e anunciando as boas novas do reino divino, e iam com Ele  os doze&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. "E algumas senhoras que haviam sido curadas de obsessores e  enfermidades,Maria, chamada de Magdalena, da qual haviam saído sete espíritos  menores,3. "Joana, esposa de Cusa, procurador de Herodes, Susana e  muitas outras, as quais O serviam com seus bens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os Pais, em  Nazaré funcionou (até o séc. VI) um tipo de museu ou centro de estudos, mantido  pela família; deixaram descendentes e até se arrogaram uma posição de primazia  na Igreja primitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Certo é que Tiago Menor e Judas Tadeu eram  filhos, pelo menos, de um parente de um dos pais do Mestre. Mateus, segundo  Marcos, era filho do mesmo Alfeu;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maria Salomé era, talvez, parenta de Jesus. Teria sido  casada com Zebedeu,provavelmente, sócio de Pedro (?); pai de Tiago Maior e de  João Evangelista; ela esteve ao pé de Sua cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. José, sendo  carpinteiro há de ter sido um daqueles artesãos independentes,raríssimos, de  tanto valor --- graças à sua habilidade manual. Maria,segundo o costume, deve  ter casado entre doze e quinze anos de idade; provavelmente estava com quinze,  ao se tornar mãe pela primeira vez. Segundo a Tradição,José e Maria se  conheceram no Templo, onde serviam; dizem outros que José devia protegê-la por  dever de parentela, quando Joaquim (o avô de Jesus e pai de  Maria)&lt;br /&gt;morreu.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas isto não corresponde muito ao costume judaico;  todavia, é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José, ao casar-se, há de ter estado já com trinta ou  mais, já adulto;mas eu penso que podia ser jovem: os camponeses não deviam  se dar ao luxo de estudos rabínicos muito prolongados. Parece que morreu cedo;  Maria desapareceu em Éfeso,muito idosa, aos cuidados de João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Jesus  teria se casado? Teria tido um amor, uma paixão? Certamente,mas os costumes da  época interditavam a bisbilhotice na vida particular das pessoas célebres.  Talvez, pode ser que não: ao morrer, tinha a idade consagrada ao  casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo o Evangelho nos revela Sua intensa vida  emocional. Amoroso para com todos, extático às vezes, comovido quase sempre; de  vez em vez, chora! Indignado, por uma vez ou outra. Todavia o Sudário, se é  Jesus, nos mostra um rosto sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. A presença da mulher, na sua vida  de Homem, era uma constante. Seja na pregação diária, seja na vida em família, o  Mestre nunca está indiferente às mulheres, nem misógino; portanto, é um  sujeito inteiramente normal. Sempre atento e solícito, sensível mesmo, ao  carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando o protocolo, conversa com a samaritana, em pleno  campo e a sós; só isso já seria um escândalo. Repreende sua mãe em público.  Aceita o afeto, o carinho espontâneo de uma pobre prostituta, em banquete de  fariseus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Por duas vezes deixa-se acariciar em público, na cabeça e nos  pés. Tudo isso demonstra sua espontaneidade e naturalidade, somente possíveis  numa pessoa normal.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a sua sexualidade se desenvolve também em  outro plano existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discípulos quase todos eram casados e de  filharada, muitas vezes, com família numerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Jesus tinha amigos,  em especial, a família de Lázaro em Betânia,aldeiota camponesa nas cercanias  de Jerusalém, para o leste, a caminho de Jericó; era filho de Simão, e vivia com  suas irmãs Maria e Marta; Ele nunca deixava de visitá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não  vacilasse em denunciar os erros dos fariseus e escribas,energicamente se  fosse preciso (como na purificação do Templo), também não se furta a amá-los,  ensinar a eles, jantar em casa deles, conversar; mas com certeza prefere a  companhia dos pobres e desassistidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Quanto ao trabalho,  aparentemente, começou bem cedo; as crianças em geral começavam a trabalhar  com sete anos, ajudando os pais no seu ofício.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de certo tempo, em saindo da carpintaria,  provavelmente passou a trabalhar com Pedro; pelo menos é mostrado várias vezes  no barco, com as redes. É de supôr que morasse com Mateus; em sendo seu  parente(?), seria o natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida camponesa obedecia (como ainda hoje)  a um ciclo invariante. Inverno,desacanso. Primavera, viagens e festas. Verão  e outono, trabalho;devemos notar que era um povo trabalhador, capaz de iniciar a  labuta às cinco da matina ainda mais quando, no verão, o sol se levanta às  quatro e se deita às vinte e duas (em compensação, no inverno: às sete se  levanta, às dezessete se deita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, culto e sinagoga; resto da  semana, roçado. Ao cair da tarde,por volta de entre dezoito horas e vinte e  uma, é o serão: hora de filosofar, é a prece da tarde ('sheol'), são as  histórias. É dentro deste ritmo que se desenvolve o Evangelho. Os pescadores  saem cedo, muito cedo, ainda de madrugadinha;pescam cedo, vendem igualmente,  cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. Na primavera, tempo de multidões; é o Ano Novo (na  Antigüidade), é a Páscoa.No verão, Cafarnaum. No inverno, Jerusalém. No outono,  trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, Jesus se retira para orar. A oração e os Salmos  desempenharam papel importantíssimo na vida deste Homem inspirado: fonte de  reabastecimento de sua força vital. Não é de se menosprezar, tendo em vista que  sua única herança foi o "Pai Nosso" ou, talvez, a "Prece da  Ceia".&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-6134233110690394827?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/6134233110690394827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=6134233110690394827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6134233110690394827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6134233110690394827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/03/o-cristo-histrico.html' title='O Cristo Histórico'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-3501073421879071148</id><published>2007-02-25T09:24:00.000-08:00</published><updated>2007-02-25T09:30:02.059-08:00</updated><title type='text'>Lembrando Galileu</title><content type='html'>Há exatos 391 anos atrás, em 25/02/1616, o Vaticano declarou como heresia dizer que a Terra gira em torno do Sol e exortou Galileu a abandonar a defesa do heliocentrismo sob ameaça de ser excomungado e executado como herege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas em 03 de Julho de 1981  a Igreja Católica instituiu uma «Comissão pontifícia para o estudo da controvérsia ptolemaico-copernicana dos séculos XVI e XVII», para investigar e esclarecer se era ou não heresia declarar o a Terra gira em torno do Sol e se Galileu era um herege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, depois de muitos debates que duraram 11 anos, no dia 31/10/1992 o então Papa João Paulo II «reabilita» oficialmente Galileu e refuta a idéia de que a Terra não é o centro do Universo e nem o Sol gira em torno da Terra. - Desta forma a Igreja após cerca de 376 anos ´´muda de idéia´´.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fico pensando se será possível que no futuro a Igreja mude de posição a respeito de temas muito debalados por ela como casamento gay, aborto, fim do celibato e  etc? Ou bem estas mudança acarretariam o fim do catolicismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda maneira o que é realmente preocupante  que  se bem nesta questão ´´de quem gira em torno de quem   ´´ nada de substancial foi gerado de dano para a sociedade, porém, o que dizer  de certos posicionamentos contra o uso de camisinha e o planejamento familiar? Ou ainda contra a pesquisa do uso de embriões e outros tantos avanços científicos ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-3501073421879071148?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/3501073421879071148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=3501073421879071148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3501073421879071148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3501073421879071148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/02/lembrando-galileu.html' title='Lembrando Galileu'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-6366640765844484543</id><published>2007-02-17T18:39:00.000-08:00</published><updated>2007-02-17T19:26:13.383-08:00</updated><title type='text'>Pessoas vêem Deus como robô</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas vêem Deus como robô, diz estudo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Psicólogos de Harvard analisaram como vemos a “mente” do outro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Deus foi visto como uma entidade com muita moralidade, mas pouca sensibilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte : &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL3624-5603-3933,00.html"&gt;G1.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como percebemos a “mente” do outro é fundamental para diversos aspectos da sociedade, desde a legislação até a medicina. Um estudo de psicologia feito na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essa percepção é muito mais complexa do que parece e se divide em dois eixos: a relação da mente com o interior e sua relação com o exterior. Enquanto um bebê é visto como alguém com grande sensibilidade interna, Deus, por outro lado, é percebido como uma entidade mais externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda as relações em nossa sociedade dependem da maneira como percebemos ‘o outro’, desde um cão até Deus, passando por um bebê, uma pessoa em estado vegetativo ou os mortos”, explicou ao G1 a co-autora do estudo, Heather Gray. Segundo ela, “mente” nesse caso não é apenas o cérebro, mas todo um conjunto de coisas que envolve desde a alma até a personalidade. “É o todo o ser”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em seu estudo, Gray e seus colegas estudaram as respostas de 2040 pessoas a um questionário. Os respondentes tiveram que avaliar 13 personagens (um bebê, um chimpanzé, uma mulher morta, um cão, um feto, um sapo, uma menina, Deus, um homem adulto, um homem em estado vegetativo persistente, um robô, uma mulher adulta e eles mesmos) em relação a 18 diferentes tipos de capacidades mentais (como a capacidade de sentir dor ou o auto-controle). Eles também tiveram que passar seis julgamentos pessoais, ao responder, por exemplo, qual dos personagens mais os agradavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo trouxe uma série de resultados interessantes, que foram publicados na revista “Science” desta semana. Os pesquisadores dividiram as capacidades mentais avaliadas em duas dimensões: a interior e a exterior. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mente interior, que batizamos de ‘experiência’, é como o indivíduo se relaciona consigo mesmo. Ele é capaz de sentir fome? De se sentir envergonhado? De sentir alegria ou raiva?”&lt;/span&gt;, explica Gray. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Já a mente exterior nós chamamos de ‘agência’. É como o indivíduo se relaciona com o mundo. Ele tem moralidade? Tem auto-controle? Faz planos?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa definição, os cientistas descobriram que um robô, por exemplo, é percebido como algo que possui uma mente exterior, por ser capaz de se relacionar com o mundo, mas não uma interior, porque não “sente”. Só um dos demais personagens o supera nessa característica: Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria psicóloga admite que o resultado é curioso, principalmente porque a grande maioria dos participantes se declarou religiosa. Boa parte, muito religiosa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Os participantes viam Deus como alguém com bastante moralidade e pensamento, mas não como alguém capaz de sentir alguma coisa, como dor ou alegria”,&lt;/span&gt; explica Gray. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Em geral, quem responde o questionário tende a se colocar no lugar dos personagens. Acho que eles tiveram dificuldade de se colocar no lugar de Deus”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé se expressou em outros momentos do questionário. A mulher morta recebeu alguns -- poucos, mas consideráveis -- pontos tanto na escala de mente interior como na de mente exterior. Para Gray isso mostra uma crença na vida após a morte. Da mesma maneira, o paciente em estado vegetativo recebeu bastante pontos na dimensão interior. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“As pessoas não conseguiam desistir dele, mesmo depois de termos explicado que esse personagem não era capaz de fazer absolutamente nada”&lt;/span&gt;, afirma a cientista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, os resultados são importantes porque mostram um padrão de comportamento humano. Com base nas opiniões sobre mente interior e exterior, os pesquisadores conseguiram prever com bastante precisão as decisões do grupo em uma parte posterior da pesquisa, que perguntava como o respondente se relacionaria com cada personagem. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Fizemos perguntas como: se um chimpanzé e uma menina matassem alguém, qual deles você acha que mereceria mais punição? Se você fosse forçado a machucar um homem em estado vegetativo ou um cachorro, qual deles faria você se sentir mais culpado?”&lt;/span&gt;, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o estudo, a mente exterior está mais ligada na nossa percepção à responsabilidade. Por outro lado, a mente interior está ligada a direitos e privilégios. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O comportamento moral humano não depende de um só fator. Pelo menos duas dimensões opostas trabalham em conjunto”&lt;/span&gt;, diz Gray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diferenças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo reunido pela equipe de Heather Gray era bastante diverso, com homens e mulheres de diferentes idades, históricos e crenças. Ainda assim, as respostas de todos foram bastante uniformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não vimos diferenças entre homens e mulheres e entre pessoas mais jovens e mais velhas. Quando vimos as respostas sobre o cão, por exemplo, dividimos os resultados entre os que já tinham tido um cachorro na vida e os que nunca tiveram, e os resultados dos dois grupos foram semelhantes”&lt;/span&gt;, explica a psicóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A única divisão que apresentou alguma diferença foi política e sobre um ponto bastante polêmico. Ao dividir os respondentes entre eleitores dos dois maiores partidos dos Estados Unidos, o Republicano (conservador) e o Democrata (liberal), os pesquisadores descobriram diferenças entre o modo com que cada grupo via um feto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Os republicanos em geral tendem a dar qualidades humanas ao feto, os democratas não”&lt;/span&gt;, afirma Gray.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-6366640765844484543?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/6366640765844484543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=6366640765844484543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6366640765844484543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/6366640765844484543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/02/pessoas-vem-deus-como-rob.html' title='Pessoas vêem Deus como robô'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-3925884031482303376</id><published>2007-02-03T10:53:00.000-08:00</published><updated>2007-02-03T10:56:00.980-08:00</updated><title type='text'>A Ciência é uma Religião?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Is Science a Religion? – A Ciência é uma Religião?&lt;br /&gt;Fonte : http://www.thehumanist.org/humanist/articles/dawkins.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Richard Dawkins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Humanist of the Year de 1996 fez esta pergunta em um discurso aceitando a honra da Associação Humanista Americana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É moda descrever como "apocalípticas" as ameaças à humanidade apresentadas pelo vírus da AIDS, doença da vaca louca, e muitas outras, mas eu acho que um caso pode ser feito de que a fé é um dos maiores males do mundo, comparável à varíola, mas mais difícil de extirpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé, sendo uma crença que não é baseada em evidência, é o principal vício de qualquer religião. E quem, olhando para o Noroeste da Irlanda ou o oriente médio, pode ter certeza que o vírus cerebral da fé não é excessivamente perigoso? Uma das histórias contadas para os jovens homens-bombas suicidas muçulmanos é que se tornar um mártir é o caminho mais rápido para o paraíso - e não apenas um paraíso comum, mas uma parte especial do paraíso onde eles receberão sua recompensa especial de 72 noivas virgens. Isso parece para mim que nossa melhor esperança seria prover um tipo de "arma de controle espiritual": mandar um teólogo treinado especialmente para diminuir a taxa de virgens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados os perigos da fé - e considerando as realizações da razão e observação na atividade chamada ciência - eu acho irônico isso, pois, não importa quando eu dou palestras públicas, parece que sempre há alguém adiante que diz, "É claro, sua ciência é apenas uma religião como a nossa. Essencialmente, ciência acaba partindo para a fé, não é?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ciência não é religião e ela não acaba partindo para a fé. Embora possua muitas das virtudes da religião, não possui nenhum de seus vícios. Ciência é baseada na verificação de evidências. A fé religiosa não apenas carece de evidências, mas sua independência de evidências é seu orgulho e alegria, gritadas do topo dos telhados. Por qual outro motivo os cristãos fugiriam de criticar e duvidar de Tomé? Os outros apóstolos são apresentados para nós como exemplos de virtude porque a fé deles era o bastante para eles. Duvidar de Thomas, por outro lado, requer evidências. Talvez ele deveria ser o Santo Padroeiro dos Cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma razão pela qual eu recebi o comentário sobre a ciência ser uma religião é porque eu acredito no fato da evolução. E ainda acredito nisso com uma grande convicção. Para alguns, isso pode superficialmente parecer fé. Mas a evidência que me faz acreditar na evolução não é apenas preponderantemente forte; ela é claramente disponível para qualquer um que se dê ao trabalho de ler sobre ela. Qualquer um pode estudar a mesma evidência que eu estudei e aparentemente chegar à mesma conclusão. Mas se você tem uma crença que é baseada somente na fé, eu não posso examinar as tuas razões. Você pode se recuar atrás da parede privada da fé, onde eu não posso lhe alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora na prática, é claro, cientistas individuais ás vezes deslizam para o vício da fé, e poucos podem acreditar assim tão cegamente em uma teoria favoreçam que eles ocasionalmente falsificam evidências. No entanto, o fato de que ás vezes isto acontece não altera o princípio de que, quando eles fazem isso, eles fazem isso com vergonha e não com orgulho. O método da ciência é tão bem definido que eles normalmente são desmascarados no final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência é na verdade uma das disciplinas mais morais, mais honestas - porque a ciência iria completamente entrar em colapso se não fosse por uma aderência escrupulosa à honestidade em registrar evidências. (Como James Rhandi apontou, essa é uma das razões pela qual os cientistas são enganados freqüentemente por charlatães paranormais e pela qual o papel de reveladores da verdade é mais bem interpretado por mágicos profissionais; cientistas apenas não percebem tal deliberada desonestidade.) Há outras profissões (não é necessário mencionar os advogados, especificamente) na qual falsificação de evidências ou ao menos contorcendo-as é precisamente o motivo pelo qual estas pessoas são pagas e ainda ganham pontos fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência, então, é livre do principal vício da religião, a fé. Porém, como citei, a ciência possui algumas das virtudes religiosas. A religião pode aspirar a prover seus seguidores de vários benefícios - com sua explicação, consolação e grandeza. A ciência, também, tem algo a oferecer nessas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seres humanos possuem fome de explicação. Pode ser uma das principais razões pela qual a humanidade universalmente possui uma religião, desde religiões para inspirar e para prover explicações. Nós percebemos em nossa consciência individual um universo misterioso e queremos entendê-lo. A maioria das religiões oferece cosmologia e biologia, uma teoria da vida, uma teoria das origens, e razões para a existência. Fazendo isso, eles demonstram que religião é, de um modo, ciência; apenas uma ciência ruim. Não acredite no argumento que religião e ciências operam em dimensões separadas e estão preocupadas com diversas questões diferentes. As religiões têm sempre tentado ao longo da história responder as questões que pertencem propriamente à ciência. Deste modo, as religiões não devem se distanciar muito do terreno no qual eles escolheram, tradicionalmente, lutar. De fato eles oferecem cosmologia e biologia; porém, em ambos os casos é falso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consolação é mais difícil para a ciência prover. Diferente da religião, a ciência não pode oferecer a chance gloriosa de se reunir com os entes queridos no além. Os que foram injustiçados na terra não podem, na visão científica, receber uma boa recompensa pelos seus sofrimentos em uma próxima vida. Seria argumentado que, se a idéia de uma vida após a morte é uma ilusão (e eu acredito que seja), a consolação oferecida é furada. Mas ela não é assim necessariamente; uma crença falsa pode ser tão confortante como uma verdadeira, provendo que o crédulo jamais descubra que é falsa. Mas se a consolação vem tão fácil, a ciência pode ser pesada com outros paliativos, como drogas para acabar com a dor, do qual o conforto pode ser ou não ilusório, mas elas funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandeza, no entanto, é onde a ciência se sente em casa. Todas as grandes religiões possuem um lugar a temer, pelo transporte extático das maravilhas e belezas da criação. E é exatamente este sentido de arrepio na espinha, perda do fôlego – quase de veneração – dessa inundação do peito de maravilha e extática, que a ciência moderna pode prover. E faz muito além do que os sonhos mais loucos dos santos e místicos. O fato de que o sobrenatural não tem lugar nas nossas explicações, na nossa grande compreensão sobre o universo e a vida, não diminui a grandeza. Muito pelo contrário. Um simples olhar por um microscópio para o cérebro de uma formiga ou por um telescópio a uma galáxia antiga de bilhões de mundos é o bastante para reverter os limitados e paroquiais salmos de louvor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como eu dizia, quando dizem para mim que a ciência ou outra parte em particular da ciência, como a teoria da evolução, é apenas uma religião como qualquer outra, eu geralmente nego isso com indignação. Mas eu comecei a perguntar será que esta é a tática errada. Talvez a tática certa seria aceitar o fardo com gratidão e exigir tempos iguais para o ensino de ciências e religião nas aulas. E quanto mais eu penso nisso, mais eu percebo que um caso excelente poderia ser feito disto. Então eu quero falar um pouco sobre educação religiosa e o papel que a ciência ocupa nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu percebo fortemente o modo como as crianças são induzidas. Não sou inteiramente familiarizado com o modo em como as coisas são nos Estados Unidos, e o que digo pode ter mais relevância para o Reino Unido, onde há uma obrigação-estadual, forçando legalmente instrução religiosa nas escolas. Isto é inconstitucional nos Estados Unidos, mas eu presumo que as crianças, todavia, recebem instrução religiosa em qualquer religião em particular que os pais deles consideram adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto me lembra da minha opinião sobre abuso mental infantil. Em 1995, uma edição da revista Independent, uma das revistas líderes de Londres, havia uma fotografia de uma cena meiga e emocionante. Era véspera de natal, e a foto mostrava três crianças vestidas como os três reis magos para uma peça de natal. A história que a acompanhava, descrevia uma das crianças como muçulmana, uma como hindu e a outra como cristã. O suposto sentido meigo e emocionante da história foi que todos eles estavam participando desta peça de natal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é meigo e emocionante é que estas crianças tinham quatro anos de idade. Como você pode descrever uma criança de quatro anos como um muçulmano ou cristão ou hindu ou judeu? Você falaria sobre um economista monetarista de quatro anos de idade? Você falaria sobre um neo-separatista de quatro anos ou um republicano liberal de quatro anos? Há opiniões sobre o cosmos e o mundo que as crianças, assim que crescerem, vão presumidamente encontrar uma posição para se avaliar. A religião é o único campo da nossa cultura que é absolutamente aceitado, sem questionamento – sem ao menos notar o quão bizarra ela é – que os pais tem uma visão total e absoluta sobre o que as crianças vão ser, como os seus filhos vão ser criados, qual opinião seus filhos terão sobre o cosmos, sobre a vida, sobre a existência. Você vê o que quero dizer como abuso mental infantil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando agora para as várias coisas que a educação religiosa espera-se efetuar, um de seus objetivos é encorajar as crianças a refletir sobre as profundas questões da existência, convidá-los a crescer junto às insípidas preocupações da vida ordinária e pensar sob specie aeternitatis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência pode oferecer uma visão da vida e do universo que, como eu já adverti, para abater as inspirações poéticas, separam de modo desapontador e mutualmente contrário à fé, as recentes tradições das religiões do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, como pode uma criança nas aulas de educação religiosa reprovar ao imaginar se poderíamos, por outro lado, insinuar a idade do universo? Suponhamos que, no momento da morte de Cristo, a notícia de sua morte tenha começado a viajar na maior velocidade possível sobre o universo fora da terra. O quão longe as terríveis notícias teriam viajado até agora? De acordo com a teoria da relatividade espacial, a resposta é que as notícias não poderiam, sob quaisquer circunstâncias, ter alcançado mais que um cinqüenta avos (1/50) do caminho através da galáxia – nem um milésimo do caminho para a nossa galáxia vizinha mais perto nas 100 milhões de galáxias enormes no universo. O universo em seu tamanho não poderia possivelmente ser qualquer outra coisa a não ser indiferente à Cristo, seu nascimento, seu desejo, e sua morte. Nem mesmo tais notícias momentâneas, como a origem da vida na terra, poderia ter viajado apenas através do nosso pequeno grupo de galáxias. Ainda, este evento é tão antigo na nossa escala temporal terráquea que, se você medir sua idade com os braços abertos, toda a história humana, toda a cultura humana, cairia como poeira da ponta do seu dedo com uma simples pancada de uma lixa de unha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento do projeto, uma parte importante da história da religião, não seria ignorada nas minhas aulas de educação religiosa, é desnecessário dizer isso. As crianças olhariam para as maravilhas encantadoras do reino dos seres vivos e levariam em conta o Darwinismo junto às alternativas criacionistas e fariam suas opiniões. Penso que as crianças não teriam dificuldade em formar suas opiniões do modo certo se apresentadas as evidências. O que me preocupa não é a questão do tempo ser igual mas, de acordo com o que vejo, as crianças no Reino Unido e dos Estados Unidos não tem essencialmente nenhum tempo com o evolucionismo e ainda assim são ensinadas sobre o criacionismo (seja na escola, igreja ou em casa). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também estaria interessado em ensinar mais do que uma teoria da criação. O fator dominante nessa cultura é o mito da criação Judaica, que é feita exatamente sobre o mito da criação da Babilônia. Há também, é claro, muitos e muitos outros, e talvez todos eles deveriam ter tempos iguais (exceto que não teria muito tempo para estudar qualquer outra coisa). Eu entendo que há Hindus que acreditam que o mundo foi criado em uma desnatadeira de manteiga cósmica e os Nigerianos acreditam que o mundo foi criado por deus dos excrementos das formigas. Obviamente estas estórias têm o mesmo direito de ter tempos iguais tanto quanto o mito Judeu-Cristão de Adão e Eva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de Gênesis; vamos para os profetas agora. O Cometa Halley irá retornar sem errar no ano de 2062. Bíblia ou Delphica, as profecias não começam a esperar tal precisão; astrólogos e Nostradâmicos não ousam se comprometer com as profecias factuais porém, ao invés disso, disfarçam seu charlatanismo em uma névoa de incertezas. Quando os cometas apareceram no passado, eles freqüentemente foram interpretados como portadores dos desastres. A astrologia tem exercido um papel importante nas várias tradições religiosas, incluindo o Hinduismo. Os três reis magos que eu mencionei antes, dizem que foram guiados para o berço de Jesus por uma estrela. Nós podemos perguntas às crianças por qual rota física eles imaginam que o pressuposto estelar influente nos relacionamentos humanos possa viajar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incidentalmente, houve um programa chocante na radio da BBC na época do natal em 1995 apresentando uma astrônoma, um bispo e um jornalista que foi enviado em uma tarefa para rastrear os passos dos três reis magos. Bem, você poderia entender a participação do bispo e do jornalista (que era um escritor religioso), mas o astrônomo era uma respeitada escritora de astronomia, e ainda assim ela foi em frente! Durante todo o programa, ela falou sobre os presságios de quanto Saturno e Júpiter estavam ascendentes acima de Urano ou o que quer que seja. Ela não acreditava em astrologia na verdade, mas um dos problemas de nossa cultura é que foi ensinado a se tornar tolerante à ela, vagamente entretidos por ela – tanto que até mesmo pessoas científicas que não acreditam em astrologia chegam a pensar que ela seja uma diversão inofensiva. Eu levo a astrologia muito a sério, inclusive: eu penso que é profundamente prejudicial porque ela mina a razão, e eu gostaria de ver campanhas contra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as aulas de educação religiosa se tornar ética, eu não penso que a ciência em muito a dizer, e eu a substituiria por aula de filosofia racional moral. As crianças pensam que existem padrões para o certo e o errado? E se pensarem, de onde eles vêm? Você pode construir princípios de certo e errado que dão certo, como “faça o que quer que façam com você” e “o maior bem para o maior número” (o que quer que isso signifique)? É uma pergunta recompensadora, qualquer que seja sua moral pessoal, perguntar a um evolucionista de onde a moral vem; de que modo o cérebro humano adquiriu a tendência a ter ética e moral, o sentimento de certo e errado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nós deveríamos valorizar a vida humana acima de todas as outras vidas? Há uma parede rígida a ser construída ao redor das espécies Homo sapiens, ou deveríamos discutir se há outras espécies que são nomeadas para nossas afinidades humanas? Nós deveríamos, por exemplo, seguir o lobby do direito de viver, que é totalmente preocupado com a vida humana, e valorizar a vida de um feto humano com a eficiência de um verme acima da vida de um chimpanzé que pensa e que sente? Qual é a base dessa cerca que nós erguemos ao redor do Homo sapiens – mesmo por um pequeno pedaço de tecido fetal? (não soa como uma idéia evolucionista quando você pensa sobre isso.) Quando, em nossa descendência evolucionária do nosso ancestral comum com os chimpanzés, esta cerca se ergueu sozinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, continuando, então, da moral pra o final, para a escatologia, nós sabemos pela segunda lei da termodinâmica que toda a complexidade, toda a vida, todas a alegria, todo o sofrimento, é inferno dobrado ao se comparar com um fim frio e sem valor. Eles – e nós – jamais poderemos ser mais do que temporários, apostas locais do grande deslizamento universal para o abismo da uniformidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós sabemos que o universo está se expandindo e que provavelmente se expandirá sempre, embora é possível que ele possa se contrair novamente. Nós sabemos que, não importa o que aconteça com o universo, o sol engolirá a Terra em aproximadamente 60 milhões de séculos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo em si já começou em um certo momento, e o tempo pode terminar em um certo momento – ou pode ser que não. O tempo pode vir a um fim localizado em pequenas implosões chamadas buracos negros. As leis do universo parecem ser verdadeiras para todo o universo. Por que é assim? Pode ser que as leis mudem nessas implosões? Para ser realmente especulativo, o tempo poderia começar novamente com novas leis da física, novas constantes físicas. E ainda tem sido sugerido que poderiam existir vários universos, cada um isolado tão completamente que, por isso, outros não existam. Então novamente, possa haver uma seleção Dawriniana sobre os universos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a ciência poderia dar uma boa explicação sobre ela mesma na educação religiosa. Mas não seria o bastante. Eu acredito que algumas familiaridades com a versão da bíblia do Rei Jaime seja importante para qualquer pessoa que queira entender as alusões que aparecem na literatura inglesa. Junto com o Livro das Orações Comuns, a bíblia possui 58 páginas no Dicionário de Citações de Oxford. Apenas Shakespeare possui mais. Eu penso que sem ter qualquer tipo de educação bíblica seria infelicidade se as crianças quereriam ler literatura inglesa e entender a origem de frases como “through a glass darkly”, “all flesh is a grass”, “the race is not to the swift”, “crying is the wilderness”, “reaping wht whirlwind”, “amid the alien corn”, “Eyeless in Gaza”, “Job’s comforters” and “the widows mite”. (*expressões literários optados por não ser traduzidos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero retornar agora para a acusação de que a ciência é apenas uma fé. A versão mais extrema dessa acusação – e uma que eu freqüentemente encaro tanto como um cientista e um racionalista – é sobre o fanatismo e a inveja cega dos cientistas ser tão grandes quanto às das pessoas religiosas. Algumas vezes pode haver um pouco de injustiça nesta acusação, mas como fanáticos invejosos, nós cientistas somos amadores neste jogo. Nós ficamos satisfeitos em argumentar com aqueles que discordam de nós. Nós não os matamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu gostaria de negar até mesmo a menor acusação puramente verbal de fanatismo. Há uma grande, e de grande importância, diferença entre acreditar fortemente, até mesmo passionalmente, em alguma coisa pelo fato de termos pensado sobre ela e de ter examinado as evidências de um lado, e acreditar fortemente em alguma coisa porque foi revelada de forma interna para nós, ou internamente revelada a outra pessoa na história e subseqüentemente consagrada por tradição. Há toda uma diferença no mundo entre uma crença em que um está preparado para defendê-la com uma citação de uma evidência e lógica e uma crença que é sustentada por nada mais do que tradição, autoridade ou revelação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-3925884031482303376?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/3925884031482303376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=3925884031482303376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3925884031482303376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3925884031482303376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/02/cincia-uma-religio.html' title='A Ciência é uma Religião?'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-3950603796350000456</id><published>2007-01-27T20:04:00.000-08:00</published><updated>2007-01-27T20:12:57.579-08:00</updated><title type='text'>R:.E:.A:.A:.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O ritual &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das Potências Maçônicas existentes no Brasil é usado o chamado Rito Escocês Antigo e Aceito ( R:.E:.A:.A:.) A origem do ritual não foi ainda descoberta, mas desconfia-se que possua mais de 2500 anos. Para além do fato de sabermos da existência de uma Palavra Maçônica, não temos qualquer indicação no sentido de existir um ritual nas Lojas operativas escocesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A prova mais antiga provém de duas fontes distintas: um conjunto de mais de cem versões de um documento agora conhecido como Old Charges e o livro História Natural de Staffordshire do Dr. Robert Plot. Apesar das versões de Old Charges diferirem no detalhe, obedecem, porém, a um padrão; é, seguramente, uma história lendária do Ofício Maçônico, seguida de um conjunto de regras ou normas (as Charges) pelas quais eles se deveriam reger quer no Ofício, quer na sua vida pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assumido, sobre a Bíblia, o dever de preservar os mistérios do Ofício; a palavra e os sinais eram transmitidos; as regras eram lidas, indicando ao novo Maçom quais os seus deveres perante Deus, o seu Mestre e os seus Companheiros e era lida a história lendária. O Dr. Plot acrescenta a isto dois detalhes que são a utilização de aventais e a entrega ao novo Maçom de dois pares de luvas brancas: um para si próprio e outro para a sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A ano de partida &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só em 1690 que obtemos uma prova concreta do conteúdo ritualístico através do manuscrito da Casa de Registro de Edimburgo: um conjunto de perguntas e respostas descrevendo uma cerimônia simples e os sinais. De 1690 a 1729 sobreviveram até nós uma série de manuscritos impressos com perguntas e respostas, uns mais, outros menos completos. Estes demonstram um sistema simples de dois Graus (Aprendiz e Companheiro), a tomada de um juramento sobre a Bíblia, a transmissão de palavras e sinais e também um simbolismo muito simples, baseado nas ferramentas de Pedreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A referência mais antiga a um terceiro Grau, até agora, vem de 1725, embora só em 1730 tenhamos conhecimento do seu conteúdo; é nesse ano publicada por Samuel Prichard a obra A Maçonaria Dissecada. Nesta, é mostrado um sistema de três Graus (Aprendiz, Companheiro e Mestre), cada um com o seu sinal e palavra, mas existindo uma obrigação apenas no primeiro Grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1770 em diante, assiste-se a um alargamento do número de perguntas e respostas, nas quais é explicada a cerimônia e o propósito de cada Grau; isto incluía ferramentas simbólicas adicionais que ilustravam a virtuosidade esperada dos Maçons (ou Pedreiros Livres) e explicações simbólicas do mobiliário da Loja, assim como dos ornamentos usados pelos membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a fusão das duas grandes Lojas britânicas, em 1813, resultou a Grande Loja Inglesa; esta criou a Loja da Reconciliação, com o objetivo de elaborar um ritual uniforme a ser utilizado por todas as Lojas. Este processo levou dois anos de deliberações até que em 1816 a Grande Loja reconheceu as recomendações da Loja da Reconciliação, ordenando a sua adoção por todas as Lojas. Face à recusa da Grande Loja em consentir a impressão do novo ritual, este foi sendo passado oralmente, motivo pelo qual o objetivo de uniformização nunca foi verdadeiramente atingido, como é de conhecimento geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rito Escocês é um dos dois ramos da Maçonaria nos quais um Maçom pode progredir após chegar Mestre (o outro será o Rito de York), desde o 4º até ao 33º Grau. Os ensinamentos morais e filosofia do Rito Escocês são baseados nos princípios encontrados na Maçonaria simbólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A origem do termo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização da palavra «Escocês» levou (e leva) muitos maçons pelo mundo afora a pensar que este rito teve origem na Escócia, o que não é verdade. Os historiadores procuram ainda a resposta para este fato. Na verdade, é na França que encontramos as primeiras referências a este termo, através da palavra «Ecossais».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, no final do séc. XVII, as ilhas britânicas foram atingidas por um surto de tifo, muitos escoceses fugiram para a França, onde cultivaram os seus interesses maçônicos; pensa-se estar aí a origem do termo Escocês. Os primeiros registros deste termo remontam a meados do séc. XVIII, indiciando o início do Rito em Bordéus; daí terá sido levado para colônias francesas na Índias Ocidentais e posteriormente para os Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-3950603796350000456?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/3950603796350000456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=3950603796350000456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3950603796350000456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3950603796350000456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/01/reaa.html' title='R:.E:.A:.A:.'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-5550982737954390544</id><published>2007-01-21T13:43:00.000-08:00</published><updated>2007-01-21T14:05:31.022-08:00</updated><title type='text'>Os Templários</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No distante ano de 1119 em Jerusalém era criada por Hugo de Paynes uma ordem religiosa para proteger peregrinos cristãos em passagem na Terra Santa e proteger o Santo Sepulcro . Assim sem maior estardalhaço nascia a Ordem dos Cavaleiros Templários. ( ou ´´Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e Templo de Salomão´´ )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo a importância dos Templários cresceu significativamente ao ponto de transformar a sua organização no braço armado da Igreja Católica e Reinos latinos bem como assumiram o posto de protetores da maioria dos lugares santos para o cristianismo no Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o cotidiano dos Templários envolvia a administração dos locais para onde iam os peregrinos, a defesa das rotas e linhas de abastecimento em víveres e armas, a guarda de valores em confiança para terceiros, a contabilização do vasto patrimônio que possuiam e outras tantas questões ´´mundanas´´ que os afastava do trato de assuntos mais ´´espirituais´´ que estariam envolvidas outras tantas ordens religiosas que existiam na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora como é óbvio deduzir havia uma necessidade enorme de sigilo nas atividades que desenvolviam os Templários, o que levantava uma enorme áurea de curiosidade enquanto ao mesmo tempo suscitava a ganância de muitos. Não tardou para surgirem boatos, fofocas e toda sorte de especulação sobre o ´´grande mistério´´ dos Templários que mais tarde tomaram a forma de acusações graves de heresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje não são claras as razões da queda da Ordem dos Templários, porém, fica certo que houve muita exploração política a respeito destas ´´´lendas´´ tanto criadas pela ignorância supersticiosa de muitos quanto nas críticas fundadas seja pela inveja do poder de influência como por conta dos tesouros templários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria mais consolidada entre historiadores aponta para as necessidades financeiras do Rei Felipe IV que já tinha herdado um reino atolado em dívidas e sob o risco de ser invadido por potências estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim do mesmo modo como o Rei da França partiu para espoliação pura e simples dos judeus franceses, duramente perseguidos e privados de seus bens em favor da Coroa Francesa, era passo lógico que fosse atrás do grande patrimonio do qual eram donos a Ordem Templária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros apostam numa suposta rivalidade com outras Ordens Religiosas como a dos Dominicanos, falam ainda da rejeição dos Templários em aceitarem a proposta do Papa Clemente V de unificarem todas a ordens e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo , o existem até hoje grandes mistérios como para onde foi parar o fabuloso tesouro templário? Ninguém tem a menor idéia....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente falam muito das vitimas entre os Templários, mas em que se tornaram os sobreviventes, particularmente na Escócia, Inglaterra, Irlanda e Portugal onde poucos foram conduzidos à morte na fogueira ou mesmo presos ? Ou na Espanha, Alemanha e Chipre, onde todos foram declarados inocentes? Para onde toda esta multidão foi parar?&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-5550982737954390544?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/5550982737954390544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=5550982737954390544' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/5550982737954390544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/5550982737954390544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/01/os-templrios.html' title='Os Templários'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-8050952609274570561</id><published>2007-01-13T12:58:00.000-08:00</published><updated>2007-01-13T13:00:25.505-08:00</updated><title type='text'>Sistema Econômico Islâmico</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;´´ O melhor de vós  não é quem renuncia a esse mundo pelo Além, nem quem negligencia o Além por este  mundo; o melhor de vós é quem toma desse mundo como do  Além.´´&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Com esta hadite ( conjunto de  tradições islâmicas de base histórica tendo como paradigma a vida do Profeta  Mohamed )  figura ser essencial para todo muçulmano e por extensão imperioso  para toda a comunidade de crentes que não pode haver separação entre assuntos  temporais ( DUNIYA ) e espirituais ( DIN ).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Por conta disto na condução das  atividades econômicas de uma comunidade muçulmana sempre será presente o  cumprimento de orientações corânicas que entre tantas coisas exigem a construção  de uma sociedade justa, igualitária e fraterna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nesta perspectiva, o Alcorão  ensina que o mundo e tudo que nele existe é obra de criação de Deus para o  beneficio de toda Humanidade que por desejo do Criador deve ser provida com  prosperidade e abundancia, significa dizer de outro modo que o fim último do  sistema econômico está em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;garantir justamente que as  dádivas de Deus concedidas ao Homem seja usufruídas de maneira  plena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Assim , temos de um lado o imperativo  moral sempre presente guiando as ações dos agentes econômicos e do outro a  motivação de ser aceitável como objetivo alcançar a prosperidade material, o que  diverge em muito do posicionamento defendido tanto por defensores do  Capitalismo quanto ideólogos do Socialismo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Desta forma um muçulmano não é um  asceta que renuncia a busca riqueza pessoal em favor de assumir votos de  pobreza e nem deixa ficar cego pelo vil metal ao ponto de abrir mão de  princípios morais relevantes,pois julga acima de tudo que Deus o criou para ser  feliz em meio de um mundo que existe para prove-lo com abundancia e  generosidade . &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Deste modo, o Islã  coloca-se contrário a atitudes perdulárias com os próprios bens onde não é  evitado o desperdício e o consumismo insensato em nome de ostentar uma boa  condição econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora observem que se com aquilo que possui o fiel há  tamanha preocupação para que o uso não descambe em abuso quanto mais com  os  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;bens da natureza que sendo de propriedade de Deus a  exigência eleva-se em grau de intensidade ao ponto de ali poder ser vislumbrado  um esboço da idéia de ser buscado um   ´´crescimento auto-sustentado´´ que  assegure a preservação do meio ambiente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se nota também um visão de bem  estar social já que  o Islã coloca como insuscetíveis de serem comercializadas  certos bens ou serviços pelo significado maléfico que a privação ao acesso  significaria para comunidade, resultando que ou é estabelecido uma gratuidade no  uso ou fica tudo  em mãos do Governo para poder oferta-los com Justiça.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Seguindo a mesma linha de raciocínio em certos casos há  limitação de formação de monopólios, seja nas mãos do Estado ou de  particulares, se tal coisa acarretar uma situação socialmente injusta.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em resumo a fórmula básica da  logística em vigor no sistema econômico islamizado pode ser resumida através do  ensinamento deixado pelo Profeta Mohamed ( SAWS ) que  o anunciava como Verdade  Revelada provida da voz do próprio  Deus : &lt;em&gt;&lt;strong&gt;´´ Temei a Deus e sede  moderados em vossa busca da riqueza; tomai apenas o que é permitido e deixai de  lado o que é proibido´´&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-8050952609274570561?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/8050952609274570561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=8050952609274570561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8050952609274570561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/8050952609274570561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/01/sistema-econmico-islmico.html' title='Sistema Econômico Islâmico'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-1412240679937568227</id><published>2007-01-07T14:56:00.000-08:00</published><updated>2007-01-07T19:35:06.822-08:00</updated><title type='text'>Religião e Estado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O laicismo não foi concebido originalmente como uma forma de construir um ´´Estado Ateu´´ ou de toda maneira armar a Máquina do Estado de mecanismos anti-religiosos, pelo contrário vem a laicização como um processo de livrar a religião do controle coercitivo do Governo e possibilitar assim a criação em tese de uma sociedade onde assuntos religiosos transitem mais para órbita privada bem como também vigore um certo clima de diversidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que da pretensão de criar meios estatais em que prevaleça a liberdade religiosa, o fato é que a laicização tem se prestado a objetivos outros como de realmente efetuar práticas irreligiosas e mesmo de perseguição a movimentos religiosos, tal como é praxe em Estados Totalitários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, é uma simplificação grosseira de raciocínio considerar que um Estado Teocrático ( ou similar ) resulte necessariamente na construção de um ambiente nocivo a liberdade religiosa, no lugar a questão que culmina como fundamental é caso a religião colocada como oficial se vale ou não de práticas proselitistas em decorrência de sua situação de privilégio no plano institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sendo um movimento religioso voltado a conversão maciça de novos fiéis as suas doutrinas e se colocando de maneira hostil as outras crenças é fato que mesmo em um Estado Secular virão religiosos organizados politicamente para fazer pressão no sentido de conquistar benesses estatais em favor de adeptos de sua religião em detrimento das demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue também como falho supor que um Estado Teocrático leve necessariamente ao poder uma classe sacerdotal, sendo o mais comum um governante secular assumir o controle da religião oficial como seu líder maior e coloque os sacerdotes em situação equivalente de funcionário público. ( observando que nem toda religião há a figura de sacerdote bem como também poucas tem uma estrutura eclesiástica montada o que faz a ´´liderança´´ do governante ficar situada no plano restrito de sua conduta servir de bom exemplo para inspirar aos cidadãos )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente ocorrem situações em que a doutrina religiosa só venha para prestar uma orientação genérica sobre assuntos de estado ou nem isto até quando é encarada a vida espiritual como em apartada da vida pública, significando que a influência da religião oficial figura em um contexto mais ´´simbólicos´´ do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, como se vê, a questão é muito mais complexa do que situar o tema em torno da discussão da necessidade e validade de haver uma religião oficial ou diversamente operar uma separação entre o Poder Temporal e o Poder Espiritual ao ponto de erigir um Estado Laico . Destarte, não há como cogitar aqui uma resposta fácil e padrão que diga ser desejável sempre existir um Estado Secular ou em extremo oposto um Estado Teocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-1412240679937568227?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/1412240679937568227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=1412240679937568227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/1412240679937568227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/1412240679937568227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2007/01/questes-sobre-religio-e-estado.html' title='Religião e Estado'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-3060113081669992470</id><published>2006-12-31T10:14:00.000-08:00</published><updated>2006-12-30T12:25:45.848-08:00</updated><title type='text'>O Anticristo</title><content type='html'>O número da Besta :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;´´Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque é o número de um homem , e o seu número é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seiscentos e sessenta e seis.´´ Apocalipse 13 :18&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A redação final do Apocalipse é estimada ter ocorrido por do ano 95 da Era Cristã e sua autoria atribuída a João que também foi um dos que teria escrito um dos 04 Evangelhos que dão narrativa a vida de Jesus Cristo ( outros são Mateus , Lucas e Marcos ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pano de fundo João vive uma época em que o cristianismo como movimento religioso tem sua ascensão em Roma com o reconhecimento do Imperador Constantino da religião como a oficial dos romanos ( depois reconhecida de culto obrigatório pelo Imperador Domiciano )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que a época não é menos violenta e conturbada para os fiéis já que surgem tantos cristãos quantos são as formas deles encararem o cristianismo entre si ao ponto de em torno destas divergências doutrinas surgirem seitas .( temos, por exemplo, os arianistas que consideram ser a natureza de Jesus de base humana e não bem divina )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda maneira pelo conjunto da obra , digamos assim, esta pequena citação que destaquei do livro de Apocalipse no capítulo 13 em seu versículo 18 é o que sempre despertou curiosidade. Sim,por que João dá uma pista sobre quem seria este personagem tão lendário como o maligno que seria o responsável pelo o Fim do Mundo : o anticristo ! Dizendo que o número dele é 666.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por várias datas foi conjeturado como sendo do nascimento do anticristo de modo a reproduzir o cabalístico ´´666´´, a saber 06/06/666, 06/06/1066, 06/06/1666 e por ai vai até chegarmos ao atual fatídico 06/06/2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentam no entanto que existiria um lapso de erro no calendário cristão que seria de 05 anos de modo que 06/06/2006 seria 06/06/2001 e indo mais além apelando para numerologia alegam que a data que daria um ´´666´´ no somatório seria na verdade 06/06/2004 ( onde o ano seria convertido em seis pela soma de seus algarismo isolados ) e neste sentido a data enigmática do nascimento da Besta seria mais exatamente ocorrido no dia seis de junho de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda maneira o apogeu do anticristo seria aos 33 anos, imitando assim maleficamente a Cristo, significa dizer que tomando como base 06/06/99 o esperado ´´ Fim do Mundo ´´ seria em 2032. Pegando outras variações ficaríamos com algo que ocorreria mais ou menos na década de 30 do Século XXI ou se muito dez anos antes ou depois disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro existem zilhões de outras interpretações a respeito do anticristo que ao meu ver não são menos fantasiosas quantos estas versões que já mencionei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  quem é o Anticristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor o termo ´´anticristo ´´(do grego αντιχριστός / "opositor à Cristo") está essencialmente contido de maneira expressa em apenas 04 passagens na Bíblia e todas elas são também de autoria de João ( 1 João 2:18 , 2:22 , 4:3 e 2 João 1:7 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos demais casos, ao longo de cerca de 50 profecias distribuidas principalmente no Livro de Daniel , Segunda Carta aos Tessalonicenses ( de autoria de Paulo de Tarso ) o citado Apocalipse, não existe passagem onde o termo ´´anticristo´´ seja usado mas sim um ´adjetivo´ similar tal como a "&lt;i&gt;Besta que domina o mundo&lt;/i&gt;" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, levanta-se o questionamento que esta ausência do termo ´anticristo´fosse prova de que o Apocalipse não tenha sido escrito realmente por João , porém, fosse ele ou outra pessoa não resta dúvida que Nero foi o ´modelo´ que serviu de base de inspiração para criação do personagem já que a época quando foi escrito o texto ele realizava um ampla perseguição aos cristãos e um governo tirânico sobre Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora se Nero inspirou João também prestou para igual fim nos escritos de Paulo que viveu no mesmo período histórico por outro lado em época anterior Nabucodonosor I da Babilônia serviu como uma luva para Daniel e suas visões ´proféticas´de Fim do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente foi tudo ´descontextualizado´ no sentido de colocar estas passagens bíblicas como sendo uma ´mensagem´para os dias atuais e futuros, fazendo assim o ´Anticristo´o grande personagem por detrás na  suposta trama divina de Armagedon e construção do Reino de Deus na Terra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-3060113081669992470?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/3060113081669992470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=3060113081669992470' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3060113081669992470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/3060113081669992470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/12/o-anticristo.html' title='O Anticristo'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116690594453204031</id><published>2006-12-23T12:11:00.000-08:00</published><updated>2006-12-23T16:15:21.340-08:00</updated><title type='text'>Os outros Cristos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pode-se relacionar  pelo menos 10 características básicas comuns a todos ''Salvadores'' que já  andaram pelo planeta :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- nasceram no dia 25 de Dezembro ou próximo a ele  ;&lt;br /&gt;2- nasceram de mãe virgem ( partogeneticamente );&lt;br /&gt;3- levaram uma vida de  sacrifícios pela humanidade;&lt;br /&gt;4- nasceram em grutas, câmaras subterrâneas ou  lugares parecidos;&lt;br /&gt;5- receberam o nome como : '' O que Traz a Luz'' , '' O  Curador'' , '' O Salvador'' e etc.&lt;br /&gt;6- foram vencidos por seus inimigos;&lt;br /&gt;7-  desceram depois de derrotados aos infernos, passando por um processo de expiação  e muito sofrimento;&lt;br /&gt;8- ressuscitaram dos mortos depois de não mais de que  três dias e tornaram-se paladinos da Humanidade no Mundo Celestial;&lt;br /&gt;9-  fundaram em torno deles comunhões de santos e organizaram-se templos nas quais  os discípulos eram recebidos pelo batismo;&lt;br /&gt;10- eram comemorados por meio de  refeições eucarísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas verdadeiras correntes de conexões entre a  vida , morte e ressurreição destes personagens tidos como seres ´´especiais´´  perante o resto da Humanidade, o fundo do ´´enredo´´ por onde desenrolaram os  acontecimentos se dando em quase a mesma seqüência e com os similares  ´´acessórios´´ presente nas narrativas levantam toda sorte de considerações e  teorias das mais fantasiosas.  Vamos a elas :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teóricos da  Conspiração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns consideram o aparecimento de tais pessoas de  tempos em tempos em vários pontos do planeta não seja por acaso, mas sim algo  proposital fruto da ação de grupos secretos iniciáticos que escolhem certas  pessoas e os treinam desde a tenra idade recebendo ensinamentos esotéricos na  intenção de treina-los para andarem entre os povos do mundo como seus ocultos  porta-vozes transmitindo aspectos da sua doutrina mística para que tanto se  operem transformações ´espirituais´na Humanidade quanto estas organizações  assumam o controle do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na perspectiva desta ´´teoria  conspiratória´´ estes ´escolhidos´ marcam sua passagem aos olhos de todos pela  sujeição de idênticas experiências maculadas por muita dor e sofrimento tal como  fizeram antigos ´Mestres´ (   ou peões ? ) que lhe antecediam . Tudo a rigor,  então, seria uma encenação bem montada e planejada  que faria de parte de um  plano maquiavélico orquestrado por ordens iniciáticas atrás de poder.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Claro e evidente que é fácil refutar tais  alegações estapafúrdias, fazendo mais provável que  estas teorias  surgiram  da  cabeça de um outro líder de uma destas organizações iniciáticas para operar uma  aura de falsa autoridade e poder ao redor da sociedade secreta para gerar  impressão de prestigio seja diante de seus seguidores quanto de gente de fora.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para se ter uma noção, só para começo de  conversa,   NENHUMA destas ordens remonta em sua origem histórica a época de  qualquer de um destes ´escolhidos´ tenha pretensamente vivido quanto mais  alegarem que tenha estado atuando por detrás dos eventos.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;A força do sincretismo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Outros consideram estas ''coincidências''  como resultante de sincretismo entre culturas  onde ao final de certo tempo  teria sido operado  associações  comportando várias versões de relato de acordo  com o tempo e o lugar de quem conta muito embora guardando relações de  similaridade na essência do enredo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Daí porque, por exemplo, se no Egito Antigo  comemorava-se em 27/12 o ''Ressurgimento de Osíris'', na mesmo período os  Romanos na época do Império celebravam os '' Saturnais'' e atualmente povos  cristãos festejam o Natal no dia 25/12. Na esteira disto as lendas se  ´´misturavam´´ fazendo surgir estas ''coincidências''.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ocorre que  se formos desposar esta tese  seria forçoso concluir que na origem de tudo estaria uma ´´história real´´ que  dá base a todos os mitos , lendas e folclore decorrente que foram depois  aglutinados, isto é, ´´peneirando´´ todo este sincretismo é de supor que  hipoteticamente haveria um modelo primevo seja de narrativa fictícia ou mesmo um  relato real de  um personagem  notável aos olhos dos demais que há priscas  eras teria passado por todo tipo de atribulação e servido de inspiração para  futuras gerações .  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não obstante, esta teoria para ser factível  é de supor que culturas de povos diferentes tenham em algum momento  histórico travado contato e mantido intacto por um período de tempo considerável  ao ponto de uma espécie intercambio tenha se operado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ocorre que mesmo em culturas isoladas este  padrão nos mitos por detrás da histórias dos ´´ Messias´´ ( ou seja qual for o  nome dado ) é mantido na essência da trama bem como também uma enorme e curiosa  coincidência das datas e a ordem dos acontecimentos  !! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;Atavismo  Biológico&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A teoria derradeira define que por detrás  destas ''coincidências'' se esconde  uma explicação de as similaridades  existentes são decorrentes da natureza humana assim considerada como espécie  biológica, ou seja,  é um cenário criado dentro das possibilidades humanas de  inventividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Figura realmente complicado de entender,  porém, se formos pensar que por mais isolada e distante for um povo no planeta  existente similaridades nos costumes. Claro é evidente que existem diferenças  por vezes gritantes, só que mesmo assim ainda existem condutas que são  universalmente ( ou tendente a universalização ) encarados como tabus, vistos  como atitudes criminosas e etc. a  despeito  de qual cultura no planeta nos  referirmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Deste modo,  estas 10 características  básicas comuns a todos ''Salvadores'' no planeta estariam dentro do rol de  conceitos e noções universais , ocorre que seguindo este raciocínio figura ainda  sem explicação dos &lt;u&gt;MOTIVOS&lt;/u&gt; desta linha de enredo e não outra ter sido  seguida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;Inconsciente  Coletivo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se de um lado o atavismo biológico explica  como se operaram estas ''coincidências'' do outro a noção de Inconsciente  Coletivo pode abrir uma perspectiva inusitada a respeito dos ´´ porquês´´  desta  linha de enredo ter sido escolhido preferencialmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No caso por detrás destas 10 características  básicas comuns a todos ''Salvadores'' no planeta haveria um vasto universo  simbólico arquétipico que ocultaria para Humanidade seja uma verdade ou mesmo  uma realidade muito inamistosa para ser encarada à luz da conciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste  sentido,  coletivamente invocamos a este mito recorrente  do ´´ Messias´´ e o transmitimos de  geração para geração para afastar algum ´´ fantasma´´ que grita lá bem dentro de  nossa mente desde tempos imemoriais.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O que seria  de tão grave assim ?  Deixo  esta questão em aberto para você quem lê chegue as suas próprias  conclusões.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116690594453204031?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116690594453204031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116690594453204031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116690594453204031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116690594453204031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/12/os-outros-cristos.html' title='Os outros Cristos'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116637961470883180</id><published>2006-12-17T10:15:00.000-08:00</published><updated>2006-12-17T17:02:15.660-08:00</updated><title type='text'>Sobre crenças e culto religioso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Poucas sociedades primitivas eram de fato verdadeiramente politeístas no sentido de cultuarem várias divindades ao mesmo tempo, no lugar há exemplos inúmeros de povos que apesar de acreditarem na existência de outros deuses concentram a adoração por um deus de cada vez ou ainda predicam uma atenção quase exclusivista por só uma divindade entre várias. A isto chamam de henoteísmo ou´´monolatria´´, onde como excelente exemplo figuram os celtas em sua religião que devotavam uma primazia de reverencia ao Deus Lugh entre os vários deuses e deusas do panteão céltico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por sua vez, os egípcios no passado é que em seus cultos religiosos chegaram o mais próximo da situação ideal de professarem uma crença politeísta pura, já que igual destaque era dado a todas as divindades. Neste sentido, vale aqui destacar que o politeísmo egípcio foi resultado da incorporação do culto de várias divindades cultuadas pelas diversas tribos assentadas ao longo do Rio Nilo, significa dizer de outra forma que havia por detrás da devoção oficializada pelos Faraós uma tentativa destes firmarem sua autoridade bem como de inculcarem uma mensagem de inequívoco sentido político em prol da construção de uma identidade nacional que subjugasse de vez as afinidades de cada um do povo com sua tribo em detrimento da lealdade com o Império Egípcio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nesta perspectiva, encaro o politeísmo como resultado em grande parte das conquistas de uma tribo sobre a outra, isto é, cada vez que uma tribo era vencida tinha a propensão de incorporar as divindades de seus conquistadores e ao mesmo tempo estes também adotavam em seus cultos os deuses dos vencidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora este processo de ´´sincretismo´´ se dava em razão principalmente da convicção de que os deuses dos vencedores tendo poder o suficiente para dar a eles a vitória não deveriam ser contrariados e ao mesmo tempo não figurava também como medida sensata deixar de lado os deuses antes cultuados já que mesmo ´´fracos´´ eram indubitavelmente mais poderosos que qualquer reles mortal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do mesmo modo pelo lado dos vencedores havia o temor dos deuses locais partirem para vingança tanto quanto viam estas divindades como melhores conhecedores das riquezas ocultas daquela terra conquistada do que os seus próprios que como eles eram ´´estrangeiros´´ no local. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Superstições à parte o fato é que esse ´´politeísmo pragmático´´ acabava contribuindo a longo prazo para arrefecer as rivalidades e criar um clima de paz e concórdia que dificilmente seria possível caso no lugar fosse simplesmente ignorado as crenças do povo conquistado ou pior exigido que estes aceitassem o culto religioso trazido por uma outra tribo que vinha ali para conquista-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aliás, mesmo a prática do henoteísmo pode ser explicado no contexto de resquício persistente da cultura local que sobreviveu apesar dos contatos com outros Povos em suas crenças e cultos, ou seja, consideravam os demais deuses ´´estrangeiros´´ só que permaneciam dando primazia as divindades locais que a rigor contribuíam para construção e manutenção de sua identidade cultural como tribo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por sua vez, o monoteísmo cresce em direta razão da expansão demográfica de uma dada população que faz o culto de seu deus tribal atingir proporções tais que termina ganhando primazia no meio social, isto é, um povo na origem henoteísta ganha poder sobre os demais e rompe os laços de convivência com as divindades que estes dedicam atenção. A partir daí é exigido o culto a um deus único, ignorando por completo a existência de outros deuses e mesmo em extremo gerando obstáculos para celebra-los ritualisticamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entre pressupostos necessários para uma cultura atingir o monoteísmo, nas condições que narramos, vemos que é algo mais propenso de ocorrer em sociedades sedentárias do que nômades bem como surge a reboque da superação da noção de tribo em favor da construção da idéia de nação tanto quanto surge em comunidades humanas mais homogêneas na sua constituição cultural do que em meio social onde privilegie a diversidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obviamente que não se faz surgir como regra, como resultado da transição do nomadismo para o sedentarismo, da tribo para nação e da diversidade para unidade, de que todas as sociedades abandonem o politeísmo ou mesmo henoteísmo em favor do monoteísmo tal como fosse este um estágio imperativo e necessário na evolução da História Humana. Exemplos há onde até hoje o politeísmo ou henoteísmo persistem intactos como forma de credo e culto, tal como na Índia com o hinduismo ou o Japão com o xintoísmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116637961470883180?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116637961470883180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116637961470883180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116637961470883180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116637961470883180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/12/sobre-crenas-e-culto-religioso.html' title='Sobre crenças e culto religioso'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116569748731319265</id><published>2006-12-09T12:23:00.000-08:00</published><updated>2006-12-09T12:51:27.346-08:00</updated><title type='text'>No caminho do Êxodo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observem  que o texto  primitivo constante no corpo do documento do que hoje é a Bíblia havia apenas uma indicação geral por onde os israelitas tomaram o caminho depois de saídos do cativeiro no Egito , falando que foram para o leste ou o sudeste, dizendo que eles  partiram de Ramsés para Sucot, daí seguiram a Etam de onde foram até Pi-Hahirot que fica entre Migdol e o ´´mar´´ ( Ex 14, 2 ) para montarem acampamento, partindo dali para atravessar o ´´mar´´ e acampando em Mara no  Deserto de Etam pela segunda vez donde se dirigiram para o deserto .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que a maioria dos capítulos e versículos que tratam do assunto falam  só de ´´mar´´ sem ter cuidado de designa-lo, daí só em Ex 15,4 que é dito ´´ Arremessou ao mar os carros de Faraó e o seu exército, afundou os melhores dos seus combatentes no mar dos Juncos´´  ( Bíblia - Edições Loyola /1989 )  que em outras versões é chamado pelo nome egípcio de ´´mar de Suf´´ e não do seu derivado hebraico yam sûf. ( observando que este ´´mar´´ é hoje atravessado pelo canal de Suez ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrematando ainda o texto bíblico que ´´ As águas voltaram e cobriram os carros e cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; e não escapou um só deles.´´ (Ex 14,28), voltando assim a falar de mar . Alguns entendem que por isso esta observação a respeito do  mar dos Juncos é fruto de ´´acréscimo´´ ao texto feito por tradutores em gerações posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente os geógrafos consideraram  o mar dos Juncos como parte integrante do mar Vermelho apesar de na antiguidade serem tidas realidades distintas bem eqüidistantes no espaço ( como de fato são ), seguindo alguns tradutores a mesma orientação e passando a traduzir o local da travessia como sendo não o mar dos Juncos e sim mar Vermelho. Havendo especialistas que julgam o inverso, isto é,  as mudanças havidas na designação geográfica do mar dos Juncos como parte inseparável do Mar Vermelho foram inspiradas por falhas traduções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o mar de Juncos vemos que os israelitas teriam atravessado uma região bem pantanosa e de lagunas , sendo seguidos em seu encalço bem de perto pelas tropas egípcias que eram comandadas pelo próprio Faraó, significa dizer que não haveria grande problemas deles passarem ´´por cima´´ mesmo que às custas de ficarem bem sujos de lama, mordidos por mosquitos, vitimado por ação de sanguessugas e com alguns mortos por crocodilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora para os egípcios a estória seria outra , isto é, bem pesados por conta de carregarem espadas e lanças, vestirem armaduras, portarem escudos e etc é bem provável que em muitos casos o chão do leito do mar dos Juncos cedesse parcialmente  ou totalmente  se consideramos o peso somado das bigas, cavalos, camelos e outros animais de carga que acompanhava as tropas. ( como o chão já ´´afofado´´ pela passagem dos israelitas )   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do lugar de onde ocorreu o evento, o fato é que também a própria Bíblia entra em contradição mais adiante em Números no Capitulo 33 em seus versículos 01 até 49 ao descrever todo evento sem mencionar ´´travessia´´ alguma seja do mar dos Juncos ou mar Vermelho !!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando que nenhuma outra fonte de origem não-judaica , não-cristã ou não-muçulmana dá conta deste evento ou mesmo dá notícia que o faraó Ramsés II tivesse morrido ´´afogado´´ conforme alega a Bíblia. Entre as possibilidades que são indicadas por historiadores dá conta de que o êxodo se deu de maneira bem lenta e maneira menos ´´apoteótica´´, seja mesmo uma parcela dos hebreus foi libertada do cativeiro por ordens do Faraó por razões que se desconhece ou bem tudo se trata de uma obra de ficção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116569748731319265?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116569748731319265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116569748731319265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116569748731319265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116569748731319265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/12/no-caminho-do-xodo.html' title='No caminho do Êxodo.'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116509660821725037</id><published>2006-12-02T12:58:00.000-08:00</published><updated>2007-01-07T19:36:48.844-08:00</updated><title type='text'>O Alcorão e a Sociedade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Alcorão é conceitualmente onibrangente em sua influência no meio social na medida que não faz distinção entre a esfera religiosa e a vida particular do fiel de modo a abarcar todas as facetas da atividade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva o islamismo inclui mandamentos não só de ordem religiosa mas também disposições normativas típicas de constarem em um código de direito civil ou penal, ai incluindo até questões de natureza processual.Vemos isto, por exemplo, quando o mandamento corânico declara direito a herança a mulher, divórcio, exige três pessoas para fazer testemunho de um acontecimento e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alcorão de fato pode ocupar o lugar de uma Carta Magna em um país sem maiores problemas ou figurar como fonte maior de direito no ordenamento jurídico em caso de lacuna ou ambigüidade da lei. Aliás, foi este o papel que o Islã ocupou historicamente na formação originária de várias nações árabes, dando subsídio ao que era antes grupos errantes de tribos sempre em guerra pudessem reunir sob a égide da autoridade de um governo nacional que vinha para pacificar as disputas e trazer ordem socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cogite, porém, seja o Islã refratário a Lei Secular e o a formação de um Estado Laico, dando margem apenas ao surgimento de Governos Teocráticos que transformam a Fé e o Credo Religioso em assunto de estado. Pelo contrário o contexto é que venha o Alcorão enumerar princípios gerais abstratos orientadores no sentido do legislador editar leis justas, o governo não ser tirânico e o magistrado julgar com equidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por menos no preceituário corânico surge como premissa na sua aplicação o reconhecimento dos costumes praticados coletivamente tanto quanto busca formular consenso na comunidade, o que traduz em termos práticos entre outras coisas não ser admitido a conversão forçada ao Islã e nem a perseguição ou qualquer atitude intolerante que seja com pessoas de outras crenças religiosas e posições filosóficas. Nada mais contrário, então, a formação de um governo que seja lastreado na segregação religiosa e fanatismo como pode se esperar como conduta típica em uma teocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida neste exato momento o leitor deve estar questionando que a imagem passada pela mídea a respeito do Alcorão e muçulmanos em geral é bem diferente, associando os mesmos a atividades terroristas imersas no fanatismo religioso, ignorância e assim por diante. Com certeza posso afirmar que nada é mais distante da realidade do que isto, só que entre a verdade e a versão pervertida tem sido vitoriosa esta última.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116509660821725037?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116509660821725037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116509660821725037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116509660821725037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116509660821725037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/12/o-alcoro-e-sociedade.html' title='O Alcorão e a Sociedade'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116397498475252496</id><published>2006-11-19T13:53:00.000-08:00</published><updated>2007-01-07T19:36:58.074-08:00</updated><title type='text'>Heresia</title><content type='html'>O assunto mais caro e valorizado por toda e qualquer Religião são seus Dogmas, aquelas verdades inquestionáveis frequentemente absurdas dos quais só os mais devotos conseguem entender ou acreditar. Não é por menos que, como disse Martin Lutero, ''a Razão é Inimiga da Fé ''.Sim, porque quem se guia na Razão tem sérios problemas para levar mesmo a sério o mais banal dos Dogmas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, vem a tona a questão da violação do Dogma ou melhor a ''heresia''. Agora nada mais fácil do que cometer uma heresia mesmo tendo toda Fé no Coração e apesar de ser o mais fiel devoto . Vale citar neste sentido Voltaire :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'' A verdade é sempre relativa. Depende de quem a interpreta. Pode-se encontrar heresias até no Pai Nosso. Assim por exemplo :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;' Pai Nosso que estais no Céu ' : primeira heresia, porque Deus está em toda parte e não somente no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;' Venha a nós Vosso Reino; seja feito a Vossa Vontade ' : segunda heresia, porque nas Escrituras nos ensinam que Deus já Reina. E se não é a Sua Vontade que prevalece atualmente, que outra vontade prevalece em detrimento da Sua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;' Perdoai-nos nossas ofensas como nós perdoamos aos que nos ofenderam.': outra heresia. Propomo-nos como modelos a Deus e pedimos-lhe seguir nosso exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;' Não deixeis cair em tentação ' : ainda uma heresia, por que só o demônio é que nos faz cair em tentação, e Deus não pode ser responsável por nossas quedas. ''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando Jesus a fórmula seria a seguinte: '' Quem não cometeu uma heresia na vida que atire a primeira pedra!! ''&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116397498475252496?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116397498475252496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116397498475252496' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116397498475252496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116397498475252496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/11/heresia.html' title='Heresia'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116275038275266672</id><published>2006-11-05T10:09:00.000-08:00</published><updated>2006-11-05T10:13:02.760-08:00</updated><title type='text'>A travessia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;/span&gt;Na atualidade algumas pesquisas históricas indicam que o mar cruzado pelos hebreus não foi o Mar Vermelho e sim o chamado´´Mar de Juncos´´que fica geograficamente localizado no delta do Rio Nilo formado a partir  de uma sucessão de lagoas rasas com saída para o Mar Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confusão de nomes teria sido estabelecida no Ocidente devido à tradução errônea para a língua inglesa naquilo que ficou conhecido como´´Bíblia do Rei James´´, onde se  escreveu por engano´´Red Sea´´( Mar Vermelho ) no lugar de´´Reed Sea´´( Mar de Juncos ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em favor desta tese existem os levantamentos arqueológicos bem ao Norte do Mar de Juncos que identificaram os locais onde foram encontradas boa parte das estrebarias e dos materiais de cavalaria usados como apoio logístico das  carruagens dos egípcios que perseguiam os hebreus em sua rota de fuga do Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, seja o Mar Vermelho ou o Mar de Juncos, o fato notável relatado na Bíblia, onde Moisés teria conseguido´´abrir passagem´´para que os hebreus passassem secos e ilesos por conta de um recuo momentâneo das águas, pode encontrar explicação em uma redução do nível do Mar Mediterrâneo na costa egípcia por volta do ano de 1250  AEC devido ao efeito de uma onda sísmica que acompanhou uma monstruosa erupção de um vulcão na Ilha de Santorini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um episódio assim como o ocorrido na Ilha de Santorini na fase inicial da erupção vulcânica o mar recua significativamente e depois avança em forma de maremoto cobrindo o litoral e os estuários das regiões costeiras próximas, prosseguindo por vezes a onda vai desabar bem distante do que seria a linha costeira. Ao mesmo tempo são projetadas imensas quantidades de pó e fumaça em altas regiões da atmosfera, transformando o dia em noite, alterando o clima, as correntes marítimas e etc. em um desastre ecológico sem precedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, sendo esta tese correta como explicar a coincidência entre a erupção do vulcão da Ilha de Santorini e estarem os hebreus no exato momento em que tal coisa ocorreu dando margem para fazerem a travessia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, como Moisés poderia lá do Egito saber a respeito do que ia ocorrer em uma pequena ilhota mediterrânea se até hoje não existem recursos tecnológicos e nem meios científicos de prever com precisão uma erupção vulcânica? Obviamente deste ponto em diante o assunto é mais centrado na fé de cada um e matéria de dogma religioso, porém, é aceitável supor que o incrível, o fantástico e o extraordinário também possam acontecer.   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116275038275266672?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116275038275266672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116275038275266672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116275038275266672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116275038275266672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/11/travessia.html' title='A travessia'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116208411329545012</id><published>2006-10-28T17:38:00.000-07:00</published><updated>2007-01-07T19:37:25.213-08:00</updated><title type='text'>As Grande Mães</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AS GRANDES MÃES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma breve relação de divindades pagãs de várias culturas que recebem nome seja de Deusa-Mãe, Rainha dos Céus, Deusa da Aurora, Sagrada Virgem, Santa Mãe, Suprema Mãe ou algo equivalente. Normalmente são representadas segurando uma criança no colo, com vestes brancas, coroa ou algo do tipo sobre a cabeça e por ai vai. Em tudo elas surgem para representar valores como bondade, caridade, maternidade, fertilidade, prosperidade e etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  a)     acadianos         -   Ishtar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   b)     anglo-saxã       -   Eostre&lt;br /&gt; c)     assírios             -   Anat&lt;br /&gt; d)    celtas                 -   Dana&lt;br /&gt;  e)    chineses            -   Shingmoo&lt;br /&gt; f)     egípcios             -   Hátor&lt;br /&gt; g)    escandinavos    -   Frigga&lt;br /&gt; h)    etruscos            -   Uni&lt;br /&gt; i)     fenícios              -   Astarte&lt;br /&gt; j)     filisteus             -   Asterote &lt;br /&gt;  k)    germanos          -   Freyja&lt;br /&gt; l)     gregos               -   Ártemis&lt;br /&gt; m)   hindus               -   Parvati&lt;br /&gt; n)   japonês              -   Amaterasu&lt;br /&gt; o)    sumérios           -   Inanna&lt;br /&gt; p)   teutões              -   Herta&lt;br /&gt; q)    romanos            -   Réia / Cibele&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OS RITOS &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação ao culto destas divindades nota-se um certo caráter ´´agrícola´´ nas oferendas, com ofertório de sementes, frutas frescas, pescado e assim por diante em altares normalmente improvisados em meio de muito verde ( floresta, bosques, foz de rios, cachoeiras e etc ) Sendo que as cerimônias são acompanhadas com muita comida , bebida , música e dança entre os presentes. Observando que não é muito comum ver a realização de sacrifícios ritualísticos seja de animais ou humano , pois como já mencionado são divindades representativas da maternidade, fertilidade e valores assemelhados, não cabendo nesta pespectiva ritos muito ´´ sangrentos´´.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ALGUMA RELAÇÃO COM A FIGURA DE MARIA? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curioso é verificar o quanto os cultos marianos do catolicismo em grande parte foram sincréticos com estas deusas e o seus ritos, pois a imagem de´´ Nossa Senhora ´´sendo a representação da ´´ Mãe do Filho de Deus´´ e o arquétipico-mor da pureza ( tão bem expressas no branco ´´virginal´´ de suas vestes ) em grande parte condiz, por exemplo, com a visão sumériana de Inanna / Rainha do Céu ou mesmo é assemelhado a forma de devoção que os chineses do tempo pré-dinastia Chang alimentavam respeito de Shingmoo / Santa Mãe. Aliás, em muitos casos suspeito que o considerado entre europeus contemporaneamente como sendo uma imagem de ´´Maria´´ bem pode ser na origem uma estatueta de Ishtar, Astarte , Ártemis e etc que apenas sofreu uma roupagem e interpretação diversa a partir de fiéis do catolicismo em épocas posteriores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116208411329545012?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116208411329545012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116208411329545012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116208411329545012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116208411329545012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/10/as-grandes-mes.html' title='As Grande Mães'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-7855137616578159420</id><published>2006-10-22T19:28:00.000-07:00</published><updated>2007-01-07T19:32:55.194-08:00</updated><title type='text'>Lúcifer : Da Luz às Trevas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lúcifer aparece apenas no Velho Testamento, em Isaías 14:12-14: e em mais nenhum outro lugar: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como fostes lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias em teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro problema é que Lúcifer é um nome latino. Então como ele foi aparecer em um manuscrito hebraico? Que nome hebraico recebe Lúcifer neste capítulo de Isaías que descreve o anjo que caiu e se tornou o senhor do inferno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto hebraico original não é sobre um anjo caído, mas sobre a queda de um rei babilônico, que durante toda sua vida só fez perseguir os filhos de Israel. Em nenhum momento é mencionado Satã ou Lúcifer no sentido de ´seres diabolicos´ ou algo do gênero. Como pode ser visto em Isaías 14:4-5 e 14: 16-20:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...então proferirás este motejo contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! Como terminou a tirania! Quebrou o Senhor a vara dos perversos e o cetro dos dominadores". "Os que te virem te contemplarão, hão de fitar-te e dizer-te: É este o homem que fazia estremecer a terra e tremer os reinos? Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir para casa? Todos os reis das nações, sim, todos eles jazem com honra, cada um no seu túmulo. Mas tu és lançado fora de tua sepultura, como um renovo bastardo, coberto de mortos transpassados à espada, cujo cadáver desce a cova e é pisado de pedras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome Lúcifer deriva do latim lucem ferre, aquele que traz a luz, portador da luz. Em grego, foi traduzido como phosphorous, também com o mesmo significado. No texto hebraico, a expressão usada para descrever o rei babilônico antes de sua morte é ´´heilel ben-shachar ´´ou הילל בן, que pode ser melhor traduzido como ‘o brilhante, filho do amanhecer’. O nome evoca o brilho dourado das vestes e dos acessórios de um rei orgulhoso, assim como o Rei Luiz XIV, da França, é apelidado de ‘Rei-Sol’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos este monarca que serviu de fonte do mito de Lúcifer teria sido rei da Babilônia Nabucodonosor II ( 604 /592 a.C ) que invadiu o o Reino de Judá, destruindo no processo Jerusalém e seu Templo em 587 a.C bem como também conduzindo uma deportação em massa da população habitante do local que sobreviveu ao massacre para servir como escravo em cativeiro em Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão alguns que o Profeta Isaías tendo vivido entre 740 e 681 a.C não poderia estar relatando fatos que lhe foram posteriores a sua morte, ocorre que para teoria da crítica bíblica moderna foram ´´dois Isaías´´ que escreveram o livro, tendo o segundo vivido por volta de 550-539 a.C quando havia a situação do Cativeiro em Babilônia e justamente por isso mencionado tal coisa na narrativa do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre ainda que chegou a Bíblia não foi bem esta hebraica menção ´heilel ben-shachar´/‘o brilhante, filho do amanhecer’, mas sim ´ heosphoros´/ ´aquele que trás ou aquele que carrega a luz ´. Sim , porque o texto bíblico corrente se baseia na tradução numa versão grega ( chamada Bíblia Septuagenita ) que depois foi vertida para latim ( Vulgata Latina ) realizada lá para o ano de 380 d.C por São Jeronimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo prestando os devidos louvores ao esforço herculeo de São Jeronimo e exaltando seus méritos intelectuais o fato é que a tarefa lhe era ingrata pelo fato de que além dos rigores próprios exigidos para fazer uma boa tradução cabia a ele se preocupar com detalhes no texto que poderia gerar certos ´´embaraços´´ à luz da doutrina da Igreja. Seja como for como resultado final vemos que de maneira incompreensível ele transforma o que seria meramente o título de um rei no nome de um anjo !!! Eis o nascimento de Lúcifer / o portador da Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então dali em diante Lúcifer se tornou um anjo desobediente, expulso do céu para reinar eternamente no inferno. Teólogos, escritores e poetas se aprofundam no mito da queda e dão mais forma e conteúdo a imagem luciferiana e ele se torna a própria personificação do Mal Absoluto. Agora , ironicamente, ‘o brilhante’ do hebraico se tornou o Príncipe das Trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que a história de um rei babilônico ‘filho do amanhecer’ acabou justamente associada com o próprio Senhor dos Infernos? Na época da tradução da bíblia, havia na mente das pessoas uma variedade muito grande de lendas cujos significados se distorceram ao se mesclarem com os conceitos cristãos. Já havia, nesta época, por exemplo , muitos outros mitos sobre personagens que eram também associados à idéia de diabo , demonios, inferno e etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz uma desta lendas , por exemplo, de que Lúcifer na condição de ´ o anjo de Luz´ possuía uma esmeralda em sua testa que representava o Terceiro Olho. Supostamente quando ele se rebelou e desceu aos mundos inferiores, a esmeralda partiu-se, pois sua visão passou a ser prejudicada. Um pedaço ficou em sua testa, dando-lhe a visão deformada que foi a única coisa que lhe restou, e do outro pedaço, que foi trazido à terra pelos anjos que permaneceram neutros na rebelião, foi esculpido o Santo Graal. Mas isso pouco tem a ver com o ´heleyl´ hebraico e como diz Michael Ende*1 isso é ‘uma outra história, e deverá ser contada em outra ocasião’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*1 - escritor alemão , autor de ´A História Sem Fim´&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-7855137616578159420?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/7855137616578159420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=7855137616578159420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7855137616578159420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/7855137616578159420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/01/lcifer-da-luz-s-trevas.html' title='Lúcifer : Da Luz às Trevas'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116093806125050540</id><published>2006-10-15T11:20:00.000-07:00</published><updated>2007-01-07T19:38:05.080-08:00</updated><title type='text'>Literatura Apócrifa Cristã</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A literatura apócrifa é tão extensa que pode sem exagero dar margem para fazer uma outra Bíblia com uma doutrina de sentido substancialmente diferente da estabelecida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para se ter uma idéia existem pelo menos cerca de 112 livros apócrifos, sendo 52 em relação ao Primeiro Testamento e 60 em relação ao Segundo, escritos em grego, latim, siríaco, cópto, etíope e diversos outros idiomas ou dialetos. Assim como a Bíblia, a literatura apócrifa está composta de Evangelhos, Atos, Apocalipses, Cartas, Testamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Veja que atualmente quando se fala em texto apócrifo por excelência se menciona os Manuscritos do Mar Morto, encontrado em 1945 em Nag Hamadi no Egito, só que estes são uma parte pequena do montante dos textos existentes, a saber os evangelhos de Tomé e de Maria Madalena . ( escritos em língua copta )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não por menos houve o  chamado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;decreto Gelasiano&lt;/span&gt;, segundo alguns de autoria do Papa Gelásio&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; 492-96) e  outros a São Dámaso I   ( 331-38 ) ,  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;contendo uma lista de 60 livros apócrifos do Segundo Testamento, os quais os  cristãos deveriam evitar que seriam : &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;01 - O sínodo de Sirmium,  convocado por Constâncio César, filho de Constantino, e moderado pelo prefeito  Tauro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;02-  A viagem em nome do apóstolo Pedro, que é chamado de nono  livro de São Clemente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;03- Os atos do apóstolo André.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;04-  Os  atos do apóstolo Tomé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;05- Os atos do apóstolo Pedro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;06- Os  atos do Apóstolo Filipe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;07- O evangelho de Matias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;08- O  evangelho de Barnabé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;09- O evangelho em nome de Tiago Menor  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;10 - O evangelho do apóstolo Pedro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;11 - O evangelho de Tomé (  usado pelos maniqueus )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;12- Os evangelhos de Bartolomeu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;13- Os  evangelhos de André.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;14- Os evangelhos falsificados por Luciano.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;15- Os evangelhos falsificados por Hesíquio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;16- O livro sobre  a infância do Salvador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;17 - O livro da natividade do Salvador e de  Maria ou "A Parteira". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;18- "O Pastor". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;19 - Todos os livros de  autoria de Leúcio, considerado discípulo do diabo pela Igreja . &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;20 -   "A Fundação". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;21-  "O Tesouro". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;22- O livro das filhas de Adão  Leptogeneseos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;23- O centão de Cristo incluído com versos de Virgílio.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;24- "Atos de Tecla e Paulo". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;25- "Nepos". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;26- Os  livros de Provérbios de pseudo-autoria do Santo Sisto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;27- A Revelação  dita de Paulo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;28- A Revelação dita de Tomé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;29- A Revelação  dita de Estevão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;30-"Assunção de Santa Maria". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;31- "A  Penitência de Adão". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;32- O livro sobre Gog, o gigante que teria após o  dilúvio lutado com um dragão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;33- "Testamento de Jó". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;34-  "A  Penitência de Orígenes". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;35- "A Penitência de São Cipriano".  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;36- "A Penitência de Jamne e Mambre". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;37- "A Fortuna dos  Apóstolos". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;38-"Lusa dos Apóstolos". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;39- "Cânon dos  Apóstolos". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;40-"O Fisiólogo", escrito por Ambrósio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;41- A  "História" de Eusébio Pampilo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;42- As obras de Tertuliano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;43-  As obras de Lactâncio, também conhecido como Firmiano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;44- As obras de  Fausto Africano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;45- O opúsculo "Potumiano e Gallo". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;46- As  obras de Montano, Priscila e Maximila. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;47- As obras de Fausto.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;48- As obras de Comodiano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;49- As obras do outro Clemente de  Alexandria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;50-As obras de Táscio Cipriano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;51- As obras de  Arnóbio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;52- As obras de Ticônio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;53- As obras de Cassiano,  sacerdote gaulês. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;54- As obras de Vitorino Petavionense. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;55-  As obras de Fausto Regiense Galliaro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;56- As obras de Frumêncio Cego.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;57-A carta de Jesus a Abgaro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;58- A carta de Abgaro a Jesus.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;59- A Paixão dos Ciricianos e Julitanos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;60 - A Paixão dos  Georgianos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;61- Os escritos chamados de "Interdição de Salomão".  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre autores temos ainda :Simão Mago, Nicolau, Cerinto, Marcião, Basílides, Ebion, Paulo de Samósata, Fotino , Bonóso, Montano, Apolinário, Valentino Maniqueu, Fausto Africano, Sabélio, Ário, Macedônio, Eunômio, Novato, Sabácio, Calisto, Donato, Eustácio, Joviano, Pelágio, Juliano de Eclanum, Celéstio, Maximiano, Prisciliano da Espanha, Nestório de Constantinopla, Máximo Cínico, Lampécio, Dióscoro e Êutiques,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depurado todos estes textos apócrifos e comentaristas tidos como malditos ficou consolidada a seguinte ordem para o Ao Antigo Testamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Gênese, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Êxodo, 1 livro;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Levítico, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Números, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Deuteronômio, 1 livro;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Josué, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Juízes, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Rute, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Reis, 4  livros; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Crônicas, 2 livros; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- 150 Salmos, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- 03 livros de  Salomão: Provérbios, 1 livro; Eclesiastes, 1 livro; Cântico dos Cânticos, 1  livro;&lt;br /&gt;- Sabedoria, 1 livro;&lt;br /&gt;-Eclesiástico, 1 livro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelhantemente,  esta é a ordem dos profetas: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Isaías, 1 livro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Jeremias, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ezequiel, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Daniel, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Oséias, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Amós, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Miquéias, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Joel, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Obadias, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Jonas, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Nahum, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Habacuc, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sofonias, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ageu, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Zacarias, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Malaquias, 1 livro.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por sua vez  esta é a ordem dos livros históricos:  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Jó, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Tobias, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Esdras, 2 livros; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ester, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Judite, 1 livro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Macabeus, 2 livros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A ordem das Escrituras do Novo Testamento: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- 4 livros dos Evangelhos: Mateus , Marcos , Lucas e  João.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- 1 livro do Atos dos Apóstolos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- 14 epístolas do apóstolo Paulo : aos Romanos, Coríntios, 02 epístolas aos Efésios, aos Tessalonicenses, 02 epístolas aos Gálatas, aos Filipenses, aos Colossenses, a Timóteo, 02 epístolas a Tito, a Filemon e aos Hebreus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- o Apocalipse de João,&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- as epístolas canônicas, em número de 07: 2 epístolas ao apóstolo Pedro, ; 1 epístola ao apóstolo Tiago, 1 epístola ao apóstolo João, 02 epístolas a João ( ancião ) 1 epístola ao apóstolos Judas ( o zelota )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Observando por fim que para os protestantes existem os chamados ´´ livros deuterocanônicos´´que são considerados blasfêmias à luz da doutrina cristã reformada e portanto são classificados como "apócrifos" e excluído da redação do texto biblico por este motivo. Neste contexto figuram :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- os livros de Tobias, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Judite, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- I Macabeus e II Macabeus, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Sabedoria, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eclesiástico (ou Sirácida) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Baruc&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- adições constante em Ester e Daniel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116093806125050540?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116093806125050540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116093806125050540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116093806125050540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116093806125050540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/10/literatura-apcrifa-crist.html' title='Literatura Apócrifa Cristã'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-116034890090853912</id><published>2006-10-08T16:02:00.000-07:00</published><updated>2007-01-07T19:38:24.330-08:00</updated><title type='text'>As Pragas do Egito pela Ciência</title><content type='html'>&lt;div style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;iFísico britânico lança livro em que procura explicar fatos do Êxodo com base em fenômenos da natureza. Fonte : O GLOBO - 29/03/04&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Um físico britânico, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, decidiu arriscar seu prestígio numa empreitada movida pela fé e pelo amor a um hobby, a arqueologia. Collin Humphreys dedicou boa parte de seu tempo livre a explorações no Oriente Médio. Daí surgiu “Os milagres do Êxodo” (Ed. Imago), recém-lançado no Brasil. No livro, ele procura apresentar explicações científicas para episódios como as pragas do Egito e a separação das águas do Mar Vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humphreys, que é batista, afirma que seu objetivo foi apenas discutir que tanto ciência como religião precisam conviver com mais harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele apresenta explicações polêmicas para as pragas que atingiram o Egito. Cita relatos de egiptólogos que falam de episódios em que as mesmas pragas apareceram durante o verão no país. O sangue no Rio Nilo seria uma maré vermelha, uma proliferação de algas que matou os peixes. O desastre ecológico, segundo o professor, explica a praga das rãs, a próxima da lista bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;— As pragas foram uma espécie de seqüência ecológica. Peixes em decomposição poluíram as águas, forçando rãs e sapos a fugirem para terra. A zoologia nos ensina que esses animais movem-se em direção de fontes de luz e calor. Não é surpresa que as cidades tenham sido invadidas. Muitos certamente morreram de fome quando estavam fora de seu hábitat. Com seu predador natural em apuros, insetos como mosquitos e moscas puderam reproduzir-se rapidamente e se tornar a terceira praga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva de pedras poderia ter sido uma simples tempestade de granizo, fenômeno observado na região em anos tão recentes como 1997. Tempestades de areia, fenômeno comum no desértico Egito, que por vezes chegam a bloquear a luz do Sol, uma explicação para a praga das trevas. Mesmo a praga das mortes dos primogênitos perde um pouco de seu impacto à luz da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso mais específico, um trabalho anterior ao de Humphreys já trazia pistas interessantes em 1996. Uma pesquisa de John Marr e Curtis Malloy sugere que distúrbios ecológicos, causados por uma praga de gafanhotos, teriam contaminado plantações e resultado numa intoxicação em massa na população. Sobretudo entre os filhos mais velhos, historicamente mais mimados em termos de quantidade de comida e privilégios na fila do jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;— Já me perguntaram se as pragas não seriam apenas um exagero da interferência humana na redação dos textos da Bíblia. Com base nos meus estudos, acho o contrário: pelo menos no Êxodo, parece-me que a descrição das pragas é bastante fiel à realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-116034890090853912?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/116034890090853912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=116034890090853912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116034890090853912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/116034890090853912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/10/as-pragas-do-egito-pela-cincia.html' title='As Pragas do Egito pela Ciência'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35352335.post-115974122852809615</id><published>2006-10-01T15:19:00.000-07:00</published><updated>2007-01-07T19:39:02.945-08:00</updated><title type='text'>Alcorão versus Bíblia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ascensão do lslã se deu no início do Século VII EC, chegando o seu apogeu civilizatório no que é designado como ´´Idade Média´´, porém , é deveras curioso observar o contraste neste período histórico entre os povos em países islâmicos do Oriente Médio ( notadamente em metrópoles como Bagdá )com os de nações cristãs do continente europeu. É uma situação gritante ainda ao considerar que a influência do cristianismo se deu no meio social europeu em mais do dobro do tempo que comparativamente o islamismo nas nações árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque enquanto a grande maioria dos cristãos na Europa era composta de pessoas analfabetas, rudes e ignorantes que prestavam apenas para realizar serviços braçais seja no campo ou formando contingente numérico nas linhas de frente de combate para poupar a vida dos poucos dedicados na arte da guerra como soldados profissionais . Aliás, a guerra era o meio por excelência para um europeu conquistar riqueza e prosperidade ou forma derradeira para resolver problemas políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, entre os árabes boa parte da população era alfabetizada até por conta de fazer frente a exigência religiosa de ler o Alcorão, viviam em um ambiente culto, de hábitos bem refinados e voltado a erudição assim como o comércio era fonte maior de riqueza e prática que a grande maioria se dedicava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a Europa daquele tempo ficava imersa em debates eternos sobre assuntos ligados a religião em meio de um clima de superstição e intolerância que os isolava de outros povos e os fazia agir de forma hostil com outras culturas, sem falar é claro o processo de segregação de minorias que de alguma forma não condiziam com as crenças cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo os árabes além de saber conviver pacificamente entre pessoas de crenças distintas das suas, buscavam também sempre realizar contatos com novas culturas e efetuar pesquisas científicas que o levaram desenvolver tecnologias bem úteis para sociedade como um todo. De fato a aritmética, o uso da numeração decimal, a criação do cálculo algorítmico ao lado do estudo de obras filosóficas helênicas que traduziam para o árabe faziam as as comunidades emergentes sob Islã fossem locais de grande efervescência cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que duas Civilizações, uma nascida pela influência da Bíblia e outra pelo Alcorão, acabaram entrando em choque. Isto foi o que representou em resumo as Cruzadas, a queda do Califado de Granada e outros eventos históricos que marcaram por colocarem mulçumanos e cristãos como inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sociedades dedicadas ao comércio como eram as nações árabes estes conflitos contínuos com nações européias os levaram a decadência. Sendo o derradeiro golpe quando europeus, usando ironicamente conhecimento árabe, resolveram partir em grandes expedições pelos mares pegando a força aquilo que antes compravam com exclusividade de países do Oriente Médio que surgia ali como grande entreposto comercial entre Europa, África e Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio a invasão européia e posteriormente a colonização, destruindo os governos nacionais árabes empossados por autoridades cooptadas aos interesses europeus que usavam no processo o cristianismo para perseguir, matar e escravizar. O impacto destas ações sem dúvida foi fatal ao destino destes povos, porém, de novo surge o Islã como no passado como força civilizadora e unificadora para quem sabe fazer retomar aos árabes a glória e esplendor perdido em sua sociedade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, jaz como grande engano supor que a onde revitalizadora do Islã fique restrita aos países árabes tal como viesse a reboque dos ideais nacionalistas e pan-arabistas, servindo apenas para cumprir fins políticos dos países do Oriente Médio. Diria mesmo que a idéia de Revolução Islamica predicada pelo Irã possa representar um mundo de possibilidades insuspeitas para o Ocidente na medida que frotalmente representa uma alternativa ao modelo democrático-burguês consolidado por força da globalização além de apresentar-se com uma visão de civilização para além da perspectiva judaico-cristã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35352335-115974122852809615?l=teognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teognose.blogspot.com/feeds/115974122852809615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35352335&amp;postID=115974122852809615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/115974122852809615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35352335/posts/default/115974122852809615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teognose.blogspot.com/2006/10/isl-x-bblia.html' title='Alcorão versus Bíblia'/><author><name>Ioldanach</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
